Meu namorado é 30 anos mais velho que eu

Meu namorado é 30 anos mais velho [fechada] Olá meninas tenho 17 anos e estou namorando com um cara ele pediu para os meus pais tudo certo,ele é professor lembrando NÃO SOU ALUNA DELE ksksksks antes que fique a dúvida o conheci em outro lugar enfim em tão pouco tempo ele se abriu totalmente pra mim me apresentou a família e tudo mais e ... Meu problema é bem grave. Eu tenho mais de 30 anos e nunca tive nenhum tipo de relacionamento e nem mesmo um encontro amoroso. Mas seria tudo fácil, se eu pudesse esperar pacientemente as coisas acontecerem. Eu tenho trauma de ver outras pessoas namorando, principalmente pessoas conhecidas ou que tenho um certo interesse. A última vez que ouvi, ele estava namorando uma das amigas de sua filha. (Ela é seis anos mais nova que eu). Ele não namorou uma mulher com mais de 30 anos desde que se divorciou (em 2005, eu ... Pastor, eu conheci um homem 10 anos mais velho do que eu em um jogo online (eu teno 10 anos, e ele, 24). Ele já trabalha, mora sozinho, tem uma vida estabilizada e vai se formar no final do ano que vem. Nos conhecemos e nos apaixonamos. Ele mora em São Paulo, e eu, no Pará. Eu confesso que meu namorado é maior de idade mas eu não, por ele ser da igreja nos vamos obedecer a castidade e assim que eu fizer fizer dezoito anos vou me casar, tenho todo o consentimento dos meus pais, mas queria saber se isso e certo ele e quase 30 anos mais velho. meu namorado é 30 anos mais velho que eu meu namorado é 30 mais velho que eu,eu gosto dele,mas o penis dele é pequeno,nós estamos juntos há alguns meses,e ele nunca me apresentou pra familia,fala que não é a hora certa,acho que ele só quer me comer. Elas, muitas vezes, tem uma idade afetiva beirando os 15, 20 anos; até mesmo algumas pessoas entre 20 e 30 anos possuem idade afetiva beirando os 40, 50 anos. O fato de chegar aos 40, 50 anos não significa que a pessoa seja maduro, pois maturidade é a idade afetiva compatível ao que se espera da idade cronológica. O problema é que eu ainda moro com uma pessoa, mais eu não gosto mais dele, mais já estamos a 4 anos juntos e acabei me acostumando com ele. O rapaz que eu moro já sabe de tudo, já descobriu minha traição há alguns meses mais mesmo assim não abre mão de mim, mais eu quero que ele me deixe para eu seguir minha vida. Namoro um homen 33 anos mais velho que eu, eu tenho 20 e ele 53 e eu falo, eu nunca fui tão amada, e tão feliz em minha vida e o resultado desse amor está com 3 meses em meu ventre, sim, grávida do homen da minha vida que eu amarei eternamente e o pai do meu filho. Quando tem amor verdadeiro idade é apenas um número Meu namorado ele é mais novo do que eu 6 anos eu vou fazer , 22 e ele 16 tá sendo uma experiência pra mim pq nunca tiver nada tão sério com alguém mais novo assim que eu , eu não me arrependo , as vezes fico um pouco envergonhada mais , paça rápido pois ele me faz intender que ele me ama não por causa da minha idade ou corpo blz ...

Meu parceiro gringo rico me agrediu fisicamente e me jogou na cara que sou brasileiro prostituto

2020.09.21 12:02 Silverwxyz Meu parceiro gringo rico me agrediu fisicamente e me jogou na cara que sou brasileiro prostituto

Quem aí é pobre e gostaria de um príncipe encantado pra te tirar da miséria e viver num castelo… de preferência na Europa com um bom padrão de vida? Pois é, encontrei algo parecido (só que não). Quem procura esse tipo de coisa ou aceita entrar nessa talvez seja bom saber que muitas vezes a vida não é esse conto de fadas.
Resolvi tentar minha sorte na Europa, Itália. Sou professor de inglês formado, sempre fui independente, mas na Europa dificilmente contratam um brasileiro pra dar aulas de inglês. As escolas preferem falantes nativos dos EUA ou Inglaterra. Mesmo se eu tivesse 100 anos de cursos e experiência, nunca vou deixar de ser brasileiro, e a maioria das escolas nem pega o currículo. Minha formação não vale muita coisa na Europa. E o mercado pra dar aulas de português é quase inexistente.
Nisso eu conheci um cara, gostamos um do outro… fui morar com ele. Percebendo minha dificuldade pra encontrar bom trabalho, ganhando pouco, ele propôs pra eu trabalhar menos e voltar a estudar, fazer outra graduação. Detalhes: ele é rico e tem o dobro da minha idade, eu 30 e ele 60. Sim, eu prefiro homens maduros. Aí é que está o problema, aliás, vários problemas: nossa grande diferença de idade, classe social, minha nacionalidade considerada “inferior”, a fama da prostituição dos brasileiros…
Desde o início passei por várias situações desagradáveis… Alguns amigos dele me perguntaram na cara mesmo se sou prostituto brasileiro e se não estaria com ele por causa do dinheiro. Ele brigou com esses amigos por causa disso.
São muitos desafios manter uma relação assim. Já é difícil pelo fato de sermos dois homens, e com grande diferença de idade! Se ao menos ele tivesse uns 10 anos a menos, seria mais fácil eu apresentar pra minha família... Minha mãe jamais aceitaria eu estar com um homem mais velho que ela.
Algumas vezes tentei terminar a relação. Já estive prestes a sair de casa, ele não deixou e disse: “Termine seus estudos, eu gostaria muito de dar isso pra vc. Depois você vai embora e encontra alguém mais jovem que eu”. Na verdade desde os primeiros dias que nos conhecemos ele sempre tentou me comprar, com luxos, viagens, e já no início da nossa relação disse que não tem herdeiros e procura alguém mais jovem como eu pra deixar tudo. Várias vezes ele me pede pra gente ir assinar os papéis do casamento e herdarei tudo. Ele diz exatamente isso! Aliás, ele já disse que fez o testamento dele declarando que sou o herdeiro.
Eu e ele sempre fomos bons amigos, tivemos uma conexão forte, sem problemas na relação, algumas briguinhas cotidianas, nada de mais…
Um ponto negativo é que ele é abertamente racista. Costuma fazer comentários contra negros, e sempre que ele tem oportunidade ele faz piada com o fato de eu ser brasileiro, diz que venho da selva, de um país perigoso, subdesenvolvido, que faço vodu, macumba… Antes ele era casado com uma moça da Guiana e depois teve um namorado da Venezuela. Ele culpa a origem latino-americana dos ex-parceiros pelo temperamento difícil e comportamento “primitivo”. Ele gosta de pessoas mais jovens. Como seria numericamente mais difícil ele conseguir um jovem europeu que queira morar com um velho, ele tem o histórico de pegar jovens desfavorecidos do “terceiro mundo” pra ajudar a trabalhar e estudar, todos os relacionamentos dele foram assim. Ou seja, ele mostra toda sua riqueza, tenta impressionar, e depois teme que está sendo usado, comprando alguém, e nos conflitos acaba sendo racista e usando o poder financeiro pra dominar e inferiorizar.
Se eu não respeito alguma “etiqueta” ele diz: VC VEIO DA SELVA MAS AGORA ESTÁ NA EUROPA, PRECISA SABER SE COMPORTAR. Na verdade eu não me sentia ofendido, ele é alemão e eu apenas retrucava falando coisas negativas de alemães. Eram piadas de mal gosto que fazíamos um contra o outro… E como resposta eu beliscava os mamilos dele, ele odeia quando faço isso. Já era um costume nosso.
Mas essa simples besteira desencadeou um conflito. Há dois dias estávamos na rua, eu tremendo de frio, e ele fez piada: VOCÊ É UM ANIMAL DA SELVA MESMO. NÃO ESTÁ FRIO. Em resposta, belisquei o mamilo dele, e desta vez ele teve um ataque de fúria. Ele apertou meu braço com bastante força, arranhou, tirou sangue. Ele nunca tinha me atacado dessa forma. Fiquei bastante chateado e passei o resto do dia sem conversar com ele. No final do dia, mostrei pra ele os hematomas, isso não se faz. Começamos a brigar e daí ele já abriu a porteira, falou várias coisas racistas, e por fim disse que sou um prostituto. Estávamos prestes a nos atacar fisicamente, ele veio pra cima de mim pra me dar socos. Eu empurrei, fiz posição de defesa e disse: EU SOU MAIS FORTE QUE VOCÊ. SE VOCÊ OUSAR, EU QUEBRO SUA CARA E TIRO SANGUE DE VERDADE. Ele recuou, sentou-se na cama e ficou acuado ofegante, tremendo, vermelho.
Estamos juntos há 4 anos, sempre tivemos uma relação pacífica, sem grandes dramas, nada parecido com isso tinha acontecido entre nós, foi bastante extremo. Estamos sem conversar há 2 dias na mesma casa, desviando um do outro, está insuportável. Eu já fiz dois anos de curso, precisaria de mais um ou dois anos pra terminar. Na Itália é quase impossível trabalhar, se sustentar e estudar ao mesmo tempo, as aulas são em período integral, precisa de dedicação quase exclusiva.
O que vocês fariam?
Tentariam engolir tudo isso, tentar fazer as pazes e procurar terminar o curso, ter um sonhado diploma europeu. Ou desistir de tudo... achar qualquer emprego, qualquer lugar pra morar... Ou voltar pro Brasil nesse período de crise, sem dinheiro e sem muita perspectiva?
Enfim, pra quem leu até aqui fica a lição: tentem ser independentes, donos dos seus próprios narizes e liberdade. O risco de depender de alguém é sempre alto... mais cedo ou mais tarde podem jogar isso na sua cara.
...
Resumo: moro na Europa com um homem rico e mais velho que me deu oportunidade de estudar. Tivemos um atrito bobo que desencadeou um conflito, ele é racista, me chamou de prostituto brasileiro. Já fiz metade do curso. Não sei se engulo e tento terminar os estudos ou se desisto de tudo.
submitted by Silverwxyz to desabafos [link] [comments]


2020.07.21 01:55 Arturluiz Travesseiro

Eu estou com quase 14 anos, e eu tenho muitas manias, uma delas é um travesseiro que eu tenho faz anos( mais de 11 anos) e ele não é só um travesseiro que eu deito e faz anos que eu tenho, não, eu não deito nele e eu ainda acarecio( não sei como escreve) ele, eu posso ficar horas acariciando ele sem cansar e eu também fico cheirando ele porque o cheiro dele é bom, e eu fico muito em duvida se eu largo ele, eu já tentei só que eu não consigo porque eu tenho ele a tantos anos, e eu só fico pensando quando eu ficar mais velho ou quando eu conseguir uma namorada, como que eu vou ficar com ele porque quando eu to acareciando ele eu pareço um bebe, e eu fico pensando, imagina um cara de 30 anos que tem um travesseirinho e fica fazendo carinho nele, tipo mano, e se eu conseguir uma namorada oque ela vai pensar? Meu namorado é um bebe, ele tem um travesseiro e fica fazendo carinho nele. Eu queria dar ele pro meu filho se eu tiver um, só que eu não desapegar dele, oque eu faço?
submitted by Arturluiz to desabafos [link] [comments]


2020.07.19 01:47 Ranmaaa Sou babaca por querer cortar todas as ligações com meu melhor amigo?

Yoo turminha, Luba(se estiver lendo isso), editores maravilindos, gatas e cadaveres de papelão, tudo bom cô6? Bom... há quase três anos atrás eu conheci um menino que é uns dois anos mais velho que eu (vamos chamá lo de Dio) ele tem quase 15 agora e mês que vem vou fazer 13. Nós conversavamos bastante e viramos bastante amigos com o tempo.
Se passou um ano desde que nos conhecemos e começamos a nos afastar um pouco por que eu queria focar mais nos estudos já que era final de ano e ele só ficava brincando. Era quase semana das provas finais e o melhor amigo dele contou pra mim que Dio gastava de mim mas tinha vergonha de falar pois ele era mais velho. Eu obviamente não acreditei e deixei prá la.
Era um mês antes das provas finais e Dio se declarou pra mim e me pediu em namoro. Fiquei nervosa para o um caramba pois ele era meu melhor amigo e eu não sentia nada. Acabou que depois de uns minutos de eu morrendo por dentro para não querer ferir os sentimentos do meu amiguinho, ele acabou me dizendo que era troll. A partir dai ele sempre se declarava e dizia q era mentira e eu simplesmente não ligava.
Depois de uns dias que isso aconteceu tivemos uma conversa séria e ele finalmente falou que realmente gostava de mim só tinha vergonha de falar. Não sabia o que dizer então fui pedir um conselho para a minha melhor amiga(SPOILER: Essa foi a pior idéia que eu pude ter na minha vida). A irmã dessa minha amiga ia fazer uma festa de aniversario então resolvi ir já que ela me convidou e seria a oportunidade perfeita para pedir o conselho.
Chegando lá contei tudo para ela e o ótimo consrlho que a minha preciosa amiga falou foi:" ah aceita o guri em namoro logo! Ele gosta de você e vocês parecem ser bem próximos". Eu disse a ela que não sentia o mesmo e não me sentia nem um pouco preparada para namorar mas resolvi ouvir o que ela disse.
Cheguei em casa, aceitei o namoro. Ele era super fofo e gentil comigo apesar de ser um pevertido as vezes. Eu tava tentando gostar dele mas não deu certo. Assim que a semana de provas começou, eu disse pro Dio o que eu pensava e foi basicamente isso:" Olha, me descupa mas eu quero terminar. N ão me sinto confortavel e muito menos preparada para um relacionamento desses e quero terminar isso o mais rapido possivel para não nos machucarmos tanto.". Ele aparentemente aceitou tudo de boa e ficou fazendo um draminha(SPOILER: Éh obvio q ele não aceitou nada de boa ;_;)
Durante o resto de toda a semana, Dio ficou me flodando mensagens de amor e dizendo coisas como "você só está com vergonha por eu ser mais velho" ou "eu sei que você gostq de mim, mas não quer que seus pais saibam.". Fiquei irritada e pedi para ele parar vàrias vezes mas Dio só mandava mais e mais mensagens então eu resolvi bloquear ele. No início só estava com raiva mas depois de uns dias me senti cupada pois eu só alimentei aquela mentira e eu soube depois que ele reprovou de ano.
Ele era meu amigo e não aguentava o sentimento de culpa então resolvi desbloquear ele depois de uns 5 meses desde aquilo aconteceu e pedi desculpas. Disse que ele poderia me odiar e chingar o quanto quiser, mas ele acabou só dizendo que estava feliz que eu me importava e que ele poderia conversar comigo de novo.
No começo estava tudo TOP, mas foi passando o tempo e ele foi me mandando declarações e mensagens de amor de novo. Eu disse para ele parar, mas mesmo assim ele continuou apesar de ser bem menos. Eu já estava ficando com raiva de novo até chegar ontem que foi a gota d'agua.
Bom... Ontem nós estavamos conversando sobre irmão e tal até ele dizer que nós somos quase irmãos por conversamos tanto. Eu apenas falei que não tinha nada a ver pois só conversavamos sobre memes, jogos e as vezes animes, não tinhamos nenhum tipo de segredo e ele definitivamente não me conhece de verdade.
Dio insistiu em dizer que somos irmãos e já praticamos inc3st0 ano passado. Isso me deixou pistola já que só foi um namorinho de internet que durou literalmente uma semana. Até chegou o ponto em que fiz uma pergunta que seria "a prova de que ele é meu imão de verdade". Perguntei para ele qual é o meu maior sonho mas ele só respondeu coisas como " ser desenhista de hentai"(pois eu amo desenhar)," que eu queria fazer parte de um ecchi" ou que "ter um namorado de anime já que ninguém da vida real te agrada". Obviamente fiquei com ódio no coração e pedi para ele falar sério.
Dio ficou apenas enrolando falando coisas estranhas e susgestivas até eu ameaçar bloquear ele. Finalmente o guri parou de falar coisa estranha e começamos a falar sério de verdade. O meu sonho para mim é algo muito importante que eu quero realizar um dia então resolvi confiar nele para contar isso. O meu sonho é que (vou contar aqui mesmo pq ningurm me conhece ne) Eu AMO com todas as minhas forças música e o meu objetivo é um dia ser guitarrista profissional e entrar para uma banda. Ele simplismente leu a mesagem e disse que depois ia contar o sonho dele jà que esse era nosso acordo.
Se passou mais de 30 min e ele não falava até eu ameaçar de dar block de novo. Depois de tanto tempo ele contou que o sonho dele é " Estar abtaçado contigo em uma praia a observar um belo pôr do sol enquanto nosso cachorro corre na areia com os nossos filhos. Eu... Fiquei com ódio extremo e a minha vontade era de ir na casa dele e passar a faca no golfinho dele. Dio ficou falando que não sabia o motivo de eu estar com tanta raiva (mesmo eu tendo falado milhares de vezes que para ele para com aquilo). Apenas disse que està obvio o motivo de estar com raiva e até agora apenas visualizo as mesnsagens dele. Estou pensando em bloquea lo de todas minha redes sociais.
Entãaao.... Eu acho que na parte do namoro nós dois fomos babacas. Motivo: Eu por escutar um conselho idiota e iludir ele. Dio: Por mesmo sabendo que eu não sinto o mesmo, continuou falando coisas estranhas e tentando me convencer a gostar dele. E na segunda parte? Eu sou babaca por querer difinitovamente cortar todas as nossas relações ou ele é babaca por continuar falando coisas estranhas?
submitted by Ranmaaa to TurmaFeira [link] [comments]


