Quando chegou minha hora e eu não posso dizer não

Eu não posso dizer a você separe ou não separe. Você precisa pensar lá no fundo do seu coração ainda o que sente, conversar com o parceiro e seguir sua intuição feminina. ... so q quando fiz isso minha ex viu q não tava mais atraz dela e veio atraz de min chorando e disendo q queria fazer nossa família da certo denovo eu como amo ela ... Acho que agora chegou a hora de dar um basta, de dizer adeus. Preciso seguir minha vida, preciso correr atrás dos meus sonhos. Eu não posso mais deixar que a minha vida se passe diante dos meus olhos sem que eu consiga seguir em frente. Eu não posso mais deixar de seguir meus planos e de buscar meus sonhos por sua causa. Compartilhar E como o próprio nome já diz, chegou a minha hora de mudar! Mudar para melhor, é claro! Como eu amo fazer postar sobre tudo o que eu sei e quero muito proporcionar algo melhor para você que me acompanha, decidi tornar o blog mais profissional, com mais interatividade e conteúdo melhorado. Não tem desculpa dizer que não sabe fazer um currículo ou ter um perfil campeão no Linkedin, a internet está aí e te ensina tudo. (Eu pelo menos tenho uns 4 artigos que falam de currículo e ... Nascemos aquarianas; desde cedo cuidamos uma da outra. Minha filha mudou-se de cidade e deixou um vazio por aqui. Hoje, falo de saudade Chegou a hora de dizer a verdade Chegou a hora de dizer a verdde É minha necessidade nas ruas da cidade Chegou a hora de dizer a verdade. Eu não entendo como posso te amar tanto Eu não entendo às vezes teu lindo sorriso Tem tanta coisa ruim acontecendo Eu não entendo como é que a gente suporta Eu não entendo o que aquele cara diz Eu não entendo tanto preconceito no país Eu não ... O Blog Chegou a Minha Hora é um espaço criado para falar dos mais diversos assuntos, tais como: beleza, moda, variedades e o que nos vier à cabeça! ... E por falar dele, não sou apenas eu que rejeitei o aparelho, ele não encontrou o sucesso esperado no mercado mundial, o que fez a Apple reduzir em 20% a produção do equipamento em uma de ... Ha alguns dias minha tia enviou uma roupa para ambas testarmos, quando coloquei o item, Carls me pegou desprevenida e tirou uma foto minha, em seguida postando nos seus status para pessoas que eu não conhecia. (vale a pena dizer que eu nunca tiro fotos, pois tenho uma grande insegurança sobre minha aparência.) Hoje sei identificar quando o problema é meu, chegou para mim e tem que ser resolvido por mim, e quando o problema é do outro e deve ser resolvido pelo outro, no tempo dele, e na hora que ele desejar resolver. É até uma questão de não interferir no plano de aprendizado que Deus escreveu para ele, e principalmente, no seu livre-arbítrio.

ME AJUDA, NÃO CONFIO NA MINHA NAMORADA

2020.09.16 14:29 brigaxxx ME AJUDA, NÃO CONFIO NA MINHA NAMORADA

Bom, vamos aos fatos. A HISTORIA É GRANDE DESCULPA!
Tudo começou quando minha ficante (que ja morava em outra cidade, porem não tão longe) se mudou para uma cidade a mais de 10 horas de distancia, um tempo depois que conseguimos se visitar começamos a namorar. Ela saia muito com as amigas do trabalho e havia feito um amigo que eu ja não gostava muito, um dia eu fui para uma festa nessa cidade com ela, com esse amigo (que eu sentia maldade nele) e outro conhecido dela, esse outro ficava me olhando diferente e falando umas coisas para sacanear e eu como não abaixo a cabeça tirava com ele também (essa parte da historia vocês vão entender no final).Quando acabou o contrato de trabalho dela, ela voltou para a cidade onde começaria a fazer o mestrado, la era onde ela tinha boa parte de amigas e amigos. No dia em que ela chegou na cidade ela fez um vídeo pro insta dando um shot e dizendo que estava com saudade da cidade, nisso no whats ela me mandou uma foto dela para dizer que estava tudo certo e tals, eu a elogiei bastante e ate esse momento do nosso relacionamento eu não tinha paranoia nenhuma. Quando chegou o final de semana para nos se vermos eu comecei a fuçar o celular dela pois sabia que ela conversava com um guri que ela ja conhecia a 6 anos e ja havia ficado com ele algumas vezes e eles as vezes estava na cidade. Foi quando eu vi a mesma foto que ela mandou para mim no dia do shot, ela mandou para ele! nisso embaixo estava escrito que ela queria que ele estivesse em lages. em uma briga futura comecei a jogar na cara dela essa intimidade deles que eu não gostava e tal... e alguns meses depois quando fui olhar a conversa deles estava apagada, porem eu sabia que eles haviam conversado... eu cobrei ela e ela sempre falando pra eu não me preocupar... Um dia estávamos na praia e eu estava usando o celular dela para usar a câmera, quando veio uma mensagem de um cara (q eu n conhecia) com apenas escrito na mensagem ''vou quarta-feira'', porem o resto da conversa não existia, foi uma mensagem aleatória, porem bem estranha, na hora ela estava deitada e eu fiquei muito puto achando que ela estava combinando com o cara, cobrei ela ela chorou e jurou pela família que não falava a anos com esse cara porem já havia ficado com ele no passado (q era outro amigo dela). Quase terminamos eu estava muito mal e minha paranoia só ia aumentando, então botei ela na parede e comecei a vasculhar tudo no whats, foi quando eu vi que uma vez, na primeira cidade do trabalho ela havia saído com esse amigo que eu sentia maldade sem me falar porem nesse dia ela falou q ia com uma amiga e não com ele, ela falou que ele chamou ela e como ela já ia chamou ele mas nem me avisou isso foi estranho eu já estava mais mal ainda, brigas aumentando eu paranoico ate que terminamos e voltamos a um tempo agora. Porem ela não fala mais com aquele amigo da foto, esses outros estão todos bloqueados e tal pois eu meio que larguei pra ela q preferia isso e foi feito. ela continua dizendo q nunca me traiu e o pior q eu não tenho prova, so situações estranhas sabe? A ultima coisa que achei foi o cara que era amigo do da cidade de longe que estava no carro sabe? ele dando moral pra ela e ela também dando moral porem nessa época não namorávamos e quase certeza q pela conversa rolou algo, mas ela diz q nunca ficou com ninguém depois que começamos a ficar. Atualmente estou tentando esquecer td porem ta muito difícil parece que só piora e eu só me maltrato pensando e não sabendo oq fazer pois quero confiar sabe? O pior de tudo é que a pessoa que ela é não aparenta ser uma pessoa q trairia. Isso tudo rolou nos nossos 2 anos de namoro, fora alguns detalhes que se eu contar vai ficar muito grande. Preciso da ajuda de vocês, gostaria de saber se devo confiar ou o que devo fazer pois estou sempre cobrando ela de algo e demonstrando um ciume, não posso ver ela no insta q ja fico pensando merda, e querendo cobrar ela ou coisa do tipo... e eu a amo mas ta foda... Eu me senti humilhado ao ir em uma festa que 2 caras ela conversava, um ela deu moral o outro saiu com ele sem eu saber e eu sem saber nada inocente lá...