2020.07.12 00:12 britojp ODEIO MEU PAI E NÃO VEJO A HORA DE ME SEPARAR DELE

ESSA HISTÓRIA É BEM LONGA, SALVE E SE NÃO PUDER TERMINAR, TERMINA DPS, TALVEZ VOCÊ SE INTERESSE. (OU NÃO)
Meu pai é um desgraçado, mexe com meu psicológico desde que eu nasci, queria ter nascido sem pai. Atenção: Tenho 14 anos.
Meu pai desde que eu era pequeno me bate, me maltrata e faz eu me sentir um lixo, além de já ter tentado bater na minha mãe, traiu minha mãe com 11 BISCATES, e quando ela vai sair ele segue ela. Todo dia ele me xinga, quando eu era pequeno ele me bateu na cara com fio de extensão elétrica, infelizmente as fotos ficaram no celular antigo da minha mãe que estava velho e eu não tenho mais as fotos. Uma vez eu estava vendo a Branca de Neve, porque quando eu tinha uns 5 ou 6 anos, minha tia tinha uma amiga que vendia dvd's, e minha tia me comprou vários. Aí quando eu estava vendo um, depois de já ter assistido vários, minha mãe perguntou se ela podia ver a novela dela (com educação lógico), e eu não me importei já que eu tinha visto um monte e precisava de uma pausa, mas antes de eu responder, ele disse pra ela: "Deixa o menino ver." Meio grosso, minha mãe só respondeu pra ele (não lembro o que ela disse, mas ela não foi grossa ou mal educada em nenhum momento) e ele começou a brigar com ela, e a briga foi até a porta da cozinha, na frente do meu quarto, e lá, ele empurrou ela e ela escorregou e caiu, e meu pai não fez nada, ficou lá parado, e eu chorando, queria muito ir ajudar ela a se levantar mas o medo não deixou. Depois, com 9 anos, eu lembrei ela disso e meu pai escutou, falou que me mandaria pro hospital se eu falasse naquilo de novo. Antes disso quando eu tinha 7 anos, ele traiu minha mãe, e eu fui testemunha, meu pai estava no quarto deitado e minha mãe estava colocando as roupas no varal, e eu estava ajudando ela, quando a gente vê uma mulher chamando: "Fontini, Fontini!" No portão. (Fontini é meu sobrenome e do meu pai, e todos chamam ele assim) Minha mãe foi atender a mulher comigo também, depois minha mãe tirou satisfação com meu pai e depois descobrimos que ela estava traindo minha mãe com ela, e vários anos depois (agora) ele já traiu minha mãe com a dona do bar que ele vai, com umas mulheres que ele já fez móveis, e minha mãe achou uma foto com ele agarrado com a mãe da minha melhor amiga no celular dele, na véspera do natal que ele tava na casa dela, depois eu mandei pra minha melhor amiga e ela também ficou chocada. Meus pais não são casados no papel, só decidiram que iam se casar, mas não foram no cartório assinar o casamento, e nem fizeram uma festa, só decidiram se casar, e um ano depois deles terem se conhecido, tiveram eu. Em Janeiro se separaram, e no celular dele na verdade minha mãe pediu (sem me obrigar) pra mim tentar conseguir provas com traições dele, achei conversas com a Dona do bar, e outras que eu nunca achei que ele escreveria aquilo. Isso esse ano, porque com 9 anos meu pai começou a pegar o celular da minha mãe pra ver se né, sendo que ela nunca fez isso. Agora minha mãe tá com o namorado dela, mas só começou a namorar com ele quando ela falou pra ele que queria um divórcio, o que prova que ela nunca traiu ele, e eu sou testemunha de tudo. Agora mudando de assunto, tudo ele joga na minha cara, que ele paga meu curso, que comprou celular, computador e tv. Tô de saco cheio disso até hj, tanto que não quero mais nada que venha dele, celular minha mãe comprou outro, e claro sou grato a ela, o computador, não aguentei e vendi, pra não escutar merda dele, e vou pegar o dinheiro e comprar um notebook. Só não vendo a TV pq eu uso. Já minha mãe nunca falou nada e nunca jogou na minha cara, prefiro mil vezes ela do que ele. E ele vai receber o auxílio emergencial, e ele pediu meu cpf pra fazer, e minha mãe perguntou se ele ia receber e ele disse que não, se ele disse que não é pq ele tem certeza, sendo que eu vi aprovado no app, ou seja, ele vai receber 1200 já que ele colocou pai solteiro, com as 5 parcelas dá 6000 reais, fez o cadastro pedindo o meu CPF, e não quer me dar nem 100 reais, já que tenho que ficar fazendo favores pra ele quase todo dia, minha tia disse pra minha mãe que eu tava triste por causa disso, e sem eu saber minha mãe falou com o meu pai, que me acordou dizendo que ia me dar sim, e pediu pra mim acessar pra ele, sendo que ele tá me enrolando faz dois dias só pra não dar um centavo pra alguém que ele maltratou por 13 anos, e usou o meu CPF pra pegar. OUTRAS COISAS: Minha mãe já saiu e ele seguiu ela e xingou ela como se tivesse obrigação de seguir ela, xinga ela e eu, fica no bar até de madrugada comendo as biscate e não deixa minha mãe sair um minuto. Ele já chamou minha vó de puta, e disse que minha tia e minha vó, que moram na casa do lado da nossa, deveriam morar na rua ou na cadeia. Tô cansado dele, e só não saiu daqui ainda depois que eles separaram porque ainda não tem dinheiro pra alugar um lugar, mas eu não aguento maia ele e minha mãe também não, quando eles discutem nem eu nem minha cachorrinha gostamos de ficar perto, minha cachorra que é também é minha irmã, odeia ouvir eles brigando e sai chorando pra casa da minha tia, ou pro guarda roupa do meu quarto, e quando ela não pode ir pra essas lugares eu coloco ela na minha cama e abraço ela, e uma vez eu tava indo pra lá e ele me obrigou a ficar lá onde eu tava, minha mãe reclamou com ele e eu fui, além dele ser insuportável e ter me deixado com depressão dois anos atrás. Ah, e em maio, eu acordei, e fui desbloquear meu celular, quando eu digito a senha errada sem querer, o celular faz eu esperar 30 segundos, sendo que isso só acontece quando erra 5 vezes, então achei que alguém poderia ter mexido, Depois, a noite, eu instalei um app que tira fotos da pessoa assim que ela erra sua senha (o app chama Intruder Selfie Alert), e no dia seguinte, quando eu acordei e peguei meu telefone vi duas fotos do meu pai mexendo no meu telefone, querendo ver e talvez apagar as provas já que minha mãe falou que tinha tudo guardado num pen drive. Mas ele deve ter tentado ver se tinha no meu telefone. Mas de tudo, o que eu mais fiquei mal foi ele me chamar de hacker, uma vez minha mãe chegou dps de 2 horas que ela saiu, e eu fui lá atrás dela, só tava com meu telefone e carregador na mão normal, indo lá, aí eu dou UMA MÍSERA OLHADA PRA TRÁS, que não foi de propósito, tipo coisa do cérebro de olhar prós lugares, e ele logo achou que eu tava olhando pra ele, uma olhada de 0,1 segundos, e disse: "VEM AQUI PEDRO!! DEIXA EU VER ESSE TELEFONE!" (Meu nome é João Pedro, mas pro meu amigo e minha família é só Pedro) e eu falei que eu não fiz nada e ele falou que eu tava mexendo nas coisas dele, ficou falando que eu hackeei senha dele pq minha mãe pegou as conversas, sim, eu ajudei minha mãe pra pegar as conversas de traições, mas isso colocando a senha que ele fez na minha frente, nunca fiz e nem sei fazer essas coisas, e ficou falando que eu era hacker, só por causa de uma olhada, e outra vez também, ficou falando que eu fazia essas coisas. E eu odiei, porque mesmo eu me interessando MUITO, D+ por tecnologia desde que eu tinha 9 anos, eu não sei programação, e mesmo se soubesse eu nunca faria essas coisas, se eu quiser dinheiro vou ganhar do meu suor, e se Deus quiser não quero viver com nada que venha dele, e já me planejo agora pro futuro, porque quando eu atingir maioridade, não quero mais ver ele, vou trabalhar, pagar minha faculdade (ou uma parte, mas só se minha mãe se oferecer pra isso), e talvez alugar uma casa e dividir com a minha melhor amiga, e já falei pra ela que aí cada um paga metade do aluguel, até lá já vou arrumando meu dinheiro, ainda não posso trabalhar né, mas eu dou um jeito. FOI GRANDE, MAS É ASSIM MESMO. ESPERO QUE TENHAM GOSTADO.
submitted by britojp to desabafos [link] [comments]


2020.07.07 09:26 SinthiaMor Sou babaca por ter sido sincera com a minha mãe?

oi turma/chat, talvez o luba e suas gatas fofas e editores, preciso de ajuda pra saber se fui babaca em uma briga que tive com a minha mãe, mas antes vou contar o contexto da minha criação. Quando era pequena eu recebia pouca atenção dos meus pais, eles viviam trabalhando, mas minha mãe sempre sendo melhor que o meu pai fazia de tudo pra eu n ficar entediada, não me dando atenção mas eu so tive brinquedos por causa dela. Eu tambem vivia na casa da minha melhor amiga então sempre fui mais “independente” que o meu irmão... Atualmente (com 16 anos) tenho um namorado incrivel, temos 1 ano e alguns meses de namoro, e nessa pandemia to praticamente morando na casa dele, por conta do EAD. Em casa eu e meu irmão tínhamos um unico computador e ele era todo velho e travava bastante, até q no fim do ano passado ele resolve montae um novo do zero, com a ajuda dos meus pais mas com o dinheiro principalmente “dele” (trabalhando com a minha mae mas n entraremos em detalhes). Quando a pandemia começou e minha escola começou com o sistema de ensino à distância eu precisava usar o computador pra estudar, por conta disso gerava bastante briga entre mim e ele (meu irmão) porque ele queria usar pra jogar com os amigos, ate que um dia isso gerou uma briga em que quase entramos no soco. Ele com 26 anos, que não estudava n queria me deixar estudar e ele me tirou à força do computador. Tenho muita ansiedade e ataques de pânico, talvez ate uma depressão (nunca tive coragem de descobrir), minha mae louca sem saber o que fazer e meu pai fazendo nada. Depois dessa briga eu comecei a ter muito ataque de pânico onde eu n conseguia respirar de tanto q eu soluçava, chorei por várias horas. Por conta de não poder usar o computador, minha mae me deixou ficar na casa do meu namorado pra podermos dividir o PC para fazer as atividades juntos (isso no começo de abril), to aqui desde então. Muito insatisfeita com o sistema da minha escola, eu e meu namorado tivemos q entregar 23 tarefas pra um unico dia, alem de 14 provas ao longo da semana, com a escola ligando pra minha mae q eu n tava recebendo presença nas aulas ao vivo (que eu n assistia de propósito pq eles não passavam materia nova e eu teria q acordar 6 da manhã pra assistir). Com tudo isso infernizando minha cabeça, tive mais ataques de pânico e muita ansiedade, e tudo piorou ainda mais com a minha mãe me cobrando mais e mais. Um dia ela apareceu aqui do nada pra conversar sobre os defeitos do sistema da escola que ela iria ligar la para resolver, pra assim me ajudar. Era oq eu pensava. No dia seguinte ela me disse q o vice diretor (que é mais presente q o próprio diretor) iria me ligar pra conversar. Depois de uma hora de ligação, eu expliquei tudo pra minha mae e estaria resolvido. Ate a escola causar mais problemas q levaram à tal briga. Ontem, (segunda) teria uma reunião ao vivo da escola com os dois vice diretores conversando com os pais, ate porque todos os alunos tavam putos com eles. Minha mãe me mandou assistir, mas não aguentei 30 minutos de ouvir papaya deles então preferi contar isso pra ela, que n iria resolver nada doq eles fizeram e foi quando a briga começou. Minha mae em todas as circunstâncias sempre me aponta como culpada, então disse q oq a escola tava fazendo estava certo e eu (e mais uns 80 alunos) errados por discordarem do sistema deles e que eu deveria fazer minha obrigação de estudar (sendo q eles nem passavam aula de verdade) ou ia me tirar da casa do meu namorado e da minha escola também. Tava cansada de ouvir essas merdas todas de mim e retruquei, falei tudo oq achava disso tudo, e ela, pra ajudar, continuou falando q o problema era eu. Isso foi a gota pra mim, por anos, ela nunca me deu atenção, me mandava calar a boca quando queria falar dos meus problemas ou falar de coisinhas bobas q me deixaram feliz, todas as brigas q tive com as minhas antigas amigas (q inclusive eram toxicas pra caralho) pra ela so era possivel ser tudo culpa minha, tudo isso me fez ser fechada pra minha família, e mesmo assim ela sempre me fazia me sentir inútil por tirar notas ruins, me sentir sem valor por n me querer por perto, um incômodo por o tempo todo falar q a familia do meu namorado tinha q me aguentar aqui. Por tanta raiva acumulada eu descarreguei tudo oque sentia, falei tudo isso e muito mais q eu guardava por quase a minha vida toda e causou muita briga entre mim e ela. Ela ta me ameaçando me tirar da casa do meu namorado e me trancar em casa, mas depois de tanto trauma que vivi lá, é o ultimo lugar que eu quero ficar Me desculpem por um textão mas eu realmente precisava desabafar...
submitted by SinthiaMor to TurmaFeira [link] [comments]


2020.07.02 02:11 Fabs1989 Da porta da sua casa pra fora, todos querem que você se $%[email protected]

Eu moro em uma rua sem saída, sempre foi muito tranquila, apesar de ser na frente dos escritórios de uma grande montadora de carros (GM) , antigamente, os funcionários desta empresa eram mais educados e não causavam. Alguns anos atrás abriu um escritório da Porto Seguro perto de casa e construíram um condomínio. Alguns vizinhos novos se mudaram (o melhor jeito de descrever eles é aqueles caras de torcida organizada que só usa chinelo, shorts jeans, todo tatuado, boné e óculos sem camisa em qualquer ocasião).
Aí de um ano pra cá a coisa começou a ficar insuportável.
Uma funcionária da Porto Seguro, começou a parar o carro no fim da rua, de atravessado nela, isso atrapalha a vaga de um senhor idoso que mora na última casa, deixei um bilhete educado no carro dela pedindo pra ela não fazer mais isso, porém a cagada mimada ficou pistola e começou a chutar o meu carro que estava parado na rua (foi uma coincidência, ou não, ela já devia saber pq sempre que chegava atrasada ela parava na minha calçada antes de começar a parar no local proibido) minha mãe e minha irmã desceram la na rua e eu também, ela começou a dar chilique e disse que ia chamar a polícia, invés ela chamou o marido e mais dois amigos para me bater, eles não entraram em casa mas ficaram chutando o portão e chingando e falando o clássico que saiu da cadeia e que tinha uma arma etc.
Uns dois meses depois, um vagabundo bêbado entrou em alta velocidade na minha rua, bateu no poste de ferro que tem no final dela e prendeu o carro lá, beleza, acordamos, vimos da sacada o que o ocorreu, ele ia chamar o seguro e beleza. Uma hora depois o maldito começou a acelerar e quando tirou o carro que estava preso no poste e bem destruído, dando ré, bateu no carro da minha mãe que estava parado na frente de casa (mesmo local aonde a vaca da história de cima parava quando chegava atrasada). Da sacada pedi pra ele parar o carro para conversar mas o corno genérico de merda fugiu, fui atrás dele de pijama e consegui pegar a placa. Porém a mula chamou a mãe dele invés do seguro, enquanto eu e meu pai estava caçando o verme, a mãe dele chegou na rua e não encontrou ele. Só que nós encontramos ela, fizemos ela ir atrás dele, com ela no carro dela e eu e meu pai no carro com a porta toda amassada atrás, de garantia a louca da minha irmã foi no carro dela com ela e mesmo assim a vaca velha tentou despistar e fugir. Quase desmaiou quando encontramos uma GCM e fizemos um B.O contra o filho dela. Depois de 4 meses conseguimos concertar a porta do carro. O mlk fugiu e não teve nenhuma consequência.
Um mês depois, um amigo do vizinho que descrevi acima, entrou em alta velocidade na rua e DESTRUIU o carro do vizinho, no dele não fez nada e ainda conseguiu fugir, esse é um cara que toda madrugada trás drogas para esse vizinho, só que dessa vez devia estar bebado, vimos que era ele por que a mãe do meu amigo tem câmera na frente da casa dele.
Agora para cagar de vez, a nossa vizinha crente que arrumou um namorado crente metido a gostoso a uns 3 meses e já chegou causando parando carro na nossa garagem, do nada deu um chilique e começou a prender telhas de amianto no nosso muro, só para vocês entenderem, a minha casa é assobradada a deles não. Aonde acaba o telhado deles, é mais ou menos no meio da nossa parede do segundo andar, minha mãe tem um quintal aonde ela lava e estende roupas e metade do muro tem uma grande grade que é contra bandidos. O cara subiu no telhado e começou a prender as telhas do lado dele do muro aí minha mãe perguntou o porquê dessa merda, ele respondeu que é por que a gente espiona a filha retardada da dona da casa tomando banho e que nós roubamos terreno dele (uma casa de 40 anos que nos compramos a 30). Tá lá até agora as telhas, fiscal é tudo vagabundo e não faz nada e esse velho safado não teve nenhuma consequência...
Resumindo, isso é a vida de quem mora em São Caetano do Sul a "melhor cidade" do Brasil, e eu nem desabafei do trânsito que a galera do resto do ABC e zona leste causam aqui na região.
Queria invocar um meteoro e acabar com essa gente...
submitted by Fabs1989 to desabafos [link] [comments]


2020.06.10 07:00 Mily_Colucci_Herrera FuI BAbAcA POr TeRmiNaR uM RElaCiONaMenTo OnDE o CaRA eRa NoIVo dE oUTrA?

Olá luva, Editores, possível convidado que duvido que tenha, gatas, restos de fodrigo raro e turma que está a ver (OLHA EU AQUE MANHÊ HIHIHI). Ativa a voz de moça traída, fria e calculista. Antes de tudo, para entender melhor a história, quero dizer que meus familiares moram em Fortaleza e eu em Manaus (sim sou nordestina e teu sotaque é horrível (desculpa a sinceridade vish kk) ) Estava em em pleno os 14 anos, no auge do início da puberdade, louca por um namorado e querendo uns amassos (não me julguem, não sou mais assim juro kk) então, meu primo tinha vários amigos na época, eu comecei a gostar de um e o Carls, meu primo, falou ao desgraçado do Farls, meu crush (Poupei o trabalho dos editores de nada <3) e então o Farls me chamou no WhatsApp (tínhamos um grupo entre amigos) estávamos conversando sobre alguma coisa que hoje eu não me lembro e do nada quando a conversa morgou, ele soltou; Quer ficar comigo?. Sim, sem mais nem menos, apenas jogou a pergunta, e eu como uma menina inocente e com fogo no rabo acabei aceitando (passando pra ressaltar que eu morava em Manaus e ele em Fortaleza) nós começamos um namoro a distância, sempre nos falávamos, ele era uma boa pessoa, mas eu sentia que ele escondia alguma coisa, sabe? Ele as vezes era um tanto misterioso. As vezes eu ligava pra ele por chamada de vídeo e ele na atendia, recusava e respondia depois que estava ocupado ou no banho, ou algo assim, sempre desculpas esfarrapadas. Então uma vez eu liguei mais uma vez e alguém atendeu, a pessoa cobriu a câmera frontal com o dedo e uma voz feminina perguntou; Quem é você? Porque está ligando pro meu namorado numa hora dessas garota?. Eu simplesmente gelei, eu não tinha entendido nada, estava chocada demais pra entender, até que eu ouvi a voz do desgraçado, a garota tinha jogado o celular na cama e foi discutir com ele, eu só ouvi ela perguntando quem eu era, porque estava ligando pra ele e ainda mais aquele horário que já era bem tarde. Eu simplesmente desliguei a chamada, eu não estava acreditando que eu estava passando por uma novela mexicana na vida real. No outro dia ele foi tentar se explicar e disse que estava noivo da garota (Detalhe; ele tinha 18 anos. 4 anos mais velho que eu.) que ele queria saber se realmente gostava dela a ponto de casar, eu simplesmente não falei mais nada, apenas mandei um belo Vai tomar no cu, e bloqueei ele, nós tínhamos ficado por um pouco mais de 1 ano é esse tempo todo ele me enganou, no natal de 2017 eu fui pra Fortaleza passar o natal e o ano novo pra lá, e adivinha quem eu achei? Sim, o desgraçado.. Ele ainda estava noivo e pelo visto ainda enganava a pobre coitada, (burra eu diria, mas né, fazer o que), um dia nos encontramos na rua e eu simplesmente fingi que ele não existia, ele não parava de me olhar (Vendo o que tinha perdido obviamente kk) mas desde então, nunca mais nos falamos ou nos vimos. Foi isso lubisco, um beijo <30.
View Poll
submitted by Mily_Colucci_Herrera to TurmaFeira [link] [comments]


2020.05.09 22:11 IBGE Ranking de convidados do nerdcast por número de participações

Tava com tempo livre, decidi tentar extrair estatísticas interessantes sobre o Nerdcast. Para você que gosta de números, eis o ranking de convidados do nerdcast, por número de participações:
Rank Participante Participações Primeira Data da Primeira Última Data da Última
1 Tucano 274 15 - X-Men nos Quadrinhos 25/05/2006 723 - Futurologia: O Pós-Corona 01/05/2020
2 JP 168 09 - Pérolas do RPG 21/04/2006 722 - Pandemias pela história 24/04/2020
3 Eduardo Spohr 162 13 - Google é meu pastor e nada me faltará 17/05/2006 722 - Pandemias pela história 24/04/2020
4 Carlos Voltor 141 01 - Super-Homem: Herói americano ou do mundo? 02/04/2006 708 - Mandalorian: A babá do baby Yoda 17/01/2020
5 Bluehand 113 10 - Nostalgia Tecnológica 28/04/2006 559 - Tecnologias do Futuro 3 17/03/2017
6 Sr.K 104 31 - DO IT NOW, DAMMIT! 22/09/2006 723 - Futurologia: O Pós-Corona 01/05/2020
7 Portuguesa 69 25 - Coca-Cola, Cheetos e Dança da Vassoura 04/08/2006 724 - Bariátricas Selvagens 2: Double Dumping 08/05/2020
8 Atila 63 249 - Evolução artificial da Seleção Natural 04/03/2011 723 - Futurologia: O Pós-Corona 01/05/2020
9 Affonso Solano 59 268 - Novos velhos games rebootados 15/07/2011 720 - Não vale usar Google! 10/04/2020
10 Caio Gomes 56 331 - Conjecturas sobre viagens no tempo 05/10/2012 715 - Você tem noção do perigo? 06/03/2020
11 Guga 54 38 - HQ no cinema: Passado e futuro 10/11/2006 548 - Rogue One: A Fan Service Story 23/12/2016
12 Sra. Jovem Nerd 52 25 - Coca-Cola, Cheetos e Dança da Vassoura 04/08/2006 705 - Pequenos Prazeres 2 20/12/2019
13 Rex 49 60 - Homem-Aranha – Back in Black! 04/05/2007 708 - Mandalorian: A babá do baby Yoda 17/01/2020
14 Mario Abbade 36 06 - V de Vingança 08/04/2006 126 - Rock n’ Roll – 70/80 05/09/2008
15 Andre Souza 35 339 - Distúrbios mentais 30/11/2012 719 - Saúde mental na quarentena 03/04/2020
16 Filipe Figueiredo 33 474 - A Batalha de Stalingrado 17/07/2015 722 - Pandemias pela história 24/04/2020
17 Diogo Braga 31 268 - Novos velhos games rebootados 15/07/2011 720 - Não vale usar Google! 10/04/2020
18 Fabio Yabu 29 105 - Fábio Yabu, o homem que matou o Jovem Nerd 21/03/2008 649 - Aquaman, uma estrela do mar #TurumTsss 07/12/2018
19 Jonny Ken 28 195 - Quem fez a internet 29/01/2010 609 - Nerdcast sem Fio 4 02/03/2018
20 Nick Ellis 28 85 - Nerdcast sem fio 01/11/2007 629 - Black Mirror precisa de um abraço! 20/07/2018
21 Beto Estrada 27 268 - Novos velhos games rebootados 15/07/2011 667 - Shazam nos quadrinhos 05/04/2019
22 Tresde 26 72 - Conspiração – “Constantinopla” 27/07/2007 641 - Traumas de Infância 2 12/10/2018
23 Android 25 186 - Isaac Asimov e seus escravos tchecos 06/11/2009 594 - Blade Runner 2049: menos noir e mais futurista 17/11/2017
24 Guga Mafra 24 358 - O Poder da Retórica 12/04/2013 705 - Pequenos Prazeres 2 20/12/2019
25 Leonel Caldela 24 379 - Literatura Fantástica Brasileira 06/09/2013 721 - Chegando no fundo do Poço 17/04/2020
26 Marco Gomes 23 211 - Profissão: Programador 28/05/2010 647 - Comidas Horríveis 23/11/2018
27 Cardoso 18 102 - Rambo: Missão Cumprida 29/02/2008 418 - Debate: #vaitercopa #nãovaitercopa 13/06/2014
28 Amigo Imaginario 16 27 - Animês – Dooka yoroshiku onegai itashimasu 18/08/2006 388 - O mundo conservado das embalagens 07/11/2013
29 Guilherme Briggs 16 94 - Max, Traga Minha Capa! – Entrevista com Guilherme Briggs 04/01/2008 564 - O lado bom da vida 21/04/2017
30 Marcelo Bassoli 15 599 - Star Wars: Os Últimos Jedi – Vem pro nosso lado! 22/12/2017 721 - Chegando no fundo do Poço 17/04/2020
31 Cris Dias 14 89 - Nerdca$h 30/11/2007 412 - Bugs e Gafanhotos Digitais 02/05/2014
32 Leila 12 611 - Histórias Desgraçadas 16/03/2018 713 - Gaveta: O deus do carnaval 21/02/2020
33 Gaveta 11 228 - Profissão: Mago dos Efeitos Visuais 24/09/2010 724 - Bariátricas Selvagens 2: Double Dumping 08/05/2020
34 Ana Arantes 10 492 - Divertida mente no divã 20/11/2015 719 - Saúde mental na quarentena 03/04/2020
35 Izzy Nobre 9 188 - Histórias de emigrantes 20/11/2009 534 - Pokemongo 16/09/2016
36 Lierson Mattenhauer 9 606 - Segredos dos Restaurantes 09/02/2018 713 - Gaveta: O deus do carnaval 21/02/2020
37 Pirula 9 398 - A Era dos Dinossauros 24/01/2014 681 - Reprogramação Quântica de Mindset 05/07/2019
38 Henrique Granado 8 54a - Star Wars – 20.000 Lactobacilos, vivos! 01/03/2007 622 - Han Solo: É o que tem pra hoje 01/06/2018
39 Jurandir Filho 8 99 - Oscar – Em 2008, o Nerdcast vai para… 08/02/2008 678 - Os Piores Crossovers 14/06/2019
40 Katiucha Barcelos 8 664 - Capitã Marvel: Representou? 15/03/2019 721 - Chegando no fundo do Poço 17/04/2020
41 David Preti 7 421 - Eu, colecionador 04/07/2014 712 - Assim que nasce o Corona 14/02/2020
42 Edney Souza 7 89 - Nerdca$h 30/11/2007 434 - Nerds Cervejeiros 03/10/2014
43 Francine 7 240 - Que fim levou…? 17/12/2010 625 - Permanentemente desgraçado da minha cabeça! 22/06/2018
44 Irado 7 207 - Bêbado e na Mão do Palhaço 2 30/04/2010 644 - Essa minha timidez 02/11/2018
45 Mauricio Saldanha 7 142 - Retrospectiva Nerd 2008 02/01/2009 375 - Breaking Bad: Chutando o Balde 09/08/2013
46 Rafael Calsaverini 7 324 - Alô criançada, o Bóson chegou! 17/08/2012 425 - A Ciência dos Super-Heróis 2 01/08/2014
47 Marcelo Forlani 6 99 - Oscar – Em 2008, o Nerdcast vai para… 08/02/2008 334 - Remakes relembrados 26/10/2012
48 Altay Souza 5 614 - Dormindo no ponto 06/04/2018 715 - Você tem noção do perigo? 06/03/2020
49 Carlos Merigo 5 57 - THIS IS SPARTA!!! 30/03/2007 440 - Making of Podcasts 13/11/2014
50 Dubox 5 27 - Animês – Dooka yoroshiku onegai itashimasu 18/08/2006 652 - O SOBRENATURAL NÃO ECZISTE! OU NÃO… 2 21/12/2018
51 Leo Lopes 5 307 - Nostalgia do humor brasileiro 20/04/2012 676 - Elton “Reginaldo” John: Gênio Extravagante 31/05/2019
52 Anderson Argentoni 4 58 - Tartarugas Mutantes Adolescentes Ninjas e Nerds 13/04/2007 121 - Nostalgia Animada – Parte 02 01/08/2008
53 Bia Kunze 4 85 - Nerdcast sem fio 01/11/2007 609 - Nerdcast sem Fio 4 02/03/2018
54 Borbs 4 49 - Oscar – E o Nerdcast vai para… 26/01/2007 329 - Bikini Girls with Machine Guns 2 21/09/2012
55 Bruno Carvalho 4 354 - O turno dos RTS games 15/03/2013 508 - A dimensão dos games de mundo aberto 18/03/2016
56 Evandro De Freitas 4 354 - O turno dos RTS games 15/03/2013 508 - A dimensão dos games de mundo aberto 18/03/2016
57 Marcela Versiani 4 390 - A Era de Battlefield 22/11/2013 621 - Profissão: Artista de Games 25/05/2018
58 Pri Ganiko 4 631 - League of Legends: Confia na call 03/08/2018 685 - MCU Fase 4 02/08/2019
59 Sergio Sacani 4 323 - Marte, Curiosity e a Fronteira Final 10/08/2012 670 - O buraco negro é mais embaixo 26/04/2019
60 Caue Moura 3 375 - Breaking Bad: Chutando o Balde 09/08/2013 418 - Debate: #vaitercopa #nãovaitercopa 13/06/2014
61 Fabio Lugar 3 398 - A Era dos Dinossauros 24/01/2014 572 - A origem da vida 16/06/2017
62 Guilherme Camillo 3 429 - Profissão: Cara do TI 29/08/2014 513 - Cloudcast 22/04/2016
63 Lady Lark 3 01 - Super-Homem: Herói americano ou do mundo? 02/04/2006 03 - Quadrinhos: A volta de Jason Todd (?!) 02/04/2006
64 Marcelinho 3 366 - Especial Dia dos Namorados 2013 07/06/2013 520 - Especial Dia dos Namorados 2016 10/06/2016
65 Marina Val 3 505 - Doctor… Who? 26/02/2016 664 - Capitã Marvel: Representou? 15/03/2019
66 Mauricio Cid 3 278 - Profissão: Blogueiro 23/09/2011 714 - Viajar é se f*der 4 28/02/2020
67 Max Valarezo 3 659 - Vidro todo Fragmentado, mas inquebrável 08/02/2019 710 - O Oscar 2020 vai para… 31/01/2020
68 Rogerio Bonfim 3 217 - As eleições da internet. Ou não. 09/07/2010 414 - Homem no volante, perigo constante 16/05/2014
69 Alek 2 429 - Profissão: Cara do TI 29/08/2014 481 - A Cronologia Metal Gear 04/09/2015
70 Alexander Stahlhoefer 2 574 - A Reforma Protestante 30/06/2017 588 - A Mãe segundo Aronofsky 06/10/2017
71 Alexandre Inagaki 2 217 - As eleições da internet. Ou não. 09/07/2010 255 - Como eram gostosas as pornochanchadas 15/04/2011
72 Almondega 2 222 - Nerdtour 2010 – Nobody tell nothing 13/08/2010 481 - A Cronologia Metal Gear 04/09/2015
73 Andre Gordirro 2 495 - A Revolução Star Wars 11/12/2015 497 - Star Wars VII – O despertar das emoções 25/12/2015
74 Andre Vianco 2 379 - Literatura Fantástica Brasileira 06/09/2013 435 - Criação de Mundos 10/10/2014
75 Barbara Russell 2 441 - Profissão: Engenheiro Civil 21/11/2014 636 - Viajar é se f*der 2 07/09/2018
76 Carlinhos Troll 2 580 - Road Trip 11/08/2017 585 - Junk Food 15/09/2017
77 Daniel Jezini 2 560 - Como funciona o Brasil: TCU 24/03/2017 626 - Como funciona o Brasil: Urna Eletrônica 29/06/2018
78 Dexter 2 369 - Profissão: Médico 28/06/2013 503 - Esse Zika é vírus! 11/02/2016
79 Erick Carvalho 2 57 - THIS IS SPARTA!!! 30/03/2007 704 - Traduzindo o Senhor dos Anéis 13/12/2019
80 Flavio Augusto 2 449 - Nômades Modernos 23/01/2015 470 - Expresso Empreendedor 5 19/06/2015
81 Gabriel Dread 2 384 - Minha Vida Não Convencional 11/10/2013 661 - Cultos, fanáticos e pelados 22/02/2019
82 Gica Yabu 2 311 - Decifrando Donnie Darko. Ou não. 18/05/2012 396 - Babycast 10/01/2014
83 Guilherme Novaes 2 604 - O Futuro da Educação 26/01/2018 612 - Blockchain, criptomoedas e lagosta 23/03/2018
84 Gustavo Guanabara 2 211 - Profissão: Programador 28/05/2010 332 - Profissão: Professor 12/10/2012
85 Hell 2 260 - A história das histórias em quadrinhos 20/05/2011 313 - HQ: Os Velhos Novos 52 01/06/2012
86 Ken Fujioka 2 169 - Profissão: Publicitário 10/07/2009 397 - Polêmicas da Publicidade 17/01/2014
87 Leon Martins 2 476 - Viajar é se f*der 31/07/2015 534 - Pokemongo 16/09/2016
88 Lucas "Marduk" Rampinelli 2 526 - A revolução buffada dos eSports 22/07/2016 631 - League of Legends: Confia na call 03/08/2018
89 Lucas Radaelli 2 256 - Cegos, nerds e loucos 22/04/2011 506 - Cegos, nerds e loucos 2 04/03/2016
90 Luquinhaz 2 638 - Profissão: Videomaker 21/09/2018 659 - Vidro todo Fragmentado, mas inquebrável 08/02/2019
91 Marcos Pontes 2 484 - Histórias de um mecânico espacial 25/09/2015 617 - A nova corrida espacial 27/04/2018
92 Mau Faccio 2 505 - Doctor… Who? 26/02/2016 717 - Nerds Vaidosos 20/03/2020
93 Mila 2 690 - O futuro (des)esperado das I.A.s 06/09/2019 698 - Filme bom, ciência ruim 01/11/2019
94 Pollar 2 71 - Transformers – Hora de morfar! 20/07/2007 95 - Japão – Quem tem Koku, tem Edo 11/01/2008
95 Sandro Magaldi 2 470 - Expresso Empreendedor 5 19/06/2015 604 - O Futuro da Educação 26/01/2018
96 Vinicius K-Max 2 346 - Hackers, Crackers e Dieckmans 18/01/2013 363 - The Deep, the bad and the dirty web 17/05/2013
97 Vinicius Schiavini 2 76a - Lost – Malditos Mind Games! 24/08/2007 111 - O Invencível Homem de Ferro… Velho 02/05/2008
98 Vivi 2 690 - O futuro (des)esperado das I.A.s 06/09/2019 698 - Filme bom, ciência ruim 01/11/2019
99 Yasodara Cordova 2 642 - Privacidade na Internet 19/10/2018 690 - O futuro (des)esperado das I.A.s 06/09/2019
Notas: só inclui o programa principal (e não NerdTech, empreendendor, etc) e apenas quem teve pelo menos duas participações. Feito com dados dos episódios 1 a 724. Pode conter pequenos erros.
De bônus, algumas curiosidades sobre participações que encontrei no processo:
Convidado que sumiu por mais tempo antes de voltar: Erick Carvalho, por quase 13 anos entre o 57 - THIS IS SPARTA!!! e o 704 - Traduzindo o Senhor dos Anéis . Os próximos da lista são Dubox (222 ao 652, 8 anos), Henrique Granado (220 ao 548, 6.5 anos), Cid (427 ao 714, 5.5 anos), Gabriel Dread (384 ao 661, 5.5 anos) e Irado (207 ao 480, 5.5 anos)
Nerdcast com mais participantes: 632 - O mundo depois de Thanos (10: Alottoni, Átila, Caio Gomes, Eduardo Spohr, Filipe Figueiredo, Marco Gomes, Pirula, Sr. K, Tucano e Azaghal). Como apontou u/NukeNipples, o 632 na verdade só tem 5 participantes. O nerdcast com mais participantes de verdade, então, provavelmente é o 219 - Lost: Desabafo!, com 9: Alottoni, Fábio Yabu, JP, Tucano, Maurício Saldanha, Nick Ellis, Android, Eduardo Spohr, e Azaghal.
Sugestões de outras estatíticas interessantes para calcular são bem vindas.
submitted by IBGE to jovemnerd [link] [comments]