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2020.09.14 13:44 JustCallMeLyraM8 GT DA BROTHERAGEM

GT DA BROTHERAGEM
/cc/
>eu tenho um amigo bem próximo
>amigo não
>ele é tipo um irmão
>amo aquele filho da puta
>vamos chamar ele de Maicão
>nos conhecemos no jardim da infância
>dividíamos o todynho e o biscoito passatempo no recreio
>bolachaéocaraio.mp3
>estudamos na mesma turma até a quinta série quando os pais dele se mudaram pra longe da escola
>ele continuava morando na mesma cidade, mas tava numa escola diferente
>ainda assim nos víamos todos os fins de semana
>nossas famílias se tornaram amigas também
>tudo era um mar de rosas até o final de 2004
>ano 2005
>entra uma aluna nova na minha turma
>o nome dela era Thais
>lembro como se fosse ontem do momento em que ela entrou na sala
>tudo parecia ter ficado em câmera lenta
>o sol batia nela
>o ventilador soprou seus cabelos
>ela marchava como uma égua manga larga do trote formoso
>paudureci naquele exato momento
>o foda é que eu tava em pé naquela hora e a primeira aula era de educação física
>short.gif
>todo mundo da sala começa a rir de mim e a gritar
>me chamaram de pau retrátil porque foi só a menina aparecer que ele subiu
>morri de vergonha naquela hora
>sentei na cadeira e pus a mochila no meu colo
>eu só queria sumir
>até a professora riu
>mas a Thais não
>ela sentou atrás de mim e disse pra eu não ligar pra eles e que eu ficava lindo com vergonha
>caraio vei não pude acreditar
>eu era tão tímido que pedi pra ir no banheiro na mesma hora e fiquei trancado lá até a hora do recreio
>quando o recreio chegou eu pus o dedo na goela na frente da sala dos professores
>acho que vomitei até meu intestino naquela hora
>comecei a dizer que tava passando mal
>os professores me liberaram da escola e fui pra casa mais cedo
>chego em casa e passo a tarde toda tendo fantasias masturbatórias com a Thais
>eu era tão beta quanto aqueles peixes de briga
>quando a noite chega eu corro pra casa do Maicão
>conto tudo pra ele feliz da vida
>Maicão fica feliz por mim
>brodagem.rar
>segue o jogo
>durante o resto do ano eu iria me aproximar cada vez mais da Thais e me afastar cada vez do Maicão
>ele dizia que ela tava me afastando dele mas eu discordava
>dizia que era coisa da cabeça dele
>o tempo passa
>a Thais é promovida à pitanguinha e a distância entre mim e meu brother ia aumentando cada vez mais
>um dia briguei feio com o Maicão quando ele disse que ela tava cmg só por conta do meu dinheiro
>eu não era rico, mas da escola eu era o mais bem de vida
>meu pai era o único que não tava preso e não trabalhava com drogas
>minha mãe não trabalhava na zona
>zoas ela trabalhava sim
>ela agenciava a tua mãe, aquela puta boqueteira
>zoas de novo, minha mãe era artista plástica
>um dia eu acabo falando pra Thais que o Maicão tava se sentindo escanteado
>ela começa a me dizer que era inveja do nosso relacionamento e que ele só queria nos separar
>acabo dando ouvidos a ela e brigando feio com ele
>putaquepariuqueburrice
>nunca devia ter dado ouvidos à ela
>foco no gt
>paro de falar com o Maicão e cada vez mais me entrego pra a Thais
>toda semana era cinema
>lanche na Mc Donald’s
>roupa na Marisa
>minha mesada começou a ser exclusivamente dela
>um belo dia recebo uma mensagem do Maicão dizendo que a Thais tava me traindo
>respondi mandando ele tomar no cu
>ja faziam uns 5 meses que eu não falava com ele e do nothing ele vinha com um papo desses
>ele disse que eu devia ficar atento aos sinais
>não dou a foda pro que ele diz e continuo o namoro
>na semana seguinte vejo ela com uma marca roxa no pescoço
>ela diz que tinha caído da escada
>eu disse que acreditei mas fiquei desconfiado
>nada me tirava da cabeça oq o Maicão tinha me dito
>procuro ele e conto oq aconteceu
>diferente de mim ele não era um filho da puta
>Maicão me ove e depois me conta tudo que sabia
>a Thais tinha vindo da escola em que ele estudava
>ela era conhecida como viúva negra na escola
>ela se prendia à um macho e sugava tudo dele até ele não ter mais nada
>sim, ela tmb sugava o pau
>não, ela não tinha sugado o meu ainda
>Maicão continua a história dizendo que tinha visto ela saindo da casa de um carinha que morava no mesmo bairro dele
>até aí não vi nada demais
>mas ele me disse que ela tinha dado um beijo na boca do cara na saída e quando virou de costas o cara deu um tapa na bunda dela
>ÉOQ?!
>aquela vadia não tinha nem sequer me deixado pegar na bunda dela ainda
>dizia que era só depois do casamento
>eu era beta betoso full +15
>ela me levava pra igreja todo domingo
>acreditava nela sem questionar
>caio no choro e o Maicão me consolou
>disse que eu não tava sendo um bom amigo mas que ele nunca deixou de me ter como irmão
>bolamos desmascarar ela juntos
>ela ia pra casa dele toda sexta de noite
>realizo que era a hora que a mãe dela saía de casa pra ir pro culto de oração da igreja
>caraio_como_sou_burro.jpeg
>chifre.rar
>no dia seguinte falo com a Thais como se nada tivesse acontecido
>ela diz que me ama
>digo que amo ela tmb
>caraio, eu queria matar ela ali naquela hora
>mas amava aquela desgraçada
>feelsbad.png
>sexta feira
>19h
>tava com o Maicão escondido na rua da casa dela
>avistamos a mãe dela saindo de casa
>corremos pra mãe e contamos a história
>mãe não acredita, mas topa ir com agnt até a casa do talarico
>19:30h
>Thais sai de casa com um short enfiado no cu
>pqp pra quê enfiar tanto ssaporra?
>tava tão fundo que ela devia ta sentindo do gosto dele
>seguimos ela de longe
>a vadia entra na casa do moleque
>nessa hora a mãe dela já queria matar ela, mas eu fiz ela esperar
>entrei dando um chutão na porta da frente
>queria pegar ela com a boca na botija
>e consegui
>infelizmente a botija em questão era a rola do cara
>ela tava engolindo o pau daquele moleque com uma facilidade absurda
>nem sua mãe consegue engolir minha piroca tão fácil
>foco no gt
>Thais leva um susto tão grande na hora que morde o pau do cara
>num ato reflexo por conta da dor o cara da um murro na cara de Thais
>ela cai no chão
>a mãe dela comeca a bater nela com uma havaianas e depois começa a arrastar ela pelos cabelos pra fora de casa
>a Thais é arrastada pela rua até chegar em casa
>racho o bico com a cena como mil hienas comemorando a morte do Mufasa
>peço perdão pro Maicão pela cagada que fiz
>Maicão diz que fui um idiota, mas que era o irmão dele e que nada iria nos separar
>dois dias depois Thais chega na escola toda roxa
>tinha apanhado tanto que o conselho tutelar tirou a guarda dela da mãe
>ela chega perto e diz que quer falar CMG
>ignoro
>ela me puxa pelo braço, olha no meu olho e diz:
>como vc descobriu?
>digo que o Maicão me contou tudo
>ela diz que vai pra um orfanato hoje. Só foi na escola buscar sua transferência.
>Kkkkkjkkjjjk
>ela diz que eu posso rir agora, mas quem ri por último ri melhor. Disse também que nunca iria esquecer aquilo e que o Maicão iria pagar por ser x9
>puxo meu braço, dou as costas e vou embora
>ano 2016
>terminei a escola e faço faculdade
>Maicão faz o mesmo curso que eu e estudamos na mesma turma novamente
>full brothers +15
>desde o episódio com a Thais nunca mais tínhamos brigado
>trabalhávamos, tínhamos nossa independência
>tudo ia bem até recebermos o convite para uma festa que rolaria naquela noite
>eu e o Maicão dividiamos o apartamento agora
>o convite veio por baixo da porta dentro de um envelope
>open_bar.jpeg
>o envelope vinha com 2 pulseiras
>as pulseiras davam acesso à área vip da festa onde rolaria os alcoolismo
>ficamos relutante por um momento até abrirmos a carta
>a carta tava endereçada à mim e ao Maicão
>era uma letra de mulher
>não tinha muita informação só dizia que não deviamos perder a festa por nada e que lá tudo seria explicado
>não tinhamos nada à fazer então topamos
>22h
>party.time.jpeg
>logo de cara fomos recebidos por duas loiras peitudas que estavam de camisa branca
>ambas estavam dançando na entrada da festa enquanto se molhavam com uma mangueira
>séélococuzão.rar
>a festa tinha uma proporção de 4 depósitos para cada homem
>a cada dois homens, um era gay
>era tipo o plenário da câmara dos deputados só que ao contrário
>quando entramos no salão principal todo mundo virou pra a gente
>tipo aquela cena do universidade monstro
>as depósitos cochichavam entre elas
>pensamos que tinha algo errado conosco mas a vdd é que éramos os caras mais lindos dali
>na vdd nem éramos isso tudo, mas tínhamos rola e éramos heterossexuais
>feelsalpha.png
>fomos andando até a área vip
>a decoração da festa era cheia de fotos de uma depósito
>era uma ruiva 10/10
>a festa devia ser dela
>tive a impressão que ja tinha visto ela em algum lugar
>áreavip.gif
>a área vip era lotada de bebidas
>não tinha uma depósito abaixo de 8/10
>no buffet tinha camarão e lagosta
>mano do céu era a festa mais foda que eu ja tinha ido
>quando olho pro lado ta o Maicão atracado com uma mina
>dois minutos depois a mina larga ele e agarra outra mina
>ÉOQ?!
>aquilo tava parecendo um bacanal grego
>uma coisa no entanto me incomodava
>quem teria nos convidado?
>avisto a anfitriã da festa, aquela ruiva 10/10
>ela se aproxima de mim lentamente
>mano do céu, paudureci na hora
>só conseguia imaginar eu enfiando o pau tão fundo nela que quando eu terminasse ia ta na camada do pré-sal
>a calça aperta e ela percebe que estou preparado para o abate
>fico sem graça e tento disfarçar
>ela vem por trás de mim, ri e diz que eu fico lindo com vergonha
>gelei na hora
>caraio, era a Thais - pensei
>pergunto se ela era a Thais
>ela ri e me chama de idiota.
>diz que seu nome é Raquel
>caraio, ela nao tinha nada a ver com a Thais
>errei feio, errei rude
>pensei que tivesse estragado minha chance
>raciocinando com a destreza de um crackudo na fissura e digo:
>é porque thaislinda com essa roupa
>ela ri, eu rio, segue o jogo
>nessas horas eu nem sabia mais que existia um Maicão
>só pensava em mergulhar naquelas tetas magníficas
>na boa, se ela fosse minha mãe eu mamaria até hj
>quando olho pro lado o Maicão tava agarrado com duas ao mesmo tempo
>bodyshot.gif
>caraio o Maicão tava levando uma surra de peito na cara enquanto bebia e eu no 0x0
>me aproximo da ruiva já na maldade
>ela chega do meu lado
>põe a mão no meu ombro e fala na minha orelha direita:
>quem é esse teu amigo?
>poooooooooooorra.mp3
>o moleque ja tinha catado duas e agora ia catar a ruiva
>tive vontade de mandar ela se fuder, mas ele era meu brother, não podia prejudicar ele
>nenhuma depósito ficaria entre nós
>não deu nem 10 minutos do momento que disse o nome dele pra ela e ela ja tava agarrada nele
>a ruiva chupava a língua dele como se fosse o último picolé do verão
>avisto uma depósito 9/10 dançando sozinha
>penso em me aproximar, mas antes que eu chegue a ruiva puxa ela e põe na roda com o Maicão
>ja não entendia mais nada
>eu sempre pegava as depósitos +/10 do que ele e agora ele tava numa orgia de bocas e eu sem nada
>começo a beber
>realizo que ta na hora de baixar as expectativas
>avisto uma ananzinha 5/5 escorada no balcão
>me aproximo dela e pergunto se o pai dela era padeiro
>ela pergunta se era pq ela era um sonho
>eu digo que era pq eu queria comer a rosca dela
>sério que anã rabuda do carai
>a anã me dá um tapão e sai de perto
>vsf que festa merda do carai
>comecei a beber descontroladamente pra compensar a frustração
>dou em cima da garçonete
>a garçonete era uma trans
>ela me esnoba e vai embora
>vômito.rar
>caraio nem a mulher com rola me quis
>decido que hoje não é meu dia e que ta na hora de voltar pra casa
>procuro o Maicão pra ir embora cmg
>vejo ele entrando no carro com duas 1,5 depósitos
>pensei que ele tivesse indo pra um motel ou algo do tipo
>ele tava de mãos dadas com a ruiva e com a anã 5/5
>a ruiva olha pra mim, da uma risada e depois um xauzinho
>caraio que raiva daquela ruiva
>me esnobou e agora vai dar pro meu brother
>faço sinal pro Maicão que vou embora
>ele grita “Oklahoma”
>era nosso sinal secreto
>significava que ele ia realizar o ato de socação intra uterina e que eu não deveria incomoda-lo
>entendo o recado, dou meia volta e volto pra casa
>chegando em casa
>tudo girava por conta do álcool
>brinco um pouco com o o Visconde de Sabugosa até ele cuspir
>durmo
>no dia seguinte acordo com dor de cabeça, deitado no sofá
>percebo que tinham 537272717 chamadas não atendidas no meu celular
>todas do Maicão
>imagino todas as desgraças do mundo
>comeco a ligar de volta mas ele nao atende
>recebo uma ligação de um número desconhecido no meu celular
>é uma mulher
>ela ria descontroladamente
>disse que estava na festa o tempo todo me observando
>pergunta se a noite foi boa e se eu peguei alguém
>mando ela tomar no cu e digo que peguei a mãe dela
>ela racha o bico e diz que é impossível pq a mãe dela foi a primeira a pagar oq devia
>gelei na hora
>reconheci a voz
>era a Thais
>ela começa a contar seu plano do mal
>diz que foi parar num orfanato depois daquele episódio
>que apanhou muito da família onde foi parar mas a família era podre de rica
>a família produzia festas tipo o tomorrowland
>viajaram pra fora do país e levaram ela junto
>disse que por muito tempo quis se vingar mas a família não dava a foda
>dois meses atrás a família tinha morrido num acidente de carro e ela ficou como única herdeira
>ela pôs como meta de vida concluir a vingança que passou anos arquitetando
>disse que a festa foi planejada por ela
>que todas as depósitos da área vip foram contratadas por ela baseadas no meu tipo de mulher
>pergunta como me senti não pegando ngm e vendo o meu “amiguinho” catando todas
>respondo que a vingança dela era uma merda e que tava feliz pelo meu brother
>ela racha o bico e diz que a vingança dela não era me deixar sem pegar ngm
>ela queria se vingar dele por ele ter dedurado ela
>pergunto qual vingança há em encher a rola dele de depósito
>você verá - ela me disse
>desligo o espertofone e percebo que chegou uma mensagem do Maicão no oqueapp
>faz uma semana que o Maicão toma mais coquetel que o Amaury Jr.
pica relatada da mensagem
https://preview.redd.it/9o5g9y8ep3n51.jpg?width=1080&format=pjpg&auto=webp&s=3dbefd7c59d10e7b40b9168ddac79176762f8591
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2020.09.04 18:33 DanteStonecross Senta que la vem história

Eu to a algum tempo lendo e comentando coisas nesse /, e eu sempre quis dizer varias coisas aqui, porque de algum jeito eu me sinto confortável de ver essas coisas e todos vocês, mesmo discordando com algumas pessoas aqui e ali ta tudo bem, discordar é normal, faz a gente mais humano.