2020.03.23 04:20 silveringking Aventura... (Uma avaliação auto-pessoal)

Existe um grupo latino nos Estados Unidos pouco conhecido aqui na Europa, mas com alguma influência do outro lado do Atlântico, o nome Aventura, os Aventura, bem, podem ser definidos como um "One Hit Wonder", mais ou menos, mas não me vou aprofundar, o nome da musica é Obsession, que conta a história de um rapaz que liga às 5 da manhã a uma rapariga com namorado lhe declamando o amor... Eu sempre achei esta musica bastante engraçada, nunca soube o que é amor. Não no sentido do desejo carnal, do desejo sexual, do amar alguém pelo seu corpo, pelo desejo de possuir uma pessoa. Não, eu não sou desses, eu jogo o meu jogo, que mais ninguém joga, ou melhor todos jogam, mas só eu sei as regras... É a minha aventura...
Vou aqui contar como tudo começou, para que possamos perceber esta história temos de recuar aos anos 90... Quando bullies não eram bullies, quando não havia Youtube, ou Facebook, e a posição de pais e professores era a de "Quem vai à guerra, dá e leva...". Tudo começou no primeiro dia de escola, era um dia de chuva, eu entrei na escola e a meio do caminho noto que o meu atacador está desapertado, pelo que tento atá-lo enquanto seguro um guarda-chuva, do nada dois miúdos mais velhos começam a rir-se de mim, era mau agoiro... Desde lá nunca mais tive paz...
Dizem que eu não sou uma pessoa de paz, enganam-se, eu sou uma pessoa de paz, sou também uma pessoa que não leva desaforo para casa. Eu não sei se tenho mel, mas toda a gente quer um bocado. É como o Boss Ac dizia "Ao contrário do que eles pensam / Low profile é o meu feitio / Tenho contas a pagar para não acabar ao frio", "Deixem o AC em paz / Eu quero paz e amor, son". Sinto falta do AC do "Baza, baza".... Mas voltando ao assunto, eu não má pessoa, gosto da minha paz, mas tive poucas oportunidades para a gozar, crescer no meio da guerra não é fácil, por isso que esta quarentena não seja nada de novo para mim, apenas o capítulo 11256 da novela mexicana que é a minha vida... O que me leva de novo aos Aventura, e à música "Obsession", os meus defeitos, são muitos, eu admito ser um pouco obsessivo, talvez um pouco de mais, também admito não saber tudo, se soubesse teria já ganho a lotaria, também tenho a língua bifurcada e gosto de responder à letra, se bem que tenho tentado moderar me nesse aspeto, detesto mentiras a um nível tão grande que me passo quando apanho uma, e por vezes sou histérico, certamente haverão outros defeitos de que não me lembrarei agora. Mas enfim, no fundo eu sou um escritor, e quem conta um conto acrescenta um ponto... Eu gostaria que este fosse o primeiro post deste sub pelo simples facto. Gostaria de explicar que um bom escritor, e não me incluo neste grupo por isso não ponham palavras na minha boca, escreve sobre aquilo que sabe. O que eu sei, geralmente são um raio de 20 ruas, talvez 30 e é sobre isso que escrevo... Não me auto promovo... Quem quiser leitura de quarentena, que chegue a esta fogueira e leia uma história...
submitted by silveringking to leituradequarentena [link] [comments]


2019.06.23 23:56 d3rr1c53xpl0r3r Como tudo aconteceu (Na minha Cabeça)