Mas eu queria muito contar uma história aqui hoje, é uma jornada importante pra mim, e eu espero que vocês gostem de me ver aprendendo uma coisa muito complicada. Nessa história, todos os nomes serão fictícios, e será um resumo muito resumido, então a grande maioria dos fatos não está aqui, mas o que isso tudo me ensinou, você vai poder ver com certeza.
Eu sempre fui um Romântico, e quando eu digo Romântico, eu falo da escola literária, eu não uso aquele português difícil, mas eu enxergo o mundo de uma maneira similar, eu vivo os momentos com as pessoas com intensidade, com muito sentimento, e os momentos seguintes a esses vem a melancolia.
A primeira vez que eu me apaixonei quando tinha 11 anos, o mundo se tornou diferente pra mim, era como se de repente todo o resto fosse preto e branco, e apenas aquela garota fosse colorida(eu tenho essa história contada em um texto, que é o ponto inicial da minha depressão, escrito exatamente como aquela criança enxergava o mundo, se ao final alguém se interessar eu mando sem problemas).
E, perto se fazer 14, em 2013, eu conheci uma garota muito mais do que bonita, ela era simplesmente divina aos meus olhos, ela era tão incrível, ela tinha absolutamente tudo que eu gostava. Eu conheci a Ágata dando aulas de matemática(o que mais um nerd faz?) e algo me chamou muita atenção: mesmo com 13 anos eu já tinha dado muitas aulas pra muitas pessoas e todo mundo tem um limite, todo mundo desiste(pede uma pausa) depois de X questões, mas ela não, mesmo sem entender muitas coisas ela persistia até o fim tentando entender tudo, até o horario dela ir embora ela continuou la, com o caderno e a caneta fazendo de tudo pra conseguir entender.
Bons meses depois Ágata se tornou minha melhor amiga(embora no início ela respondia minhas mensagens a cada 3 semanas, sem exagero!), e mais um tempo depois e muitos conflitos com a família dela, a gente começo a namorar.
Eu ainda não posso explicar o que era a sensação de namorar com ela, ela era literalmente o que todo garoto sempre sonhou: baixinha, cabelo cacheado, um rosto muito agradável, um sorriso lindíssimo, peitos e bunda enormes(ENORMES), cantava feito um anjo, era popular, divertida, extrovertida, dedicada, esforçada... É uma lista de qualidades que, na época, transbordava.
De 2014 até 2019, nós tivemos 3 anos de relacionamento e 5 anos de amizade, e eu aprendi muito mesmo em todos esses anos. O motivo do término do relacionamento(numa versão em resumo do resumo do resumo) foi, principalmente, possessão. Eu tenho um pai que é extremamente possessivo e eu levei 14 anos pra sair das garras deles(ou seja, ainda era recente quando eu conheci ela), e 1 ano depois do namoro ela começou a querer cada vez mais a minha atenção, onde eu não sentia mais liberdade pra fazer coisas que eu queria, porque eu tinha que ficar 3 horas falando no telefone com ela(e eu nem gosto de falar no telefone).
Não me entendam mal, eu não estou dizendo que fui perfeito, que não tive defeitos ou que só eu que estava passando por problemas, acabou porque precisava acabar. Inclusive se você, Ágata, por algum motivo descobriu o reddit e se reconhecer nesse post, saiba que mesmo não mais falando com você e não conseguindo mais olhar na sua cara(história pra outro dia), você pra sempre terá minha gratidão e meu respeito, nós vivemos muitas coisas juntos e, se hoje eu sou um homem, foi você que o moldou, muito obrigado.
Quando isso terminou, eu comecei a conversar mais com uma outra garota que eu conhecia, estudava na mesma escola que a gente, e conforme eu a conheci, ela começou a conquistar cada vez mais espaço no meu coração.
Carol era uma mulher interessante de várias maneiras, ela era extremamente extrovertida, cantava muito bem, tinha muitas histórias pra contar, era uma das pessoas que mais tinham ficado com gente na escola, e principalmente, ela tinha acabado de ganhar uma filinha. O jeito que a Carol olhava pra filha dela me fazia querer estar por perto, não porque ela parecia uma mãe incrível, mas porque havia uma dualidade dentro dela: aquela criança foi concebida de um estupro, onde foi muito difícil aceitar conceber a criança, quando ela nasceu era completamente visível que ela não sabia o que fazer, ela amava mais do que tudo aquela criança, ao mesmo tempo que ela via o homem que fez isso quando olhava pra ela(graças a deus, isso mudou bem rápido).
O tempo passou e eu e Carol começamos a nos dar muito bem, e em meados de 2019 a gente se beijou pela primeira vez, essa foi oficialmente a segunda pessoa que eu beijei na vida e cara, que coisa mais estranha, eu não sabia nem como descrever o que tinha sido aquilo de tão estranho... Até que ela me beijou uma segunda vez, e ai oficialmente, aquele era o melhor beijo do mundo.
Eu e Carol ficamos mais algumas vezes, e a gente se dava muito bem em tudo, até na cama era muuuuito diferente do que era com a minha ex, e a gente fazia tantas coisas juntos, viamos animes, conversavamos sobre varias pessoas, saíamos pra comprar roupas...
Cada dia que passava o meu sentimento só aumentava, e quanto mais ele aumentava, mais coisas que eu achava incríveis aconteciam, como a gente ver as coisas abraçadinhos, ficar de mãos dadas, varias dessas coisas de casal.
O meu erro? Carol desde o inicio falou "Não se apaixona por mim, eu não me apaixono por ninguém". Eu segui essas instruções o quanto foi possível, mas cara, talvez fosse loucura minha, mas parecia muito que ela também estava apaixonada, não com palavras porque toda vez que eu mencionava ela mudava a expressão e o jeito por um tempinho, mas as atitudes dela, os nossos momentos...
Depois de um tempo, no inicio desse ano, eu tentei cortar a Carol da minha vida torcendo pra que resolvesse meu problema, e deu certo por 1 mês até que ela me mandou mensagem perguntando quanto tempo isso levaria. Eu dei o meu melhor e coloquei todos os meus sentimentos em um texto, cada palavra continha tudo que eu sentia por ela, e ela também fez um texto de volta pra mim, e eu pude sentir o que ela sentia também, ela queria ser só minha amiga, e nada mais.
Nós ficamos mais 3 ou 4 meses sem nos falar até que, por intermédio de uma amiga em comum, a gente voltou a se falar e, desde então eu vi Carol mais umas 3 ou 4 vezes, mas é tudo muito estranho, a gente troca mensagens uma vez por semana e olhe la, eu nem acredito que um dia a nossa amizade volte, quanto mais a gente ficar ou coisas do tipo.
Mesmo com tudo isso, ela sempre viveu no meu coração.
Porem aqui vem a lição, meus amigos.
Há semanas atrás, eu consegui contato com uma garota que a gente não se via a muitos, muitos anos. Sabe aquela história de primeiro amor a gente nunca esquece? Esse foi meu segundo, e o que eu verdadeiramente nunca esqueci, eu sempre vou me lembrar do meu primeiro dia de aula numa escola completamente nova, e no fim do dia eu ainda todo perdido uma garota me puxa, me olha nos olhos e a primeira coisa que ela diz pra mim é: "Você namoraria comigo?". A resposta pra essa pergunta era não, obviamente, foi muito aleatório, mas eu estava tão nervoso que saiu "sim", ela deu um sorrisinho e voltou ao que tava fazendo. Desde aquele dia, Livia se aproximou cada vez mais de mim, e ela tentou me conquistar todos os dias, e acreditem em 2012/13 eu não era naada fácil.
E quando eu consegui falar com ela novamente, alguma coisa dentro de mim estalou, a gente voltou a conversar e era como se nada tivesse mudado, a gente conseguia desenvolver do mesmo jeito que a gente sempre fez, nem parecia que tinham 7 anos sem contato. A gente se viu algumas vezes(sim, eu sei que a gente ta de quarentena, todas as medidas de seguranças foram tomadas pra gente conseguir) e, cara, eu tinha me esquecido o que é olhar pra alguém que te olha como se você fosse uma obra prima, aquele olhar de quando éramos crianças não mudou nem um pouquinho, ela ainda olha pra mim como se eu fosse a pessoa mais legal do mundo.
Eu, com todos os meus defeitos, com todas as minha chatisses e meu jeito ""inteligente"" de ser, onde a lista de qualidades é exatamente igual a lista de defeitos, ela me vê como se fosse alguém muito mais do que incrível.
E eu olho pra ela assim também, e quando eu a olho, eu quero que ela sinta a pessoa incrível que eu vejo, uma pessoa que passou por inúmeros problemas pelo mundo afora e ainda passa, alguém que realmente foi a raiz do meu gosto pelas mulheres, que me ensinou que atitude é a melhor caracteristica possível em alguém, e que eu quero alguém com isso na minha vida, alguém que tenha coragem de me puxar pelo braço e dizer que me quer, alguém que queira os meus toques, alguém que querias os meus carinhos, as minhas massagens, os meus abraços, as minhas implicações, assistir animes ou séries comigo, beber comigo, aprender e viver todo tipo de experiências e situações. É isso que eu quero com ela também!
Esse é um pedacinho da minha odisseia, eu pedi a Deus, ao universo, a seja la o que for que estiver ai fora por nós, pra que 2020 seja um ano de apredizados e conquistas, 2020 foi o ano mais difícil da minha vida, onde por conta de um treinamento pra competição, da pandemia(home office) e tambem por causa de ter a Carol na minha cabeça, eu passei pela pior fase da minha vida, mas eu consegui correr atrás de ajuda a tempo(onde eu devo a minha vida a minha hipnoterapeuta, que mulher excepcional) e, no final dessa jornada, eu cresci muito e me tornei bem mais forte.
Muito obrigado, eu deixo aqui os meus agradecimentos a todas essas garotas, que me mostraram quem eu quero junto a mim e quem eu quero ser, a minha mãe que é a melhor mãe do mundo e, mesmo a gente se desentendendo as vezes, eu não resistiria sem ela, a minha hipnoterapeuta que consegue a façanha de me colocar em transe(hipnose ericsoniana é a melhor, sem dúvidas!) e que me ensinou muuuito mais lições do que eu teria aprendido em 20 anos da minha vida.
E principalmente, muito obrigado a mim mesmo, por ter aguentado até aqui, por nunca ter parado de ir pra frente mesmo pensando todos os dias em desistir, em jogar tudo pro ar, pensando até em coisas muuito, mas muuuuito mais escuras nos dias mais dificeis, mesmo assim nós estamos aqui, prontos para a proxima jornada, onde a gente vai sofrer, mas a gente vai aprender algo a respeito disso no final.
Se você chegou até aqui, meu caro amigo, eu só queria te contar a história de como eu descobrir o que, pra mim, é o amor. Amor é o que eu sinto quando olho pra alguém que também me devora com o olhar e as atitudes, amor não é toda a intensidade, todo o fogo, toda a loucura, não! Pode ser um pouco disso, mas principalmente, amor é reciprocidade, é você não ter que se esforçar em mudar 1001 coisas só pra agradar a pessoa, quem você ama e quem te ama de verdade gosta de você por ser quem você é, e é isso que eu quero pra minha vida, amar e ser amado!
Eu não sei se eu e Livia vamos ficar juntos, a gente deve descobrir mais a frente, mas eu sei que eu quero isso, e se o destino(ou o universo, ou deus...) não permitir que a gente fique junto, tudo bem, eu sei agora o que procurar, e que vai existir mais alguém que olhe pra mim do jeito que eu olho pra ela.
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2020.09.02 14:16 Whatever0220 Karen é presa, depois de QUASE MATAR meus 2 cachorros e tentar fazer seu filho ser preso em seu lugar, por me ajudar.

Olá Luba, gatas, editores, plantas, papelões, seres isolados em suas casas e turminha que está lendo. Aqui estou eu outra vez. Essa história é grande, mas vou reduzir em apenas um post. Eu espero que vocês gostem. Vamos com isso:
Parte 1 - Motivações:
Dia 14 de agosto de 2020, Sexta-feira, 04:30 da manhã. Eu acordei e levantei da minha cama. Cristal (Raça: Samoieda / Idade: 2 Anos) subiu em cima de mim e começou a me lamber. Eu retribuí com um afago em seu pescoço. Desci as escadas e percebi que meus pais e minha irmã ainda dormiam. Fui até a cozinha, onde encontrei Zelda (Raça: Zwergspitz / Idade: 3 Anos e meio) deitada no chão. Ela também estava "a mimir". Chamei Cristal, pus sua coleira e minha máscara, e saímos para caminhar. Caminhamos tranquilamente até que, absolutamente do nada, surgiu um carro preto, onde estavam a Karen e seu filho, que chamarei de "CL" (Cara Legal). Cristal tinha o hábito de me proteger de tudo e de todos; acaba sendo um instinto natural dela. Ao latir, a Karen deu um salto para trás e gritou:
- AAAI, CACHORRO DE M*RDA, VAI EMBORA!
Ao me ver, com a coleira na mão, acalmando aquela bolinha de pelos gigante, ela me disse:
- Ei você. Controle seu animal antes que EU faça isso.
E saiu de cena, entrando em sua casa. CL, que devia ter uns 20 a 21 anos, me pediu desculpas e disse que não precisava me preocupar, visto que SUA MÃE NUNCA CUMPRIA PROMESSAS.
Parte 2 - Traições:
Eu voltei pra casa, às 05:03 da manhã. Meu pai já estava de pé e minha mãe ainda estava acordando. Zelda já havia saído da caminha e estava caminhando pelo apartamento. Ao chegar, deixei Cristal solta e tomei um banho para me liberar. Passaram-se apenas 30 minutos, quando um carro preto parou em nossa casa. Cristal começou a latir. Zelda a acompanhou. Ao ver quem saia do veículo, eu fiquei em choque. A Karen. Mas não foi isso que me preocupou. Junto dela, estavam uma viatura da polícia e um caminhão do CANIL. Percebi o que ela queria fazer: dizer que meus cachorros a morderam, e que eu não fiz nada, para que eles fossem levados, assim como eu. Eu me vesti o mais rápido que pude e desci a tempo de poder atender a porta. Quando eu a abri, o policial disse:
- Bom dia, meu jovem. Esta mulher afirma que você deixou seus cachorros a morderem. Isso é verdade?