Depois de ter ouvido todos os 24 episódios do Caso Evandro é impossível não formar uma narrativa própria na sua cabeça. Ao longo desses 24 episódios você transita entre a culpabilidade e inocência dos sete acusados. Impossível não, já que num caso tão conturbado quanto esse e com tantas variáveis fica difícil acreditar 100% em qualquer depoimento ou confissão. Pensei em esperar que todos os episódios saíssem antes de fazer esse post, mas aí lembrei que o Ivan mencionou que dará o seu parecer pessoal de como acha que as coisas aconteceram. Então para que não haja “Depois de ter ouvido fica fácil falar”, eu vou postar agora. Até para que eu não me influencie pela versão dele. Caso nos próximos episódios alguma coisa bombástica venha à tona e mude a minha opinião, eu irei colocar edits na minha postagem.
Só para que vocês entendam um pouco sobre mim venho de uma família umbandista e cresci entremeio sessões espiritas em casa, centros de umbanda e candomblé e “presenciei” sacrifícios de animais (Por ser pequeno na época, nunca me deixaram ver o ato, mas via o resultado nos dias seguintes. Como já ficou claro, as vísceras têm que ficar no alguidar por 3 dias antes de serem descartadas em água corrente, ou levadas a uma encruzilhada). Meu avô (Já falecido) era pai de santo e minha tia filha de santo e atendíamos apenas família e vizinhos próximos. Nunca tivemos um centro propriamente dito. E como isso já faz bastante tempo, obviamente algumas coisas me somem à memoria então fui pesquisar mais sobre o assunto.
Antes que eu comece, até para que vocês entendam um pouco melhor sobre as religiões Afro-Brasileiras, existem VÁRIAS vertentes. Sabe aquela coisa de brasileiro “gourmetizar” as coisas? (isso será importante na minha versão da história) Pois bem, com essas religiões não é diferente. Primariamente vieram da África com seus escravos TRÊS religiões, a Umbanda, a Quimbanda (ou Kimbanda) e o Candomblé. Sendo a umbanda e a quimbanda cultos semelhantes. Na “Umbanda Branca” temos o trivial de sessões espiritas, atendimento aos consulentes e o famoso passe (Algo apenas para dar uma paz de espirito a quem precisa, limpeza de aura e etc.) e oferendas à Yemanjá, Oxalá, Xangô, Ogum, Oxossi, Iori, Iorimá, que são as 7 linhas da umbanda. Na “Umbanda Negra” ou Quimbanda também há 7 linhas, todas chefiadas (encabeçadas) por diferentes Exus, que esses por sua vez em troca de sua sabedoria e conhecimento de outros Exus da gira (networking) pedem oferendas mais “caras”, oferendas de sacrifício de sangue. Dependendo do que lhes é pedido os tipos de oferenda variam desde uma simples galinha até humanos. Na África até hoje esses sacrifícios acontecem segundo o que pude encontrar (Não sei se é verdade). Eu poderia fazer um post apenas sobre isso, pois é uma assunto MUITO extenso e complexo. Pois bem, abaixo vocês podem conferir a minha versão do acontecido. Algumas coisas apenas os envolvidos sabem e ninguém NUNCA saberá a verdade.
Chega em Guaratuba no começo de Janeiro de 1992, o “Pai-de-Santo” e jogador de Búzios Osvaldo Marceneiro com sua então namorada Andrea Barros e os mesmos tentam estabelecer negócio na feira de artesanato no centro da cidade. Antes que os outros integrantes da feira se opusessem a permanecia de Osvaldo na feira, o mesmo conhece Beatriz Abagge que como declarou varias vezes gostava de misticismo e coisas do gênero. Após algumas leituras de Búzios os dois se tornaram próximos e assim começaram um relacionamento de amizade. Beatriz por sua vez leva seus pais a uma consulta em 29 de Janeiro de 1992.
Osvaldo por morar no imóvel de Carmelita Cristofolini, ficou sabendo do terreiro da Mae Hortência o qual Beatriz Abbage também frequentava. Carona vai e carona vem, já que Osvaldo não tinha carro (como declarou), os dois vão ficando cada vez mais próximos. Beatriz Abagge recém separada de seu noivo, estava obviamente em busca de respostas e um direcionamento em sua vida e recorreu a ajuda de Osvaldo nos búzios (Aquela coisa de mulher, “será que ele vai voltar”, “será que ele ainda gosta de mim” e etc.). Contundo Osvaldo oferece não apenas o consolo espiritual, mas também um consolo emocional e o que era amizade acaba se tornando um affair. Aí pronto, isso é o suficiente para que Beatriz comece mover montanhas por Osvaldo. Logo após isso os outros integrantes da feira de artesanato começam uma movimentação para que Osvaldo e Andrea sejam removidos da feira e com o apoio de Beatriz, Osvaldo vai à prefeitura de Guaratuba para pedir ao Prefeito Aldo Abagge que o conceda um alvará de funcionamento na Feira. Com isso Osvaldo conhece Davi Dos Santos Soares que era o Vice-Presidente do conselho dos artesãos e esses se tornam amigos. (Não sei ao certo, ou não me lembro de onde Vicente de Paula e Osvaldo se conhecem ou quando se conhecem). Pois bem, Osvaldo consegue a permissão para permanecer na feira lendo os seus Búzios.
Osvaldo, um jovem que na verdade era FILHO-de-Santo precisa se “firmar” para conseguir se tornar um Pai-de-santo propriamente dito e abrir o próprio Terreiro em Guaratuba com a ajuda de Beatriz Abagge. Osvaldo foi vulgarmente chamado de “pai-de-santo” por todos por ignorância dos que não conhecem como a religião de fato funciona. Só é considerado “Pai-de-Santo” quem tem um terreiro e passa por uma iniciação feita por um outro Pai-de-Santo que tem um terreiro em funcionamento. No caso da região de Guaratuba já existia um terreiro, o da Mãe Hortência, e por motivos não sabidos talvez a Mae Hortência não quis iniciar Osvaldo (O que já é um red flag). Pois bem, Osvaldo ambicioso e com sede de se estabelecer de vez em Guaratuba pois agora estava apaixonado por Beatriz vai atrás de informações para fazer a sua própria iniciação como Pai-de-Santo na umbanda. Entendam, para que alguém se torne Pai-de-Santo, o mesmo deve possuir amplo conhecimento sobre a religião, linhas de trabalhos, tipos de espirito, como proceder no caso de algo dar errado numa sessão, e principalmente, o quão forte o “cavalo” é, se aguenta a pressão imposta pelos espíritos. (Algo que não mencionei no texto acima sobre as religiões, é que Umbanda e Quimbanda se entrelaçam de uma maneira homogenia. Quem segue uma acaba seguindo a outra indiretamente, já que as duas juntas são o ponto de equilíbrio. Sendo uma sempre contraria à outra.).
Já envolvido com Vicente de Paula e Davi dos Santos Soares, Osvaldo começa a busca de sua primeira oferenda. Oferenda essa para se auto iniciar como Pai-de-Santo. Com isto, o menino Leandro Bossi desaparece em 15 de Fevereiro de 1992. Não temos detalhes sobre esse acontecido pois como tudo consta o menino Leandro continua “desaparecido”. Há “informações” de que o corpo havia sido descartado no mesmo rio onde o saco com partes de Evandro seriam encontrados mais adiante, porem nada de concreto foi constatado. Vale ressaltar que não acredito que Beatriz e Celina estejam envolvidas nesse desaparecimento, inclusive acho que Beatriz na época do ocorrido em Fevereiro não ficou sabendo que havia sido Osvaldo o responsável por isso, pois ate então os dois não eram tão próximos assim e obviamente Osvaldo não queria assustá-la. Pois entendam, somente quem segue a religião e a estuda, entende a razão do sacrifício e não encara isso como um crime, pois o está fazendo por suas crenças e o vê como necessário para obter o que almeja. (Não estou de maneira nenhuma defendendo a prática, e de fato apesar da religião requerer tais sacrifícios os mesmos não deverão ser praticados pois envolve o assassinato cruel de um semelhante. Aqui sem dúvida entra a linha tênue entre a crença e a moral do ser humano)
O menino Leandro continua desaparecido e ninguém tem pistas, apenas o relato de Diógenes de ter visto Leandro na garupa da moto com Osvaldo (?). Portanto esse acontecido segue em paralelo enquanto as vidas dos 7 acusados continuam e tudo está maravilhoso. Osvaldo, De Paula e Davi estava certos que nunca ninguém descobriria o que aconteceu, como de fato não descobriram, pois, o retrato do Menino Leandro Bossi continua na pagina do SECRIDE na seção de crianças desaparecidas, ou seja, não falecidas. Portanto não há materialidade para se constatar que um homicídio ocorreu.
Passam-se então quase dois meses até que cheguemos ao desaparecimento do menino Evandro Ramos Caetano. Nesses dois meses, na minha cabeça entendo que muitas coisas aconteceram, principalmente entre Beatriz Abagge e Osvaldo Marceneiro. Os dois com certeza se tornaram ainda mais próximos, porem Osvaldo tinha Andrea, a qual já suspeitava do affair entre os dois. Daí vem os relatos de ciúmes excessivo de Osvaldo e de possíveis agressões. Só quem trairia (ou trai), acha que está sendo traído. Pensem, o affair de Osvaldo e Beatriz jamais poderia vir à tona, por várias razões. Primeiro, Osvaldo era juntado com Andrea que veio com ele pra Guaratuba, ela talvez não tivesse pra onde ir caso os dois se separassem e por esse motivo Osvaldo talvez se sentisse responsável por ela, já que a mesma o acompanhou ate Guaratuba. Segundo, Beatriz era filha do prefeito e da poderosa Família Abagge, e não poderia ser vista com tendo um caso com um “Pai-de-Santo”. Isso iria colocar em xeque a credibilidade da família perante a política local e até mesmo estadual. Sem mencionar que na cidade o mesmo já era visto com maus olhos pelos artesãos e obviamente pelo eleitorado católico, predominante em cidades do interior brasileiro, incluindo Celina Abbage.
Porém, sabem como é não é verdade? Basta apenas que uma dádiva seja concedida para que o descrente se torne crente. Nesses dois meses Osvaldo dever ter feito alguma previsão que se tornou realidade, ou fez algum trabalho (Oferenda) para Beatriz que se provou frutífero e a mesma juntada de seus sentimentos por Osvaldo mergulhou de cabeça na idéia. Nesse interim Beatriz começou um trabalho de convencimento com seus pais com prováveis “Tá vendo, não disse que ele é serio” ou “Desde que o Osvaldo começou a fazer trabalhos nossa vida tem melhorado, estamos abrindo o Centro pra cuidar das crianças, você esta trazendo o partido pra cidade, vai Lançar a Denise como candidata e etc.” ou coisas do tipo. O que não sabíamos no começo do podcast mas ficou claro nos últimos episódios é que Celina era extremamente arrogante, ambiciosa e sedenta por poder. Logo, ao ver que as coisas estavam andando na vida da família atribuiu tudo (por influencia de Beatriz) à Osvaldo, esquecendo assim o seu catolicismo e se convertendo ao “Osvaldicismo”.
Osvaldo, sabendo que sua influência na família Abagge havia aumentado consideravelmente em poucos meses propõe à beatriz que abrissem um centro de Umbanda junto com De Paula e Davi que já estavam próximos ao “casal” nesta época. O único problema é em que cidades pequenas, notícias envolvendo a família do prefeito correm rápido. Logo ficou sabido que Beatriz estava envolvida na abertura de um centro de umbanda com Osvaldo. O que fez com que a mesma, até por pedido de seu próprio pai deixasse a idéia de lado pois não seria bom por motivos políticos. Enfim, com algumas coisas indo bem pra família Abagge atribuídas à Osvaldo faltavam as coisas principais serem “consertadas”. A serraria que não andava muito bem das pernas (e da onde provavelmente vinha o sustento de toda a família, já que pelo que dá a entender Beatriz, suas irmãs e sua mãe não tinham renda alguma ainda que estavam envolvidas em projetos aqui e acolá) e a força política que Aldo e Celina tanto queriam e que estava sendo ameaçada por Diógenes (com seus panfletos) e pelo outro candidato da oposição (o qual não me recordo o nome).
A família Abagge convencida de que Osvaldo tinha o poder de interceder por eles e ajudar a família a sair dos problemas políticos e financeiros que os afligiam pedem ajuda à Osvaldo. Agora lembrem-se de que Osvaldo não tinha nenhuma outra ocupação a não ser jogar búzios e ser “Pai-de-Santo”. Depois de meses de consultas com a população de Guaratuba e seu envolvimento com Beatriz, Osvaldo vê neste apelo a chance de fazer um pé de meia. Neste momento Osvaldo descreve à Beatriz o que deveria ser feito, quanto custaria e quem participaria. Acredito que Beatriz ao ouvir o que deveria ser feito deve ter se assustado e não deve ter concordado de primeira, porem Osvaldo lhe diz que é a única maneira de conseguir tais benefícios. Depois de conversa com sua família Beatriz e Celina decidem proceder com as orientações de Osvaldo. Começa então a segunda caçada ao próximo menino que teria de ser sacrificado. Entra aqui agora a parte da “Gourmetização” da religião. Osvaldo por conveniência ou não, não posso afirmar, envolveu o número 7 neste trabalho. Pois lembrem-se, há de fato 7 linhas de trabalho nas religiões afro-brasileiras. Coincidência ou não, neste caso acredito que não. Osvaldo, além de ter 7 letras, é um nome o qual a soma de suas letras pela numerologia também é 7. Evandro, além de ter 7 letras, também soma o número 7 quando usamos a numerologia. E o suposto ritual acontece no dia 7 de Abril 1992. Neste caso, não acredito que sejam apenas coincidências, pois são muitas. É aquele velho ditado, onde há fumaça há fogo. São muitas coincidências juntas, porém vamos chegar nessa parte quando falarmos sobre as torturas.
Após a aceitação da proposta de Osvaldo, a família Abagge, começa a premeditação do ritual. Se o que falei sobre o número 7 no parágrafo acima confere, então Evandro se torna um alvo. Pois lembrem-se, para que o menino escolhido se encaixasse nos parâmetros, eles deveriam saber o nome do garoto, não poderia ser qualquer garoto. Então assim, as Abagge começam a pensar nos meninos os quais elas sabiam o nome e que poderiam se encaixar no pedido de Osvaldo. Os pais de Evandro estavam diretamente ligados à prefeitura, sendo sua mãe Maria trabalhando na Escola onde Evandro frequentava e o seu Pai Ademir na prefeitura. Logo, a família Abagge conhecia a família Ramos Caetano muito bem, e sabia o nome de seus filhos. Por um infortúnio Evandro se encaixava perfeitamente. Agora, colocando de lado o simbolismo do número 7, Evandro só estava na hora errada no lugar errado e fui abduzido pois era um menino. Pensem, proveniente de uma família humilde, os Ramos Caetano jamais pensariam que a família Abagge, a mais poderosa de Guaratuba faria uma coisa dessas. Mas sabe aquele negócio de é tão óbvio que ninguém nunca suspeitará? Pois então, mas o que eles não esperavam é que Diógenes estaria à espreita aguardando um passo em falso para que ele atacasse.
Eis que no dia 6 de Abril de 1992 por volta de 9:30 da manhã por um acaso (ou não, pois acredito que o menino Evandro não fazia aquele trajeto todos os dias naquele mesmo horário. Naquele dia ele não havia tomado café (ou esquecido o mini-game) e foi até em casa buscar na hora do recreio) enquanto passando pelas redondezas da casa dos Ramos Caetano, as Abagge avistam o menino Evandro indo pra casa e o seduzem com balas para dentro do carro. Voltando à simbologia do numero 7, lembrem-se de que o ritual seria feito no dia 7, logo elas deveriam ter o menino um ou dois dias antes apenas, pois o mesmo deveria estar vivo no momento do sacrifício e não teriam onde deixar o menino por um longo período de tempo caso o tivessem raptado por muito tempo antes de poder fazer o ritual.
Vale voltar um pouco no tempo para mencionar o relato de Diógenes dizendo que Osvaldo havia espalhado pela cidade que uma grande tragédia iria acontecer e iria virar a cidade de pernas pro ar. Aqui é a parte onde ele mesmo começa a entregar a corda pra que fosse enforcado mais adiante. Sabendo do ritual que aconteceria, já que as Abagge haviam concordado, Osvaldo viu aí a oportunidade de se tornar “famoso” pois ele haveria previsto um acontecimento antes que o mesmo houvesse ocorrido, OU, o mesmo de fato viu nos búzios que algo viraria a cidade de pernas pro ar, mas não sabia que ele estaria envolvido. Afinal, ninguém comete um crime esperando ser pego, certo?
Depois do rapto do menino Evandro no dia 6 começam os preparativos para o ritual no dia seguinte, dia 7. Airton Bardelli, já envolvido com Osvaldo por intermédio de Beatriz recebe a ordem de que no dia seguinte todos da serraria deveriam ser dispensados mais cedo às 6 horas da tarde, para que o trabalho pudesse acontecer às 7 (?). Aqui fica a minha duvida, e eu não sei responder essa questão de como Bardelli e Cristofolini entram no ritual. Será que apenas para composição de quórum, já que Osvaldo disse que precisariam de 7 pessoas? Osvaldo pediu à Cristofollini, seu então vizinho para que apenas os ajudasse compondo o grupo, e a mesma coisa à Bardelli por parte de Beatriz já que Bardelli estaria na Serraria e seria responsável pelos funcionários não estarem lá? Isso é uma das coisas que jamais saberemos. Porém, não acredito na parte que a serraria ficou fechada uma semana para que eles pudessem limpar o local e etc., qualquer idiota colocaria um pedaço grande de lona ou plástico para forrar o chão e não ter que lavar ou limpar o sangue depois. Se eles não o fizeram assim, foram burros – fica a dica pra próxima rs.
O Ritual acontece de acordo como relatado, onde o menino Evandro é oferecido em forma de sacrifício para um Exu (Não para o Diabo, não para Satã, não para nada disso). Acreditem ou não, mas Exus em sua grande maioria não são espíritos maus, são apenas mensageiros entre o mundo dos vivos e dos mortos os quais cobram pelos seus serviços (em forma de oferendas). Contudo, há também Exus de má índole, que são espíritos não evoluídos e que agem pelo lado errado da gira. Qual o Exu ao qual o menino Evandro foi oferecido, nunca saberemos. Após o ritual ser terminado os 7 deixam a serraria e Beatriz e Celina voltam pra casa, e Celina vai à tal festa com Aldo. Osvaldo, De Paula, Davi, Bardelli e Cristofolini se dirigem às suas casas. Aqui fica aquela confusão sobre o dia 6 ou dia 7, bar da dobradinha, jantar na casa de Antonio Costa. E também onde Andrea desmente o álibi de todos, pois diz ter visto Osvaldo e De Paula saindo com roupa de trabalho e sendo buscado por Beatriz. Mais um indício de que Osvaldo e Beatriz estavam tendo um affair o qual Andrea já sabia e por vingança não encobriu o seu namorado.
Voltando ao dia 6, após o desaparecimento de Evandro, sua família obviamente estava recorrendo a qualquer tipo de ajuda. Nisso chega a notícia no terreiro da mãe Hortência por meio de Davina de que o menino havia sumido e a família estava pedindo que pessoas se dirigissem à casa da família para orações. Não obstante, Vicente de Paula vai à casa dos Ramos Caetano e recebe a entidade que se propõe a ajudar porem não quer fazer naquele momento pois o “cavalo” não está com a roupa adequada. A entidade pede que o mesmo coloque sua roupa enquanto vai na “gira” ver se consegue achar o menino e que depois voltaria. Acho que é aqui que o resto está na casa de Antonio costa jantando após a sessão no terreiro. Depois do jantar quem vai ajudar na busca é Osvaldo com Davi dos Santos (que não é o “Cheiro” rs) junto com Davina e seu marido Mario. Quando a entidade pede que seja levada a uma rua que tenha palmeiras Osvaldo sinaliza que sentiu uma presença forte no final da rua perto do mato. Aqui na minha opinião, Osvaldo entrega mais um pouquinho de corda para ser enforcado na tentativa de fazer o seu nome como Pai-de-Santo. Depois da profecia de que haveria uma tragédia na cidade ele deve ter achado por bem profetizar a presença do menino naquela região pois já havia planos de desová-lo lá após o ritual. Porém isso foi mais uma bala na arma de Diógenes.
Cinco dias depois quando o corpo é encontrado no Sábado dia 11 de Abril a 30 metros do local onde Osvaldo havia sentido uma “presença forte”, as coisas começam a ficar suspeitas. Infelizmente o corpo encontrado está além do reconhecimento e fica difícil a confirmação porem como já sabemos o corpo encontrado está sem as mãos, sem alguns dedos dos pés, sem orelhas e olhos e sem órgãos internos incluído coração. E tudo isso é explicado nas doutrinas, a falta das mãos é para fortuna, do pênis para impotência, e assim vai. Não me recordo de todos. E é aqui que as coisas começam a ficar esquisitas e se esclarecer ao mesmo tempo. Mesmo que o corpo encontrado não seja de Evandro, seja de Leandro Bossi por exemplo. Os cortes citados, as partes faltantes do corpo são por coincidência de acordo com a doutrina de sacrifícios?! Não acredito, e tem mais, aqui cai por terra também a teoria de que Diógenes teria conspirado contra as Abagge. Pelos depoimentos de Diógenes ele se mostrou TOTALMENTE ignorante às religiões aqui envolvidas. Portanto, ele não saberia o que fazer com o corpo para que parecesse que um ritual de sacrifício tivesse sido realizado no corpo em questão. E mais, se hoje nem na internet se encontra tais instruções podemos imaginar em 1992. Só quem de fato é praticante há MUITOS anos tem acesso a como praticar tais rituais. Pois não é apenas pegar um corpo X cortar e tchau, como o nome diz é um ritual, portanto existem musicas, palavras a serem faladas dentre outras coisas e só quem estuda há um bom tempo sabe o que fazer.
Portanto quando Diógenes faz a sua denuncia no dia 29 de Maio de 1992 quase DOIS meses depois do ocorrido, ele se baseia em “fofocas” porém também em outros fatos, como sobre a do “Grupo Tigre” estar próximo à família Abagge durante as investigações. Se depois de dois meses ninguém sabe absolutamente nada, é porque alguma coisa tem, concordam? Depois da sua denuncia ao ministério público, o mesmo acha por bem colocar o “Grupo Águia” da PM em uma investigação paralela à da Polícia Civil que nada fez por dois meses. Aqui na minha opinião entra a parte onde Diógenes tinha sim uma agenda contra a Família Abagge. Por N motivos ele não gostava deles em especial à Celina que causou o divórcio de seus pais. Após ficar sabendo de tudo que ficou por intermédio de conhecidos, Davina, Edézio, Jorge Banana e cia, ele foi mais do que correndo colocar a sua denuncia pois então ainda que não tivesse provas concretas pra ele tudo aquilo fez sentido e ele tinha nas mãos o que sempre quis.
Não acredito que as testemunhas tenham mentido a pedido de Diógenes. E entendo o fato delas não terem se pronunciado no dia, ou dias depois. Morando numa cidade pequena onde todos se conhecem, a família mais poderosa e talvez mais rica da cidade se envolve num crime hediondo desses, você se pronunciaria? Eu não me pronunciaria, e é a verdade. No caso de Edézio, ele ficou sem saída porque seu amigo Hamilton ao qual ele havia confidenciado ter visto as Abagge raptando o menino Evandro contou ao Diógenes que por sua vez deve ter obrigado ele a prestar depoimento do que havia visto. Não há nada de estranho nisso. A mesma coisa com o Jorge Banana, se eu estou pescando e vejo um saco cheio de restos mortais do que poderia ser um feto, meu barco viraria uma lancha de tão rápido que eu sairia de lá. E com peixe ou sem peixe no meu barco eu JAMAIS puxaria o saco pra dentro do barco. E é isso que talvez destrua a credibilidade das testemunhas, o MEDO. Ninguém quer admitir que tem medo, mas a grande maioria das pessoas tem, e por não querer admitir isso em juízo ou em depoimento acaba passando por mentiroso. Pois é muito fácil falar, “Ah, mas você viu que tinha mãos dentro do saco, cabelo e não pegou o saco?!”. Não, eu também não pegaria. Agora, se eu soubesse do que tinha acontecido (Coisa que Jorge Banana não sabia à época do ocorrido), e visto um saco com as coisas eu chamaria a policia sem dúvida alguma, porém se não soubesse, aquele saco de cal iria ficar lá pra sempre.
Finalmente chegamos às prisões dos dias 1,2 e 3 de Julho de 1992, onde os 7 acusados são presos. Aqui eu vou ser bem sucinto e explicito nas minhas opiniões. Eu acredito que todos tenham sofrido tortura sim, sem sombra de dúvidas. Porém pra confessar aquilo que de fato haviam cometido porque jamais confessariam de uma outra forma. Não defendo tortura e não acho que esse deveria ter sido o caminho a ser seguido. E acho que a maneira com a qual a PM conduziu as prisões e os interrogatórios foi o que estragou o caso. Se eles não tivessem torturado os réus a argumentação da promotoria teria sido muito mais forte e o único argumento da defesa seria o de que o corpo encontrado não era o de Evandro.
Agora as perguntas que ficam e talvez a chave de todo esse mistério é, se o corpo encontrado não é o de Evandro como afirma piamente até hoje o Delegado Luis Carlos de Oliveira, porque os acusados colocaram as roupas de Evandro no cadáver? O que eles tentaram fazer aqui? Encobrir uma morte com outra? Desovar o cadáver de Leandro Bossi que estava na geladeira que a Celina tirou da serraria como relatou Teresinha e por isso tinha marcas roxas e já estava em estado de putrefação como se fosse Evandro? O que vocês acham? Isso vai ficar no imaginário de cada um, pois nunca saberemos.
submitted by d3rr1c53xpl0r3r to ProjetoHumanos [link] [comments]


2017.11.11 07:06 tombombadil_uk Today I fucked up: a estranha sensação de reencontrar um amor do passado 12 anos depois

A quem possa interessar, agora tem uma parte 2: https://www.reddit.com/brasil/comments/7cq1rk/today_i_fucked_up_a_estranha_sensa%C3%A7%C3%A3o_de/
Reencontrei uma pessoa muito querida para mim ontem de maneira completamente randômica. É um caso tão bizarro que não sei para quem desabafar, já que esse "relacionamento" que eu mantive há 12 anos não chegou a ser sequer um relacionamento e nunca contei dele para ninguém. Esperei a esposa dormir, sentei e escrevi um conto. Fiz uma trash account para jogar isso aqui.
Desculpem o desabafo longo, mas foi o lugar que encontrei para soltar isso.
xxxx
Aconteceu no fim de tarde de uma sexta-feira quente. A cidade impaciente se esvaía para casa nos ônibus e metrôs lotados, a onda de calor de novembro apertando o passo de quem só queria o refúgio caseiro. Saí do metrô da esperando encontrar uma noite fresca, mas fui pego no pôr-do-sol atrasado do horário de verão. Passara o dia fora do escritório em um evento extremamente técnico e só queria desligar a cabeça. Estava bem vestido, mais do que o de costume. As calças jeans escuras relativamente novas, a blusa social quadriculada que usava quando queria se arrumar – mas nem tanto – e a bolsa de couro recém-comprada para ter um ar mais profissional nesses eventos externos.
Me sentia bonito, sentia até que minha barba reluzia ao pôr-do-sol. Ridículo, né? Um pouco de contexto: sempre fui uma pessoa acima do peso e havia acabado de registrar a perda de 32 quilos e indo à academia diariamente. Como qualquer um que foi gordinha a maior parte da vida, eu estava me sentindo muito bem. Por isso, peço que sejam indulgentes comigo. Até porque esse fato é relevante para a história.
Caminhando pela praça em direção ao ponto do ônibus que me levaria para casa, me desvencilhava dos ambulantes peruanos e suas bolsas falsificadas, dos entregadores de folhetos do sex shop de uma galeria ali perto – frequentadores fiéis da praça desde que eu me entendo por gente e provavelmente responsáveis por um número considerável de árvores derrubadas para fazer seus folhetos nessas décadas – e dos estudantes, que tanto pareciam carecer de pressa. Naquela multidão de gente, me surpreendi por notar alguém que me mirava de cima a baixo logo à minha esquerda.
No começo, não me virei. Julguei ser uma daquelas ilusões que a gente tem no canto do olhar. Três, quatro, dez passos. A pessoa continuava ao meu lado e me olhando atentamente, não sobravam dúvidas. Virei o rosto e dei de cara com ela.
Eu gosto muito de ler, mas não sei se já achei na literatura algum trecho que mostre o quão chocante é reencontrar um amor perdido depois de tantos anos. Ela entrou pelos meus olhos e me atravessou por inteiro, trouxe de volta as memórias que já julgava mortas e enterradas havia muitos anos. Por dentro, eu me senti despedaçado, como se tivesse estourado um balão há muito tempo comprimido no canto do subconsciente. Eu lembrei das manhãs que passava com ela, do dia em que ela me deu um CD do Linkin Park, de quando fui embora sem me despedir e não cortei o relacionamento – tosco, incompleto e desajeitado – que nós mantínhamos.
O choque seria menor, certamente, se não houvesse uma tristeza tão cristalina em seus olhos. Ela rapidamente virou o rosto e apertou o passo, mas eu fiquei ali atrás com aquela imagem fixa na memória. Me permiti olhá-la por inteiro enquanto avançava à minha frente. Não por desejo, mas por saudade. Saudade da pele morena, do cabelo ondulado que lhe descia pelas costas da mesma forma que fazia há mais de uma década. E saudade dos olhos de arteira que ela tinha, dos quais eu só lembrei depois de vê-los tão melancólicos. Nos conhecemos no fim do segundo grau e começo da faculdade, não éramos mais crianças. Mas os olhos dela sempre me encantavam: pareciam os olhos de alguém que está ansioso e animado ao mesmo tempo, o olhar de criança que está prestes a fazer merda e sabe disso.
Por sorte, ela seguia na mesma direção do ponto de ônibus e eu a seguia com meus olhos. Não tive forças para cumprimentá-la, a vergonha falou mais alto. Ela também não quis fazê-lo e foi fácil entender porque. Ela envelhecera bem mais do que eu esperava. Tínhamos a mesma idade, eu e ela, mas lhe daria uns dez anos a mais do que eu sem pensar duas vezes. Ganhara peso, o rosto e o cabelo pareciam maltratados, a roupa era desleixada. Nenhum julgamento aqui, quem não teve seu dia de ‘foda-se o mundo’ que atire a primeira pedra. E mesmo assim fez o meu coração parar. E mesmo assim eu só queria correr para perto dela e dizer oi.
Eu e ela éramos criaturas estranhas. Nós dois vínhamos de famílias de classe baixa, nós dois estávamos em um curso de inglês pago por algum parente mais rico, nós dois começamos a trabalhar cedo, nós dois éramos excelentes alunos, nós dois fazíamos parte daquela onda de rock do começo dos anos 2000 que incluía Linkin Park, Evanescence, System of a Down e algumas outras bandas que estavam na moda na época.
Começamos a nos aproximar quando contei para ela que queria fazer XXXXX (carreira omitida). Ela também queria, por isso passamos o ano anterior ao vestibular trocando dicas, comentando provas e trocando confidências no fim da aula de inglês. Eu fazia questão de levá-la para casa todos os dias após o fim da aula de inglês e nós acabamos ficando muito próximos. Só tinha um detalhe: eu e ela éramos comprometidos. Eu namorava uma colega de escola há pouco menos de um ano e era perdidamente apaixonado por ela, apesar dela ter se tornado uma companheira extremamente abusiva ao longo do relacionamento e termos nos separado. Ela namorava um amigo de infância, tinha tudo para crer que ela também era apaixonada por ele e estava prestes a se casar dali a um ano e meio. Sim, ela casou-se ridiculamente cedo, com apenas 20 anos e teve dois filhos logo depois, pelo que eu ficaria sabendo mais tarde por acidente. Nesse período de cerca de dois anos, mantivemos esse relacionamento estranho que eu sequer sei como classificar. Recém-chegados no curso achavam que éramos namorados, apesar de nós nunca nos abraçarmos, andar de mãos dadas ou coisas do gênero. Os alunos que estudavam conosco há mais tempo e já tinham visto nossos verdadeiros namorados achavam apenas que colocávamos chifres neles. Nós nunca fizemos absolutamente nada. Não houve beijo, não houve cabeça no ombro, não houve mãos dadas. Fisicamente, nunca houve nada. Mas havia ali uma cumplicidade quase criminosa, olhares mais longos do que o necessário, um quase que jamais se tornava realidade. Talvez esse carinho fosse fruto de sermos tão parecidos e termos origens tão similares.
Mas tudo acabou sem aviso. Em um intervalo de meses, sofri um duplo revés. O parente que pagava o meu curso descobriu que estava com câncer e seus custos com saúde aumentaram drasticamente. Eu já estava trabalhando e podia pagar, mas perdi o emprego no mesmo semestre. Tudo aconteceu em um intervalo de um mês, em janeiro, e eu não pude voltar ao curso para o semestre seguinte. Era uma época diferente. As redes sociais não eram tão onipresentes (eu tinha meu bom e velho Orkut, ela achava rede social bobeira) e não havia Whatsapp. E algo em mim insistia em dizer que era errado ligar para ela, que era ir longe demais. Então eu sumi da vida dela sem aviso, sem dar satisfação. Simplesmente não me matriculei no curso e jamais toquei no assunto com ninguém, nem com meus amigos mais próximos. Doeu – e doeu muito – mas eu deixei a vida sedimentar tudo aquilo. Eu ganhei peso, meu relacionamento com aquela namorada não andava bem. Naquele momento, eu só queria sumir e não ver mais ninguém. E aquela saída brusca acabou me ajudando nesse sentido. Some aí a baixa auto-estima. Eu nunca achava que uma mulher estava dando bola para mim até elas praticamente se jogarem no meu colo. Quase todas as mulheres com quem saí tiveram a iniciativa ou deixaram bem claro que queriam alguma coisa, sempre fui lerdo ao extremo para flerte. E perdi grandes oportunidades por conta disso, mas isso é passado e não me causa dor, só uma risadas. Exceto nesse caso.
De lá para cá, soube pouco dela. Descobri por um grande acaso que ela teve dois filhos logo após o casamento (Orkut de amigo de um amigo de um amigo que estava no chá de bebê do segundo filho dela, rs). Também vi que ela não passou no vestibular para a carreira que escolhemos, senão seria mais fácil encontrá-la. O curso era bem concorrido e ela não passou duas vezes. Na terceira, já estava com filho e casada, então não avançou. Esbarrei com ela enquanto estava grávida do primeiro fazendo compras no mercado com o marido. Nesse dia, eu estava acompanhado de vários amigos, completamente bêbado e indo para uma festa na região boêmia da cidade. Trocamos um olhar meio constrangido nesse dia, nada mais. Tinha uma mágoa bem nítida nos olhos dela, mas eu ainda relutava em acreditar que eu significava muita coisa para aquela menina. Eu só iria me tocar anos mais tarde que eu, apesar de estar fora dos padrões de beleza, recebia sim atenção do sexo oposto.
Agora avançamos 12 anos no futuro. Cá estou eu, perdido, olhando para uma mulher que teve um relacionamento tão tênue e tão profundo comigo ao mesmo tempo. Ela parou e entrou em uma loja de sapatos em frente ao ponto de ônibus para o qual eu estava indo e, mesmo pela vitrine, trocamos alguns olhares demorados. Eu queria chegar perto, eu queria dizer oi, eu queria chamá-la para jantar. Mas, no auge dos meus 30 e poucos anos, eu me senti um adolescente envergonhado de 17. E uma voz bem clara ecoava na minha cabeça: “você é casado, você tem um casamento muito feliz e você nunca traiu sua esposa e nenhuma das suas outras ex-namoradas. Você não vai começar a fazer merda agora”.
E se eu fosse dar um oi, serviria de quê? Requentaria um amor adolescente que provavelmente só faria mal a nós dois? Reviveria a mágoa daquele adeus decepado, sem dar a menor satisfação? Tudo isso só transformava minhas pernas em âncoras que meus olhos teimavam em ignorar. Ela saiu da loja e, pela primeira vez naquele fim de tarde, me olhou de forma direta. Sem aquela desviada de olhar que vem um par de segundos depois, sem aquela sensação de acidente ou constrangimento. Nos encaramos por um período que, me perdoem o clichê, parecia uma eternidade. Eu sabia que aquela era a minha deixa para chegar mais perto, mas eu não fui. Ela me deu as costas e sumiu na multidão, provavelmente para sempre. Meu coração ficou ali perdido, sem saber como era possível lembrar-se de tanta coisa em tão pouco tempo.
Sentado no ônibus de volta para a casa, as memórias vinham em atacado. O dia em que ela fez uma cópia do Hybrid Theory e me deu de presente de aniversário. A vez em que eu ganhei de um amigo meu um chaveiro do Nirvana e, quando ela foi pegar para ver, sem querer seguramos as mãos por uns segundos que pareciam compreender toda a história da humanidade. Quando levei meu discman para o curso e a gente escutou junto um álbum do System of a Down no ano em que lançaram Hypnotize e Mezmerize.
É triste a vida ser tão curta, eu concluí. Tem tanto amor para se viver, tanta história que poderia se escrita a dois que nós nunca vamos conhecer. Tanta coisa inesperada que acontece num fim de tarde sem propósito, tanta coisa que a gente deixa de perceber e que acontece porque você notou alguém no canto do seu olho. E eu, muito provavelmente, nunca mais vou vê-la. Se eu tivesse a oportunidade de reviver esse momento, eu não sei o que eu faria. Chamava para tomar um café e pedia desculpa por nunca ter falado que eu era perdidamente apaixonado por ela e que vivia um relacionamento conturbado com uma companheira abusiva, mas que a baixa auto-estima me impedia de agir? Diria que havia praticamente esquecido que ela existia nos últimos 10 anos, mas que bateu um misto de culpa e carinho enormes tanto tempo depois? Não acho que nada disso valeria a pena.
submitted by tombombadil_uk to brasil [link] [comments]


2017.11.10 21:16 aureliano_babilonia_ Crônica de um suicídio - reportagem da Veja relata espetacularização em operação da PF na UFSC