- Não! Ela está mentindo!
A Karen gritou:
- Viu?! Eu lhe disse! Ele já está dizendo que é inocente. Enquanto vocês fazem o serviço de vocês, eu tenho que ir trabalhar. Tchaau!
O policial advertiu:
- Senhora, não deixe o local. Precisamos dos depoimentos de ambos os lados e ouvir as testemunhas. Aí sim, daremos um "pré-veredito".
Foi nessa hora que a Karen percebeu a lambança na qual se meteu. Seu rosto se empalideceu e suas mãos se fecharam. O policial voltou a falar:
- Há alguma testemunha do caso na casa?
- Não, eu estava sozinho. Apenas eu, a Karen e...
Foi nessa hora que eu me lembrei de alguém. O CL!
- Senhor, eu conheço alguém que pode ajudar. O filho da Karen estava na cena.
- Ok então, vamos falar com ele. Precisamos que ambos venham conosco.
Seguimos até a casa da Karen, que fez de tudo para convencer o Policial de que eu deveria ser levado, mesmo sem a investigação estar concluída. Ao chegarmos na casa, o policial apertou a campainha e o CL atendeu. O oficial falou as mesmas coisas para ele.
- Bom, eu vi tudo e posso dizer que só houve o seguinte: Minha mãe e eu chegamos de carro, OP estava vindo com o cachorro, e este latiu para nós. Apenas isso. Não houve agressão por aparte de OP ou de seu cachorro. Mas minha o xingou e ameaçou de levar o animal, caso ele "não se controlasse".
A Karen ficou estarrecida. Eu pude ouvir ela murmurando "Traidor".
Parte 3 - Tentativa de Homicídio:
Ao perceber que seria levada, ela (não sei como) pegou as chaves do carro do canil, agarrou a PISTOLA do policial, apontou pra minha cabeça e disse:
- Vamos à sua casa. Você vai por seus bichos no caminhão e pronto.
- Nunca!
- Anda ou morre.
Todos na cena ficaram atônitos, sem saber o que fazer. Na real, sem saber se sequer PODIAM fazer algo. Eu entrei em casa, peguei dois cachorros de pelúcia e escondi seus rostos. A Karen foi tão burra que acreditou. Ela já estava indo embora, quando Cristal saiu de casa e foi parar no meio da rua. Zelda foi atrás. A Karen percebeu, deu a volta e acelerou com tudo pra cima delas. Nisso eu e CL corremos e conseguimos pegar as cadelinhas. A Karen bateu o caminhão em um poste, que caiu e (acreditem no carma, crianças) quebrou o vidro do carro dela.
Ao sair do veículo, gritou ao policial:
- Policial! Prenda esses malucos. Eles quase me mataram! Eu poderia ter morrido! Prenda eles!
- Senhora, você roubou as chaves de um carro e o equipamento de um oficial em exercício, manteve um menor de idade refém (Tenho 15 anos), quase matou dois jovens e dois animais, deu falso testemunho a um oficial e depredou o espaço público. Só por isso, já estou definindo a sua PRISÃO EM FLAGRANTE.
Ela desmaiou. O carro a levou para o xilindró. Eu fiquei um tempão falando "Obrigado, CL".
Dia 29 de agosto de 2020, Sábado, 17:47 da tarde. O pai de CL chegou em casa, foi até o nosso apartamento e, junto do filho, pediram desculpas para mim e para minha família pelo ocorrido. Como forma de "retribuir", eles trouxeram uma LASANHA DE FRANGO para todos nós comermos. Nós os convidamos para ficar um pouco, mas eles tiveram que recusar, graças aos distanciamento social.
Hoje em dia, Karen cumpre prisão de 4 anos. Eu e CL somos amigos próximos. Meus pais e o pai de CL agora são bem mais próximos. E o mais importante: Cristal e Zelda passam bem! Bem, foi isso.
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2020.08.31 15:42 ilovemygirlllllll Texto pra minha namorada

Chegou!! Surpresa!! Só queria dizer que te amo mais que qualquer coisa nesse mundo e que você é uma pessoa incrível que aos poucos está caminhando pra um futuro brilhante. Com toda sua dedicação e esforço eu tenho certeza que você vai alcançar todos os seus objetivos da vida e ser alguém que merece todo reconhecimento do mundo. Cada dia que passa você me encanta de uma forma diferente, o que fortalece meu amor por você e faz com que eu sinta cada vez mais que meus sentimentos e minha certeza de você estão corretos. Se um dia você se sentir sozinha, quero que se lembre que eu tô aqui por você, não só como namorada, mas sou sua amiga, posso ser uma ajuda, uma companhia pra alguma coisa e até mesmo sua vó, como você me chamou ontem KKKK pra eu te dar umas broncas!!! Todo carinho e amor que tenho em mim quero transmitir pra você e fazer você se sentir a pessoa mais amada, desejada (por mim), especial e importante porque é isso, é exatamente isso o que você é, não tem pessoa que me faça tão feliz quanto você me faz e quero me sentir assim do seu lado pra sempre. Obrigada por todas as coisas, obrigada por todos os anos, meses, dias, horas pertinho de mim, obrigada pelas festas, comidas, conversas, obrigada por escolher estar perto quando você poderia ter escolhido outros caminhos, obrigada por mostrar que se importa, que se preocupa e principalmente, obrigada por me namorar, me escolher e me amar! Diariamente né apaixono mais e mais por você e sei que vai ser assim até último dia. Você é tudo pra mim, amor. Te amo pra sempre... Com amor: eu
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2020.08.21 22:15 angry_shoebill A Estrela - Arthur C. Clarke

A Estrela (Arthur Charles Clarke)
Estamos a 3.000 anos-luz do Vaticano. Um dia, acreditei que o espaço não tinha poderes sobre a fé, assim como acreditava que os céus proclamariam a glória da obra de Deus. Agora, já vi essa obra e minha fé se encontra seriamente abalada. Olho para o crucifixo, suspenso na parede da cabine, acima do computador Mark VI, e pela primeira vez em minha vida me pergunto se não será um símbolo vazio.
Ainda não contei a ninguém, mas a verdade não pode ser escondida. Os fatos estão lá para todos lerem, registrados em quilômetros sem conta de fita magnética e nos milhares de fotografias que transportamos de volta à Terra. Outros cientistas poderão interpretá-las tão facilmente quanto eu, e não serei eu quem vai compactuar em ocultar a verdade, fato quase sempre responsável pela má fama da nossa ordem nos velhos dias.
A tripulação já se encontra suficientemente deprimida e não sei como eles aceitarão esta ironia final. Poucos dentre eles possuem qualquer tipo de fé religiosa e, no entanto, não encontrarão prazer em usar essa arma final em sua campanha contra mim. Aquela guerrinha particular, bem-humorada, mas de fundamental importância, que transcorreu durante todo o caminho desde a Terra. Eles achavam divertido ter um jesuíta como astrofísico-chefe: o Dr. Chandler, por exemplo, nunca se acostumou com isso (por que será que os médicos são tão ateus?). Algumas vezes ele me encontrava no convés de observação, onde as luzes eram sempre reduzidas, de modo a que as estrelas pudessem brilhar em toda a sua glória. Ficava ao meu lado na penumbra, olhando através da grande janela oval para os céus que se moviam lentamente à nossa volta, enquanto a nave girava, com a rotação residual, que nunca nos incomodaríamos em corrigir.