Link para a matéria original (restrita para assinantes).
Paywall de cu é rola: Crônica de um suicídio
Na noite do domingo 1º de outubro, um antigo cliente do Macarronada Italiana, de onde se avista a deslumbrante Baía Norte de Florianópolis, entrou no restaurante à procura de Zé. O garçom José de Andrade, de 63 anos, irrompeu no salão e aproximou-se para registrar em seu bloquinho o pedido de sempre do freguês de quase quatro décadas: talharim à bolonhesa.
— Não, Zé, hoje só vim te ver e tomar um café contigo. O garçom percebeu um timbre diferente e retrucou:
— Te conheço, Cau. Você está bem?
Cau não estava bem, mas desconversou. Reclinou sua vasta figura de 1,90 metro e 85 quilos sobre o balcão e tomou um expresso em companhia de Zé, que percebeu outra estranheza: o silêncio incomum e prolongado do interlocutor. Dez minutos depois, Cau deu-lhe um abraço apertado, um beijo na bochecha esquerda e disse “adeus”.
Dali, Cau foi ao Shopping Beiramar, uma caixa de concreto de sete andares, subiu até o último piso e andou em torno das escadas rolantes mirando lá embaixo, como quem calcula o território. Caminhou duas, três, cinco vezes ao todo. E decidiu ir ao cinema. Assistiu a Feito na América, o mais recente filme de Tom Cruise, e voltou para casa. No dia seguinte, na última manhã de sua vida, Cau deixou seu apartamento, no bairro de Trindade, e pegou um táxi. No meio do caminho, talvez à espera de que o shopping abrisse as portas, às 10 horas, encerrou a corrida na Praça dos Namorados, onde costumava levar o filho quando pequeno. Sentou-se num banco. Uma conhecida o cumprimentou, ele perguntou as horas. Eram 9h20. Quando o shopping abriu, Cau não demorou a chegar. Cruzou com um estudante universitário, a quem saudou protocolarmente, e tomou o elevador até o 7º andar. As câmeras de segurança do shopping captaram o momento em que Cau, sem nenhuma hesitação, se postou na escada rolante, colocou as mãos no corrimão de borracha, em seguida subiu ali com os dois pés — e jogou-se no vão da escada, projetando-se no precipício. Despencou de uma altura de 37 metros, a uma velocidade de 97 quilômetros por hora. Seu corpo bateu no chão como se tivesse 458 quilos. Ele morreu na hora, às 10h38 de 2 de outubro de 2017.
O suicídio de Luiz Carlos Cancellier de Olivo, aos 59 anos, o Cau, reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi o desfecho trágico de dezoito dias dramáticos. Sua vida começou a desabar na manhã de 14 de setembro, quando agentes da Polícia Federal deflagraram a Operação Ouvidos Moucos, com o objetivo de apurar desvios de verbas para cursos de ensino a distância na UFSC. Às 6h30 daquela quinta-feira, o reitor ouviu tocar a campainha de seu apartamento e, enrolado em uma toalha de banho, abriu a porta para três agentes da PF, que subiram sem se fazer anunciar pelo porteiro do edifício. Os agentes traziam dois mandados — um de prisão temporária e o outro de busca e apreensão. Recolheram o tablet e o celular do reitor e conduziram-no à sede da Polícia Federal em Florianópolis, dentro de uma viatura.
Atônito, sem entender o que estava acontecendo, o reitor só se lembrou de chamar um advogado quando estava prestes a começar seu depoimento, às 8h30. Durante as cinco horas em que foi arguido, passou duas sem saber por que estava à beira da prisão. Ainda respondia a perguntas sobre os meandros operacionais do ensino a distância, com o estômago embrulhado pelo jejum matinal e pelo tormento das circunstâncias, quando a delegada Érika Mialik Marena, ex-coordenadora da força-tarefa da Lava-Jato, à frente agora da Ouvidos Moucos, adentrou o local. Apressada para iniciar a coletiva de imprensa que começaria logo mais, Érika finalmente esclareceu ao interrogado o motivo de tudo aquilo: “O senhor não está sendo investigado pelos desvios, mas por obstrução das apurações”. E correu para comandar o microfone na sala ao lado.
Desde cedo, já voava nas redes sociais a notícia de que a Polícia Federal deflagrara uma operação de combate a uma roubalheira milionária na UFSC. A página oficial da PF no Facebook, seguida por 2,6 milhões de pessoas, destacava a Ouvidos Moucos: “Combate de desvio de mais de 80 milhões de reais de recursos para a educação a distância”. Ainda acrescentava duas hashtags para celebrar a ação: “#euconfionapf” e “#issoaquiépf”. A euforia não encontrava eco nos fatos. Na coletiva, a delegada Érika explicou que, na realidade, não havia desvio de 80 milhões de reais. O valor referia-se ao total dos repasses do governo federal ao programa de ensino a distância da UFSC ao longo de uma década, de 2005 e 2015, mas não soube dizer de quanto era, afinal, o montante do desvio. Como a PF não se deu ao trabalho — até hoje — de corrigir a cifra na sua página do Facebook, os 80 milhões colaram na biografia do reitor. Em seu velório, uma aluna socou o caixão e bradou: “Cadê os 80 milhões?”.
Encerrado seu depoimento, o reitor deveria ficar retido na sede da PF, mas, como a carceragem havia sido desativada, foi para a Penitenciária de Florianópolis, um complexo de quatro pavilhões construído em 1930. Acorrentaram seus pés, algemaram suas mãos e, posto nu, ele foi submetido a revista íntima. Um dos agentes ironizou: “Viu, gente, também prendemos professores!”. Cancellier vestiu o uniforme laranja, foi fichado e passou a noite em claro. Seus dois colegas de cela, presos na mesma operação, choravam copiosamente. Cancellier estava mudo, como que em transe, e cada vez mais sobressaltado com os rigores do cárcere.
Ficou trinta horas na cela na ala de segurança máxima. Teve sintomas de taquicardia: suava muito e a pressão disparou para 17 por 8. Seu cardiologista foi autorizado a examiná-lo, trazendo os remédios que ele havia deixado em casa (desde dezembro, quando implantou dois stents, Cau tomava oito medicamentos). Quando deixou a cela, Cancellier era um homem marcado a ferro pela humilhação da prisão. Sua família o recebeu em clima de festa e alívio. Os irmãos, Julio e Acioli, tinham comprado de tudo um pouco no Macarronada Italiana para um jantar regado a vinho branco Canciller, rótulo argentino escolhido pela similaridade com o nome de origem italiana da família. Também ali estava o filho do reitor, Mikhail, de 30 anos, doutor em direito como o pai, com quem ele mantinha um laço inquebrantável. Mas, entre piadas e risos, Cancellier exibia um semblante sem expressão. “Ele estava chocado. Revivia aquelas cenas o tempo todo”, lembra o irmão Julio, jornalista de 51 anos. Mais que tudo, o reitor estava sendo esmagado pelo peso da proibição de pisar na universidade até o final das investigações. A decisão fora tomada junto com o mandado de prisão e, para o reitor, soou como uma punição cruel.
Depois de ter visto seu nome nas manchetes do noticiário na internet e na TV, Cancellier deu boa-noite a todos e recolheu-se. Não era um homem aliviado pelo fim do martírio da prisão nem reconfortado pelo reencontro com a liberdade. Deixou o jantar como um derrotado. Um dos convivas, o desembargador Lédio Rosa de Andrade, de 58 anos, amigo da infância pobre passada em Tubarão, a 130 quilômetros de Florianópolis, percebeu o peso que o reitor carregava. “Ele entendeu que o episódio deixaria uma marca incontornável em sua biografia”, diz Andrade, colega de colégio de Cancellier.
A UFSC era uma extensão da casa do reitor. Seu apartamento, de três cômodos, onde viveu dezenove anos, dois deles casado e o restante na companhia do filho, fica a 230 passos do câmpus. Nos fins de semana, o reitor fazia uma ronda informal, bem à vontade em seu moletom. Na UFSC, ele teve, para os padrões acadêmicos, uma carreira meteórica. Em apenas dezoito anos, concluiu o curso de direito, fez mestrado, fez doutorado em direito administrativo, virou diretor do Centro de Ciências Jurídicas e, numa eleição acirrada, elegeu-se reitor — cargo que ocuparia por dezesseis meses. Na eleição, a paciência para tecer alianças foi arma decisiva em um jogo embaralhado. “Ele não era um orador brilhante, mas era um articulador que conseguia trazer para o mesmo lado gente de todos os espectros ideológicos”, define o amigo Nelson Wedekin, de 73 anos, ex-senador pelo PMDB local.
Desde a juventude, a rotina universitária era a bússola da vida de Cancellier. Em 1977, aos 19 anos, época em que fazia política estudantil com o cabelo desgrenhado e bolsa de couro a tiracolo, ele se encantou com a universidade. “Não quero nunca sair daqui”, confessou ao amigo Osvaldir Ramos, hoje presidente do Conselho Estadual de Educação em Santa Catarina. Acabou forçado a sair, no regime militar, em decorrência de sua militância no Partido Comunista Brasileiro, o antigo Partidão, e da chamada novembrada: em 30 de novembro de 1979, o presidente João Figueiredo, o último ditador do ciclo militar, baixou em Florianópolis, bateu boca com estudantes na rua e o episódio terminou em pancadaria e prisões. Cancellier teve de desaparecer da faculdade de direito. Ressurgiu cinco meses depois trabalhando em um jornal e acabou tornando-se assessor de políticos, inclusive de Wedekin, função que o levou a se mudar para Brasília. Só voltou à UFSC em 2000, aos 42 anos, para cumprir uma fulminante trajetória acadêmica — e ser de novo expelido da universidade, agora em plena democracia e na condição de reitor, num banimento que lhe pesou como uma suprema humilhação. No muro da universidade, um anônimo grafitou: “Fora Cancellier”.
“A humilhação é a bomba nuclear das emoções”, afirma a psicóloga alemã Evelin Lindner, uma autoridade mundial num ramo da psicologia que estuda o peso da vexação em sociedade e sua relação com atos de violência — como o terrorismo e o suicídio, que, não por acaso, andam juntos. Se a culpa é uma dor que vem de dentro, a humilhação é como uma dor que vem de fora, imposta pelo olhar alheio. É sentida como uma falência em público. Sai cortando fundo no orgulho, na honra, na dignidade, e tende a ficar marcada como uma cicatriz. Escreve o psiquiatra Neel Burton, professor em Oxford e autor do livro Heaven and Hell: The Psychology of the Emotions (Céu e Inferno: a Psicologia das Emoções): “As pessoas que foram humilhadas carregam a marca da humilhação, são lembradas pela humilhação. Em um sentido muito real, elas se tornam a própria humilhação que sofreram”.
Os estudos científicos sugerem que, quando estão em jogo elementos que constituem a razão de ser de uma pessoa, como princípios, posição ou status, o peso da vergonha pode até desfigurar a identidade pessoal e tornar-se insuportável. “Em alguns casos, ser submetido a uma situação vexaminosa gera condutas irracionais e pode desencadear uma resposta violenta, como o suicídio”, diz o professor Helio Deliberador, do departamento de psicologia social da PUC de São Paulo. O filho mais velho de Bernard Madoff, um dos nomes mais cintilantes de Wall Street, suicidou-se depois da descoberta de que seu pai era, na verdade, um farsante que aplicara golpes bilionários. Jacintha Saldanha, enfermeira em um hospital onde a duquesa Kate esteve internada em 2012, caiu no trote de radialistas australianos que se fizeram passar pela rainha da Inglaterra, facilitou o acesso a dados sobre o estado de saúde da duquesa e foi publicamente achincalhada. Matou-se aos 46 anos. Como escreveu Albert Camus em Mito de Sísifo: Ensaio sobre o Absurdo: “Matar-se, em certo sentido, é confessar que se é ultrapassado pela vida e que não a compreendemos”.
Nos dias que se seguiram à sua soltura, Cancellier começou a ser ultrapassado pela vida. “Passou a alternar momentos em que achava que ficaria tudo bem com outros em que mergulhava no desânimo”, diz o ex-senador Wedekin. Em 16 de setembro, dois dias depois da prisão, seu irmão Acioli levou-o para falar com advogados. Ao entrar e sair do táxi, Cancellier tremia, com medo de ser reconhecido na rua e hostilizado. Com o celular confiscado pela PF, quase não atendia o telefone fixo de casa. Não ligava a TV e, ao irmão Julio, disse que cometera “suicídio digital”, pois retirara fotos do Facebook e parara de navegar nas redes sociais. Ensimesmou-se a tal ponto que os irmãos decidiram levá-lo a uma psiquiatra, a primeira vez na vida que buscava ajuda dessa natureza.
A consulta com a médica Amanda Rufino ocorreu em 19 de setembro, cinco dias depois da prisão. Ele saiu de lá com o diagnóstico de “sintomas de stress pós-traumático desencadeados por impactante fator estressor no âmbito profissional” e um quadro de “intensa sensação de angústia, de opressão no peito e taquicardia”. A psiquiatra prescreveu um ansiolítico e um antidepressivo, ambos em doses moderadas. Cancellier tomou obedientemente os remédios e voltou à médica em 29 de setembro, a três dias do suicídio. Ao final da segunda consulta, a psiquiatra comentou com um dos irmãos do reitor que a situação parecia sob controle. “O quadro está evoluindo bem”, disse. A João dos Passos, procurador-geral do estado, o reitor deu uma pista do que sentia: “Vou te confidenciar, João. Meu estado é de pós-catástrofe, como se eu fosse o sobrevivente de uma queda de avião. Não consigo me situar, raciocinar direito”. O amigo Lédio Andrade, com quem o reitor jogava xadrez, descreve um Cancellier irreconhecível: “Seu raciocínio ficou lento e os olhos fixavam o infinito. Não parecia o Cau”.
Em situações normais, o reitor tinha entusiasmadas conversas sobre Shakespeare, Freud e o cristianismo, temas que despertavam sua curiosidade intelectual. Agora, nada parecia atrair seu interesse. O irmão Acioli, engenheiro que mora em São José dos Campos, tentando tirá-lo da clausura de si mesmo, alugou um Fiat Uno e provocou: “Agora você vai me mostrar essa ilha”. Era sempre o irmão ao volante, pois Cancellier, apesar de ter carteira de motorista, só dirigia moto. Nesses passeios, o reitor até relaxava, mas logo voltava a cerrar-se em casa. Em Foz do Iguaçu, sua ex-mulher, Cristiana Jacquenin, de 48 anos, externou seu temor aos mais chegados: “Tenho medo do que ele possa fazer. Ele não vai aguentar ficar longe da universidade, é a vida dele”. Crica, como Cancelllier a chamava, foi uma paixão fulminante — em dois meses, eles subiram ao altar, ele com 28 anos, ela com 18. Conheceram-se no jornal O Estado (que já não existe) e, apesar da separação, mantiveram um elo até o fim. Ela afirma: “Aquela humilhação toda atingiu o Cau. Era como se alguém acertasse com uma bazuca uma escultura de pecinhas bem encaixadas que nunca mais se rearranjariam”.
A Polícia Federal pediu a prisão de Cancellier e outras seis pessoas da UFSC com base em um relatório de 126 páginas. Nele, o reitor é acusado de tentar obstruir as investigações da universidade sobre os desvios de dinheiro com base em apenas dois depoimentos. Em um deles, Taisa Dias, coordenadora do curso de administração, contou à polícia que, certo dia, levou ao reitor suspeitas de uso indevido de verbas no curso que coordena. Cancellier, segundo ela, perguntou se aquilo não seria um “problema de gestão” e, em seguida, lhe disse o seguinte: “Guarda essa pastinha”. Taisa entendeu que, com essa frase, o reitor estava querendo enterrar as investigações. A Polícia Federal, por sua vez, considerou a interpretação de Taisa como uma suspeita suficientemente clara de que Cancellier queria embolar a apuração. A defesa do reitor admite a conversa com Taisa, mas afirma que, ao dizer “guarda essa pastinha”, ele queria lhe pedir apenas cautela nas apurações e nas acusações. Ao reitor, nada foi perguntado sobre suas intenções, antes de ele ser preso.
O outro depoimento foi prestado pelo corregedor da UFSC, Rodolfo Hickel do Prado, um senhor calvo de olhos claros que nunca altera o tom de voz e fez fama de investigador obsessivo no câmpus da universidade. Em novembro do ano passado, o centro acadêmico da faculdade de engenharia postou no Facebook um texto que dizia que a universidade mantinha uma lógica desigual, punitiva para alunos e benevolente para professores. Hickel do Prado debruçou-se sobre a questão. Queria entender o que era aquela lógica desigual. Convocou nada menos do que uma centena de estudantes para depor. A apuração se encerrou sem nada concluir, mas ajudou a sublinhar sua fúria investigativa. Aos que lhe censuram o ímpeto de xerife, Hickel do Prado rebate com segurança pétrea: “Quem faz tudo certo não tem por que ter medo de nada”. (Na terça-feira 7, o corregedor pediu licença médica de dois meses da universidade.)
Em seu depoimento, Hickel do Prado fez cinco acusações ao reitor. Disse que ele lhe recomendou que instalasse uma sindicância, em vez de abrir um processo administrativo, e tentou subordiná-lo a uma secretaria ligada à reitoria. (A defesa do reitor confirma as duas providências, mas diz que eram uma tentativa de evitar os conhecidos excessos do corregedor, e não de sabotar a investigação.) Também afirmou que ele cortou sua remuneração numa “tentativa de constrangê-lo”. (A defesa do reitor afirma que houve uma ampla reforma na UFSC com cortes na remuneração de vários cargos comissionados, e não uma medida exclusiva contra o corregedor.) Ainda acusou o reitor de tê-lo chamado para uma conversa reservada na qual lhe pediu que não apurasse as suspeitas. (A defesa do reitor nega que a conversa tenha existido.) E, por fim, disse que ele lhe pediu para ter acesso formal às investigações depois de ter visitado a Capes, órgão federal que financia o sistema de pós-¬graduação no Brasil, que havia acabado de cortar as verbas para o programa de educação a distância da UFSC. (A defesa do reitor confirma que ele pediu acesso às investigações exatamente para saber as razões que levaram a Capes a cortar as verbas.)
A polícia não ouviu as explicações do reitor, antes de pedir sua prisão. Ainda que os dois depoimentos se limitassem a acusá-lo de tentar obstruir as investigações, a polícia incluiu o nome do reitor em uma lista de doze pessoas suspeitas de terem tido “efetiva participação na implementação, controle e benefício do esquema criminoso”. Não há no inquérito nenhum indício ou acusação de que o reitor fosse membro do “esquema criminoso”, nem mesmo a descrição do que poderia vir a ser esse “esquema criminoso”. VEJA perguntou à Polícia Federal por que Cancellier foi apontado como integrante da quadrilha, mas a PF preferiu não responder.
No final do relatório, na página 123, estão as cinco razões para prender o reitor. O texto afirma que ele:
• “Criou a Secretaria de Educação a Distância para estar acima do já existente Núcleo Universidade Aberta, vinculando-a diretamente à reitoria.” (O inquérito não traz nenhuma prova de que a criação da secretaria tenha relação com desvios de verba.)
• “Nomeou no âmbito do EaD (educação a distância) os professores do grupo que mantiveram a política de desvios e direcionamento nos pagamentos das bolsas do EaD.” (O reitor, ao assumir o cargo, fez mais de cinquenta nomeações. No âmbito do EaD, fez apenas três, e outros três professores que já integravam o grupo antes mesmo de sua gestão foram mantidos.)
• “Procurou obstaculizar as tentativas internas sobre as irregularidades na gestão de recursos do EaD.” (O inquérito, neste caso, baseia-se no depoimento da coordenadora Taisa Dias e do corregedor Hickel do Prado.)
• “Pressionou para a saída da professora Taisa Dias do cargo de coordenadora do EaD do curso de administração.” (É uma afirmação gratuita. O inquérito não informa de onde saiu essa suspeita nem aponta nenhum elemento que lhe dê consistência.)
• “Recebeu bolsa do EaD via Capes e via Fapeu.” (O inquérito também não informa de onde saiu essa suspeita, nem mesmo se existiu alguma irregularidade na concessão das bolsas.)
A juíza Janaína Cassol, da 1ª Vara Federal de Florianópolis, analisou o pedido da PF em 25 de agosto e concedeu as prisões. Sobre o reitor e os outros seis acusados, ela escreveu: “Essas pessoas podem efetivamente interferir na coleta das provas, combinar versões e, mais do que já fizeram, intimidar os docentes vitimados pelo grupo criminoso”. Em 12 de setembro, a juíza pediu licença por problemas de saúde e foi substituída por Marjorie Freiberger. Dois dias depois, em 14 de setembro, a polícia lançou a Operação Ouvidos Moucos e prendeu o reitor e os outros seis. No dia seguinte às prisões, a juíza Marjorie Freiberger, sem que houvesse recurso da defesa do reitor e dos outros seis, resolveu revogar a decisão de sua colega e suspendeu as prisões. Ao contrário da antecessora, a juíza Marjorie não conseguiu ver motivo para tê-los levado para a penitenciária. Escreveu ela: “No presente caso, a delegada da Polícia Federal (refere-se a Érika Marena) não apresentou fatos específicos dos quais se possa defluir a existência de ameaça à investigação e futuras inquirições”. Mandou libertar todo mundo. Até hoje, a advogada do reitor, Nívea Cademartori, não entende por que seu cliente foi preso sem que tivesse a chance de se explicar. “Bastaria que a PF intimasse o reitor para depor, o que seria imediatamente atendido. Há uma banalização das prisões temporárias no país.”
Em seus últimos dias, Cancellier chegou a dar sinais de que não abandonaria o ringue. Em artigo publicado no jornal O Globo em 28 de setembro, quatro dias antes do suicídio, saiu em defesa própria e dos demais professores presos: “A humilhação e o vexame a que fomos submetidos há uma semana não têm precedentes na história da instituição”. O reitor também tentou recorrer da proibição de pisar no câmpus. Alegou que, como orientava teses de mestrado e doutorado, não podia deixar os alunos à deriva. A resposta da Justiça veio no sábado 30 de setembro, dois dias antes do suicídio: Cancellier estava autorizado a entrar na UFSC por três horas em um único dia. A decisão o devastou. “Como pode?”, perguntava. “Se demorar um minuto a mais, serei preso?”
A humilhação a conta-gotas ajudou a reforçar o quadro de stress pós-traumático do reitor, como a psiquiatria define a reação descontrolada do cérebro diante de um evento que está além de sua capacidade de absorção. “É como se o sistema de defesa do organismo entrasse em pane”, compara o psiquiatra Marcelo Fleck, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Maria Oquendo, uma porto-riquenha baixinha que se tornou um gigante da psiquiatria americana e autoridade mundial em suicídio, diz que é dificílimo evitar a morte de vítimas desse tipo de stress. Elas nunca falam em suicídio, embora pensem no assunto constantemente. Um trauma como o que consumiu o reitor vira motivo de obsessão — mas, de acordo com as estatísticas, raramente conduz ao atentado à própria vida.
O reitor foi um dos raros casos. Na véspera de seu suicídio, sabe-se hoje, já estava tudo calculado. Ele recusou o convite dos irmãos para assistir a uma partida de futebol em que o clube de coração da família, o Hercílio Luz, tinha chance de voltar à elite catarinense. Preferiu sair com o filho Mikhail. Almoçaram, ele quis ver se estava tudo em ordem em sua casa, mas recusou-se a ficar para uma sessão de filmes na TV. “Preciso descansar”, despistou. Em vez de descansar, foi ao shopping em que morreria, assistiu a um filme e levou consigo a chave do apartamento, de modo a forçar seu irmão Acioli a dormir em outro lugar. Queria ficar sozinho na última noite. As cinzas de cigarro espalhadas pelo apartamento mostram que fumou ferozmente, quebrando a abstinência imposta pelo cardiologista. Escreveu quatro bilhetes. Um para o filho, outro para os irmãos, um terceiro para um amigo e o quarto carregou no próprio bolso. É o único cujo conteúdo é conhecido. “A minha morte foi decretada quando fui banido da universidade!!!”, diz o bilhete, com a ênfase dos três pontos de exclamação. No dos irmãos, referiu-se à imensidão do amor pelos dois, mas disse que a dor que o dilacerava era maior que tudo. Deixou bilhetes e documentos separados em uma pequena caixa no escritório de casa, encontrada por Mikhail. O filho disse: “O pai cumpriu a missão aqui”.
Até hoje, sabe-se apenas que o “esquema criminoso” durou principalmente de 2005 a 2015, quando Cancellier nem estava na reitoria. A Capes, que investigou o assunto, diz que o “esquema criminoso” era uma coleção de pequenas falcatruas de servidores escroques, sem a dimensão que se divulgou. O coordenador do programa do ensino a distância da Capes, Carlos Lenuzza, não revela detalhes da investigação, mas adianta: “Os valores dos desvios são muito distantes daquilo que se falou”. Até agora, um mês depois do suicídio do reitor, ninguém foi acusado formalmente de nada, e a polícia não chegou ao valor real que foi desviado. Ao ver a notícia do suicídio na TV, Zé, o garçom, desabou. Nem sabia que o amigo de toda a vida era reitor.
submitted by aureliano_babilonia_ to brasil [link] [comments]


2017.06.01 17:25 Jukeboss- Quando eu fiquei com a garota que eu gostava, mas tudo deu errado

Bom dia. Há alguns dias atrás, aqui no /brasil, presenciei um ato de coragem, no qual uma user relatava uma crônica escatológica de altíssimo nível. Não tenho como intuito superar tal drama, queria poder não ter passado por tal situação. Se o meu eu de hoje encontrasse o meu eu daquele fatídico dia, diria: não vá. Mas, isso não aconteceu e eu fui para o que deveria ser uma noite de diversão, mas foi de uma série de acontecimentos errados, dignos de roteiro do Fargo.
Em um sábado, durante a tarde, estava conversando no MSN (rip) com uma guria no qual eu gostava desde o primeiro dia do ensino médio. Estava no último ano, então podíamos dizer que eu era BFF dela, embora eu quisesse tentar algo desde sempre, nunca havia tido a oportunidade, dado que ela só ficara solteira havia pouco tempo e dito que queria ficar de boas. Papo vem, papo vai, ela usando o famigerado “vs” para o você. Eis que ela me convida para um evento. Bom, não foi exatamente um convite, e sim um

vou lá no hoje a noite com umas amigas, vai tbm pra gente se veeeer”.

Disse que pensaria no assunto, porque precisava cuidar da casa. Na verdade eu tinha partida combinada com o clan de DotA no RGC, e àquela altura da situação entre nós, eu já tinha desistido dela ficar comigo.

Acabou que de última hora, algum escroto (eu te odeio com muita força, cara, você podia ter feito eu evitar tudo isso) desmarcou a partida de dotinha e não fechamos um time. Olhei pro relógio e dava tempo de ir pra festa, só teria que arrumar uma carona. Mandei mensagem pra 4 chegas, perguntando quem ia e quem poderia me dar carona. Arrumei uma carona que chegaria em 20 minutos. Me aprontei com a minha melhor vestimenta, uma camisa preta, um jeans escuro e um coturno preto (nada descolado, porque naquela época o conceito hipster era novidade até em cidade grande, então tudo que eu sabia usar era preto). Passei meio litro de perfume, só muitos anos depois descobri que isso é tão ruim quanto não passar perfume. A carona buzinara lá fora e prossegui para o evento.

Entrei com o colega da carona. Não era exatamente uma festa, mas um daqueles barzinho com espaço bem amplo pro povo tentar se pegar numa suposta pista de dança, enquanto tocava música eletrônica. Acho importante ressaltar que eu nunca me dei bem com esse tipo de ambiente, sempre fiquei muito nervoso em locais cheio de estranhos, abafado etc. Eu mal havia entrado e já não me sentia bem, queria ir embora. Já havia me arrependido de ter ido, mas teria que aguardar a carona, porque era distância de quase uma hora andando de volta pra casa.
Como não tinha mais jeito, pensei "tá no inferno, bora sentar no colo do capeta”, comprei um copo enorme de cerveja (ou pelo menos era o que estava escrito num cartaz rudimentar) e fui bebendo, enquanto andava pelo local totalmente perdido, já não sabia mais onde estava meu colega. Eis, que encontrei a garota no qual eu era apaixonado e ela estava absurdamente linda, eu nunca havia visto ela tão arrumada e com vestes tão curtas. Bebi toda a suposta cerveja de uma só vez, voltei até o balcão e comprei outra. Respirei fundo, estufei o peito, fiz força com o braço flexionado, pra parecer fortão (estava enganando quem?), segurando o copão de cerveja, ajeitei a postura e caminhei lentamente até ela. Estava me sentindo confiante. Era hoje! E realmente era, eu só não sabia exatamente a que custo. Na minha cabeça, estava andando como um daqueles caras de comercial de carro importado, que chegam no local todo pimposo e as mulheres se derretem, mas na realidade acho que eu deveria estar marchando igual um pato em direção a pata.
Ela me viu, sorriu, ou riu, não tenho certeza hoje em dia. Dei um beijo naquele belo rosto, erramos os lados e quase nos beijamos. Ela riu. Nós rimos. Ela pediu licença para as amigas e nos sentamos numa espécie de puff para dois. Lembro que ela ficava ajeitando a barra do vestido. Nem sequer lembro o que conversarmos, só sei que eu fui bem virjão e falei que gostava muito dela, que ela estava linda etc. E ela sorria muito. Reparei que as amigas estavam todas olhando pro nosso rumo, de forma nada discreta. Não sei exatamente o que aconteceu. Só percebi que ela veio pra cima e nos beijamos. Ficamos cerca de 10 minutos nos beijando. Ela se afastou, sorriu e disse que precisava ir ao banheiro. Concordei, me ofereci de acompanhar ela até a porta, ela disse que não precisava, mas que logo voltava. Ela mal levantou do puff e eu senti o demônio, ou melhor a legião toda. Foi numa única repuxada dentro do intestino que eu percebi que as coisas não estavam bem. Mal tive tempo pra dar aquele soquinho no ar de vitória por ter beijado a guria, pois minhas mãos se concentravam em apertar a barriga. Levantei rapidamente pra ir até o banheiro masculino, que era no sentido oposto do feminino. Andei até lá segurando o brioco, num movimento muscular de fecha e trava. E a barriga assoprava a trombeta dos 13 infernos, com barulhos que não sabia que era possível vir de dentro de um ser humano.

Logo que me aproximei do banheiro, avistei uma fila que me fez lacrimejar, era enorme. Parei atrás da última pessoa na fila, enquanto suava frio e tremia, e toda minha concentração física, psíquica, mental e espiritual se concentravam em tentar travar o anus com mais força possível. Eu mentalizava “vai dar, se concentra, calma, tu consegue, você vai conseguir, força”. E cerca de infinitos 30 segundos que nunca passavam, percebi que eu não iria sobreviver naquela fila. Eu tinha que sair daquele lugar, o mais rápido possível. Me dirigi ao caixa, que como era muito cedo ainda, não tinha fila. Dei minha comanda, paguei as cervejas. Havia dado 30 reais, somando a entrada, devo ter dado 50 na mão da mulher. Não esperei por troco, não era humanamente possível, já não estava pensando, só agia. O pensamento estava totalmente concentrado em confabular com meu intestino, tentando chegar a um acordo impossível.
Comecei a andar em direção a minha casa, tentando encontrar um banheiro público. Cada passo era uma repuxada de dor, eu seguia fazendo a milésima série de apertar e travar o anus. Minha camisa já estava toda ensopada. Andava como se tivesse pernas de pau, com medo de abrir demais as pernas e não conseguir controlar a situação. Após andar uma rua inteira, percebi que a situação estava mais controlável. Aparentemente eu estava ficando muito bom em dialogar com meu corpo. Me senti um daqueles monges do Tibete, que conseguem controlar a temperatura do corpo, ou algo assim. Experimentei acelerar o passo e consegui. Naquele momento eu era a pessoa mais feliz do mundo. Eu conseguia respirar mais calmamente e a dor cessara. Acontece que a felicidade é ínfima. Mal completei mais duas ruas e senti minha barriga vibrar e a legião voltara a urrar como se estivessem prontos para adentrar os portões celestiais, mas no caso era sair da minha bunda mesmo. Até aquele momento, nada havia saído, absolutamente nada. Mas no momento do vacilo, falhei em segurar um gás quente, foi breve, mas longo o suficiente pra perceber que algo estava morto dentro de mim há dias. Era um cheiro pútrido de morte, que fez meus olhos lacrimejarem e tive um ataque de ânsia. Voltei a tremer e apoiei numa parede. Percebi que não chegaria em um banheiro. Já tinha dúvidas se iria sobreviver. Sentia que a podridão estava se alastrando pelo meu corpo. Pensei em agachar ali na rua mesmo e deixar rolar. Quando dei por mim, havia carros passando, não era rua deserta, tão pouco era escuro o suficiente para que tivesse um mínimo de dignidade. Analisei minha situação. Precisava encontrar um local seguro, pois tinha certeza que não seria um momento breve. Olhei ao redor, enquanto tremia e exercia com muito mais afinco o apertar e travar. Vi muros altos, percebi que não conseguiria pular eles. Vi um muro mediano e também vi uma câmera de vigilância. Por fim, no outro lado da rua, vi uma bela residência, com muros baixos, cercadas por palmeirinhas. Era ali que o meu flagelo terminaria. Estava decidido, era o que o destino havia me reservado e eu o abraçaria com força.
Manquei até a entrada da residência, aguardei que não tivesse nenhum carro transitando na rua e encostei meu corpo na mureta, deixei que meu próprio peso me conduzisse pelo muro acima, não queria arriscar fazer movimentos acrobáticos enquanto todas minhas forças musculares se resumiam a um único músculo. Cai pelo outro lado, destruindo um canteiro de flores. Engraçado, é que naquele momento, tudo piorou. A dor, a intensidade dos barulhos, o suor, até a visão estava turva. Achei que fosse desmaiar ali mesmo. Comecei a desabotoar a calça, descer o zíper, apenas implorando por mais uns segundos de força. Então um carro passou e percebi que eu ainda estava exposto, pois quando um carro vinha em direção da casa, iluminava muito a mureta e a luz passava pelas palmeiras. Com medo de ser visto, denunciado ou coisa assim, fui agachado com as calças na altura da coxa, até a entrada da casa, que ficava em uma espécie de curva em L em relação ao portão, então não estaria mais exposto. Verifiquei as janelas e todas luzes estavam apagadas. Fui até o rumo da porta, pra verificar se não ouvia nenhum barulho lá de dentro. Ao me aproximar da porta, senti o tranco final. O músculo havia falhado e pude sentir todo o meu corpo cedendo, desistindo de mim e se entregando àquela fatídica bomba infernal. Vi um tapete escrito “Bem-vindo” e tentei puxar ele, mas lembrei que havia a cueca para puxar. Optei pela cueca. E senti aquela rajada descomunal sair. Era como se os piores cheiros do mundo estivessem em um só local e esse local fosse o meu intestino. Eram fezes com gases saindo com a pressão de um tiro de espingarda. O alivio foi mais instantâneo do que miojo. Eu já não tremia, já não sentia dores, tudo que eu fazia era torcer pra ninguém abrir a porta. O cheiro sequer me incomodava mais, era praticamente um perfume satânico, um presente pela sensação de estar finalmente livre. Devo ter demorado cerca de 10 minutos. Rasguei a cueca e tentei limpar o que dava, como minha bunda, minhas coxas, beirada do coturno. Não foi o suficiente, larguei a cueca ali mesmo, e usei as meias para acabar o serviço. Quando finalmente havia abotoado a calça, olhei o prejuízo. Eu havia pichado a metade inferior da porta com bosta. Já não era mais possível ler o “Bem-vindo” do tapete. Havia respingos até perto das janelas. Me senti muito mal naquele momento, mas por dentro sorria de satisfação, não pelo ato em si, mas sim por estar bem. Alguns minutos atrás pensara que morreria. Pulei o muro e segui até a minha casa, enquanto o fedor me acompanhava. Cheguei em casa, joguei a calça e a camisa no lixo, deixei o coturno de molho e tomei um belo banho, super demorado e me deitei, estava exausto. Então me lembrei da guria. Lembrei que não havia dito nada pra ela. Lembrei que as amigas dela devem ter me visto indo embora como se estivesse muito bêbado ou muito doente. Torci pra segunda opção, era mais fácil contornar doença do que álcool.

Domingo, entrei no MSN e ela não estava online. Fiquei o dia todo olhando e nada. Na segunda feira ela não foi pra aula. Na terça, descobri por um amigo, que ela havia voltado com o ex, que aparentemente no sábado ela tinha saído com umas amigas, deu bosta lá (mal sabia que era literalmente) e ela ficou super chateada, encontrou com o ex, eles conversaram e ele convenceu ela a dar mais uma chance. Ou seja, eu fui o alicerce pra ela voltar com cara. E me fiquei me remoendo por muito tempo que talvez podia ter sido eu o namorado dela, que ela deve ter pensado que eu só quis dar uns beijos e vazei. Nunca conversei com ela sobre isso, não consegui imaginar um diálogo em que eu poderia simplesmente soltar um “precisei cagar e vazei”. Hoje, acho que eu teria dito numa boa. A casa em que eu caguei? De uma senhora de 85 anos, mãe do delegado da cidade. Não deu BO de aparecer no jornal, mas o povo mais velho da cidade, ou envolvido nos problemas da mesma, ficaram tudo sabendo, e chamaram de “ato de vandalismo sem precedentes”. Ouvi até os meus pais conversando sobre isso, que o vandalismo chegara num nível absurdo, que ninguém respeitava mais nada. Queria poder levantar e dizer “E se foi uma pessoa muito doente, que naquele momento não conseguiu segurar e quis um pouco de privacidade?” Nunca disse nada. Fiquei sabendo que o delegado chegou a comentar que encheria de porrada no filho da puta que fez aquilo. Tive medo de ser descoberto, até evitei aquela rua por muito tempo. Meses depois, um dia precisei passar por lá e vi que a casa passara a ter o muro mais alto da rua, com cerca elétrica.

Gostaria de agradecer o espaço do /brasil por esse desabafo, de algo que guardei por quase 9 anos comigo. Recomendo que vocês façam o mesmo com o que está preso no peito, ótimo pra tirar o peso da consciência

TL:DR: Era afim de uma guria por três anos, consegui ficar com ela numa festa, tive uma dor de barriga, precisei fugir do local, não consegui chegar num banheiro, pulei numa casa pra cagar no quintal, acabei cagando na casa da mãe do delegado da cidade. E a mina voltou com o ex, porque pensou que dei um fora nela quando sumi (pra cagar).

Edit: Editei uns erros, arrumei a flair e corrigi o filha, era mãe, no final. :bad:

Edit 2: TLDR adicionado.

Edit 3: Obrigado pelo ouro ikkebr, não esperava.
submitted by Jukeboss- to brasil [link] [comments]


Ele sumiu, estou desesperada! Ele é 30 anos mais velho que eu! Fiz plástica e me sinto mais feia! MEU MARIDO É 9 ANOS MAIS NOVO? ELE TEM 21 E EU 14! Meu crush é 8 anos mais velho que eu  #socorrotodateen MEU NAMORADO 15 ANOS MAIS VELHO QUE EU😓😓😓 - YouTube CRISE DOS 20! VIDA ADULTA LÁ VOU EU! ELE É BAIXINHO, E AGORA?! #SemVergonha:: Primeiro Namorado, Pais que Proíbem e mais ...

Meu namorado é 30 anos mais velho - Clube Superela

  1. Ele sumiu, estou desesperada! Ele é 30 anos mais velho que eu! Fiz plástica e me sinto mais feia!
  2. MEU MARIDO É 9 ANOS MAIS NOVO?
  3. ELE TEM 21 E EU 14!
  4. Meu crush é 8 anos mais velho que eu #socorrotodateen
  5. MEU NAMORADO 15 ANOS MAIS VELHO QUE EU😓😓😓 - YouTube
  6. CRISE DOS 20! VIDA ADULTA LÁ VOU EU!
  7. ELE É BAIXINHO, E AGORA?!
  8. #SemVergonha:: Primeiro Namorado, Pais que Proíbem e mais ...

FACEBOOK: https://www.facebook.com/NayRattacasso INSTAGRAM: http://instagram.com/nayararattacasso TWITTER: https://twitter.com/NayRattacasso BLOG: http://www... O tempo passa é a gente vai ficando mais velho, querendo ou não, saber passar por essa transição é uma fase importante, uns se adaptam facilmente outro (EU), demoram um pouco mais. Nesse ... Meu nome é Renata Cruz, conhecida como A Conselheira. Sou especialista em relacionamentos humanos, licenciada em Direito, com formação em Coaching e Desenvol... COMO É NAMORAR UM CARA MAIS VELHO? - Duration: 6:57. ... Eu Escolhi Esperar Responde 138 - Duration: ... NAMORAR C/ ALGUÉM 10 ANOS MAIS VELHO - As Vossas Suposições - Duration: ... Essa história foi enviada por uma escrita e interpretada por mim! Queen me enviar sua história? Chama no direct do Instagram 👇 https://instagram.com/angelica... Meu crush é 8 anos mais velho que eu #socorrotodateen. todateen. ... boy embuste que pediu em namoro depois apareceu namorando outra menina e relacionamentos com meninos mais velhos! Corre e ... hoje em dia Veja se a diferença de idade pode interferir nos relacionamentos 14 04 2014 mircmirc - Duration: 17:09. MIRCMIRC RIPPER 118,621 views 5 COISAS QUE TODA MULHER ALTA ... SB João Victor 20,923 views. 5:57. Ela é Mais Alta!!! E agora?! - Duration: 8:03. Rene Oque 8,941 views. 8:03. SOU MAIS ALTA QUE MEU NAMORADO NATALI BALDONI ...