– Bem, padre – dizia ele, afinal -, parece prolongar-se para sempre, não? Talvez alguma coisa o tenha criado. Mas como pode acreditar que essa alguma coisa tenha um interesse especial por nós e nosso mundinho miserável, nunca poderei entender.
E a discussão começava enquanto, lá fora, estrelas e nebulosas giravam em seus arcos eternos e silenciosos, além do plástico claro e sem falhas da vigia de observação.
Acredito que, em grande parte, era a aparente incongruência de minha posição que fazia a tripulação achar a coisa tão divertida. Seria inútil eu chamar a atenção para os meus três artigos publicados no jornal de Astrofísica ou os cinco no Noticias Mensais da Real Sociedade Astronômica. Lembrava-lhes que a minha ordem era famosa há muito tempo por seus trabalhos científicos. Nós podemos ser poucos agora, mas desde o século XVIII temos feito contribuições à astronomia e à geografia que parecem fora de proporção com o número de nossos quadros. Será que meu relatório sobre a nebulosa Fênix vai pôr fim a nossos mil anos de história? Porá fim, receio, a muito mais que isso.
Não sei quem deu esse nome à nebulosa, que me parece muito inadequado. Se contém alguma profecia, é coisa que não será verificada durante vários bilhões de anos. Mesmo a palavra nebulosa é um engano: trata-se de um objeto muito menor do que aquelas estupendas nuvens de poeira – a matéria-prima das estrelas ainda por nascer – que se espalham ao longo da Via-Láctea. Na escala cósmica, de fato, a nebulosa Fênix é algo pequeno – uma tênue concha de gás envolvendo uma única estrela…
Ou o que sobrou de uma estrela …
O retrato de Loyola feito por Rubens parece zombar de mim, suspenso ali, acima dos registros do espectrofotômetro. O que tu terias feito, padre, com este conhecimento que veio às minhas mãos, tão longe do pequeno mundo que foi todo o universo que conheceste? Teria tua fé se erguido ante o desafio onde a minha falhou? Teu olhar se perde na distância, padre, mas eu viajei por uma distância além de qualquer uma que pudeste ter imaginado ao fundar a nossa ordem, há mil anos. Nenhuma outra nave de pesquisa esteve tão longe da Terra. Encontramo-nos nas fronteiras do universo explorado. Partimos para encontrar a nebulosa Fênix, tivemos sucesso e agora voltamos com o peso de nossos conhecimentos. Quisera eu poder erguer esse peso dos meus ombros, mas é em vão que te chamo através dos séculos e anos-luz que nos separam.
No livro que seguras, as palavras são nítidas:
AD MAIOREM DEI GLORIAM, diz a mensagem, mas é uma mensagem em que não mais posso crer. Poderias ainda acreditar nela se pudesses ver o que encontramos?
Nós sabíamos, é claro, o que era a nebulosa Fênix. Apenas em nossa galáxia, a cada ano, mais de 100 estrelas explodem, queimando durante algumas horas ou dias com milhares de vezes o seu brilho normal antes de mergulharem na morte e na obscuridade. Essas são as novas normais, desastres comuns no universo. Já gravei espectrogramas e curvas de luminosidade de dúzias delas, desde que comecei a trabalhar no observatório lunar.
Mas três ou quatro vezes a cada mil anos ocorre alguma coisa, ao lado da qual até mesmo uma nova empalidece na total insignificância.
Quando uma estrela se torna supernova, ela pode brilhar brevemente mais que todos os sóis reunidos na galáxia. Os astrônomos chineses observaram isso acontecer no ano 1054 d.C. sem conhecerem a razão do que viam. Cinco séculos depois, em 1572, uma super-‘ nova explodiu na constelação de Cassiopéia, tão brilhante que podia ser vista à luz do dia. E houve mais três durante os mil anos que se passaram desde.então.
Nossa missão era visitar o remanescente de semelhante catástrofe, tentando reconstruir os eventos que haviam conduzido a ela para, se possível, aprender sua causa. Entramos lentamente através das conchas concêntricas de gás que haviam sido lançadas para fora há seis mil anos e ainda se expandiam. Ainda estavam imensamente quentes, irradiando mesmo agora numa violenta luz violeta, mas eram demasiado tênues para nos causar qualquer dano. Quando uma estrela explode, suas camadas externas são impulsionadas para fora com tamanha velocidade que escapam completamente ao seu campo gravitacional.
Agora formavam essa concha oca, grande o suficiente para envolver mil sistemas solares. Em seu centro queimava o objeto pequeno e fantástico em que a estrela se tornara. Uma anã branca, menor do que a Terra e no entanto pesando um milhão de vezes mais.
As conchas de gás luminoso nos envolviam banindo a noite normal do espaço ínterestelar. Voávamos para o centro de uma bomba cósmica que detonara há milênios, e cujos fragmentos incandescentes ainda se expandiam. A imensa escala da explosão e o fato de que os resíduos já cobriam um volume de espaço com muitos bilhões de quilômetros de diâmetro roubavam à cena qualquer movimento visível. Levaria décadas para que a visão pudesse discernir qualquer movimento nesses tortuosos filamentos e redemoinhos de gás. E, no entanto, o sentimento de uma expansão turbulenta era irresistível.
Havíamos verificado nossa direção básica horas atrás e agora flutuávamos lentamente rumo à pequenina e fogosa estrela à nossa frente. Ela já fora um sol como o nosso, mas consumira em algumas horas toda a energia que a teria mantido brilhando por um milhão de anos. Agora se tornara avarenta e encolhida, reunindo seus recursos como se tentasse compensar os excessos de uma juventude perdulária.
Ninguém esperava seriamente que pudéssemos encontrar planetas. Se houvesse existido algum antes da explosão, teria sido cozido em sopros de vapor e sua substância dissolvida em meio aos resíduos da estrela. Ainda assim fizemos a busca automática, como sempre fazemos ao nos aproximarmos de um sol desconhecido. Dentro em pouco localizamos um mundo pequeno, circundando a estrela a imensa distância. Ele devia ter sido o Plutão desse desaparecido sistema solar, orbitando nas fronteiras da noite. Demasiado afastado do sol central para jamais ter conhecido a vida, sua distância salvara-o do destino que consumira todos os seus companheiros.
A passagem do fogo queimara suas rochas, dissolvendo o manto de gás congelado que devia cobri-lo nos dias anteriores ao desastre. Nós pousamos e descobrimos a Cripta.
Seus construtores se haviam assegurado de que isso ocorreria. O marco monolítico erguido acima da entrada não passava agora de um toco fundido, mas mesmo nossas fotos de longa distância já nos revelavam existir ali o trabalho de uma inteligência. Pouco depois detectamos o padrão de radioatividade, amplo como um continente, que fora embutido na rocha. Mesmo que o pilar acima da Cripta tivesse sido destruído, essa energia teria permanecido, um eterno e irremovível farol acenando para as estrelas. Nossa nave mergulhou como uma flecha em direção a esse gigantesco alvo.
O pilar devia ter uma altura de I,5 km quando foi construído. Agora parecia uma vela que se derretera até formar um monte de cera. Levamos uma semana para perfurar a rocha fundida, já que não tínhamos ferramentas adequadas para essa tarefa. Éramos astrônomos, não arqueólogos, mas podíamos improvisar. Nosso propósito original fora esquecido: esse monumento solitário, erguido com tamanho esforço à maior distância possível do sol condenado, só poderia ter um significado. Uma civilização que tinha consciência de seu fim próximo fizera ali seu último apelo à imortalidade.
Examinar todos os tesouros depositados na Cripta será trabalho para gerações. Eles tiveram muito tempo para se preparar, já que seu sol deve ter dado os primeiros avisos muitos anos antes da detonação final. Tudo o que desejavam preservar, todos os frutos de seu gênio, eles depositaram ali, naquele mundo distante, dias antes do fim, na esperança de que alguma outra raça os encontrasse, para que não fossem inteiramente esquecidos. Teríamos nos portado desse modo? Ou teríamos nos perdido em nossa própria autocomiseração, incapazes de pensar num futuro que nunca poderíamos ver ou compartilhar?
Se ao menos eles tivessem tido um pouco mais de tempo … Podiam viajar livremente entre os planetas de seu próprio sol, mas ainda não haviam aprendido a cruzar os golfos interestelares, e o sistema solar mais próximo encontrava-se a 100 anos-luz de distância. Mas mesmo que possuíssem o segredo do impulso transfinito, não mais que uns poucos milhões poderiam ter sido salvos. Talvez tenha sido melhor assim.
Mesmo que eles não fossem tão perturbadoramente humanos, como revelam suas esculturas, não poderíamos deixar de admirá-los e lamentar seu destino. Eles deixaram milhares de registros visuais, juntamente com minuciosas máquinas para projetá-los. Havia instruções ‘pictóricas, de modo que não fosse difícil aprender a sua linguagem escrita. Temos examinado muitas dessas gravações, trazendo de volta à vida, pela primeira vez em seis mil anos, todo o calor e a beleza de uma civilização que, em muitos aspectos, deve ter sido bem superior à nossa. Talvez eles tenham deixado apenas seu lado melhor, mas ninguém poderá condená-los por isso. Seus mundos, contudo, eram adoráveis e suas cidades, erguidas com uma graça que iguala qualquer coisa já feita pelo homem. Nós os observamos no trabalho e nas diversões, ouvimos sua linguagem musical soando através dos séculos. E uma cena permanece ante meus olhos. Um grupo de crianças numa praia de estranha areia azul, brincando nas ondas como as crianças brincam na Terra. Há uma fileira de árvores exóticas, que lembram chicotes, ao longo da praia, e algum animal muito grande aparece, atravessando os baixios, sem atrair atenção.
Mergulhando no mar, ainda cálido e generoso, vemos o sol que logo se tornaria traidor, apagando toda essa felicidade inocente.
Talvez se não estivéssemos tão longe de casa, e portanto tão vulneráveis à solidão, não ficássemos tão profundamente comovidos. Muitos de nós já observaram as ruínas de antigas civilizações em outros mundos, mas elas nunca nos afetaram tão profundamente. Essa tragédia era única. Uma coisa é uma raça falhar e morrer, como nações e culturas já o fizeram na Terra. Mas ser destruída tão completamente, em pleno ápice de seu desenvolvimento, sem deixar qualquer sobrevivente – como tal coisa poderia conciliar-se com a misericórdia divina?
Meus colegas já perguntaram isso e eu dei as respostas que pude. Talvez tivesses feito melhor, padre Loyola, mas nada encontrei no Exercitia Spiritualia que me ajudasse nessa tarefa. Eles não eram gente má: não sei que deuses adoravam, se é que adoravam algum. Mas tenho olhado para eles através do abismo dos séculos e vi a beleza que preservaram em seu último esforço sendo de novo trazida à luz de seu sol encolhido. Eles poderiam ter-nos ensinado tanto. Por que foram destruídos?
Conheço as respostas que meus colegas darão quando estiverem de volta à Terra. Dirão que o universo não possui propósito ou plano, e que de vez que 100 sóis explodem, a cada ano, em nossa galáxia, neste exato momento alguma raça está morrendo nas profundezas do espaço. Se essa raça fez o bem ou o mal durante sua existência, não faz qualquer diferença no final. Não há justiça divina porque não existe Deus.
É claro que o que vimos não prova nada disso. Qualquer um que assim afirme está sendo influenciado pela emoção, não pela lógica. Deus não necessita justificar suas ações perante o Homem. Ele, que construiu o universo, pode destruí-lo quando quiser. Constitui arrogância – perigosamente próxima da blasfêmia – pensar que podemos dizer o que Ele pode ou não fazer.
Isso eu teria aceito, não importando quão dolorosa fosse a perspectiva de mundos inteiros, juntamente com seus povos, sendo lançados em fornalhas. Mas chega um ponto em que até mesmo a mais profunda fé pode vacilar, e agora, quando olho para os cálculos colocados diante de mim, percebo que afinal cheguei a esse ponto.
Não podíamos dizer, antes de alcançar a nebulosa, há quanto tempo ocorrera a explosão. Agora, partindo da evidência astronômica e dos registros nas rochas daquele único planeta sobrevivente, fui capaz de datá-la com precisão. E sei em que ano a luz desse incêndio colossal chegou à Terra. Sei o quanto essa supernova, cujo cadáver agora se apaga atrás de nossa nave em aceleração, deve ter brilhado nos céus da Terra. Sei como deve ter fulgurado, baixa sobre o horizonte do leste, antes do nascer do Sol, como um farol na alvorada oriental.
Não pode haver mais dúvida. O mistério ancestral foi finalmente solucionado. E no entanto, ó Deus!, havia tantas estrelas que poderias ter usado. Qual a necessidade de lançar essas pessoas ao fogo para que o símbolo de sua morte pudesse brilhar acima de Belém?
Traduzido por Carlos Cardoso
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2020.08.21 02:21 awkwbarb Redditinder deu errado

Então tem mais de 1 ano que terminei um relacionamento com uma das pessoas mais incríveis que já conheci. Perdi o namorado, mas ainda tenho um grande amigo. Coincidiu de acontecer meses depois de ter saído da casa dos meus pais, então era uma liberdade dupla. Solteira e independente, só queria investir em mim mesmo, e foi o que aconteceu. 2019 foi de longe o melhor ano da minha vida, comecei a estudar um novo idioma, peguei gosto por atividade física e cheguei a perder 17kgs, ainda como consequência das sementes que plantei ano passado, finalmente entrei pra faculdade. Eu era a good vibes em pessoa!
Nesse tempo tive alguns encontros casuais do Tinder, que foram bons pra ambas as partes e não tinha a necessidade pra algo mais, eu estava feliz estando sozinha, sabe?! Mas a medida que fui amadurecendo algumas ideias, percebi que já estava pronta para me abrir novamente a possibilidade de um relacionamento (não era procura, só passei a estar disposta a pensar na ideia).
Agora que vem o Redditinder até começar o isolamento eu usava muito pouco o Reddit BR, mas tinha uma pessoa em especial sempre me chamou atenção porque comentava coisas boas, sempre muito positiva, sabe?! Que se bobear é a única pessoa que sigo aqui hahaha não sei nem dizer desde quando sigo ela, se pá desde o ano passado. Por acaso descobri que ela é de BH tem uns 7 meses aproximadamente e quando via comentários dela ficava ensaiando puxar papo.
Pois bem, um dia desses tinha f1 e tomei coragem pra falar com a pessoa. Nenhuma surpresa, ela realmente é incrível como parecia, conversamos por horas sobre os mais diversos assuntos, me senti muito a vontade pra falar sobre mim e genuinamente interessada em ouvir sobre ela, a medida que a conversa fluía só aumentava a curiosidade em saber como ela era, a aparência etc... até chegarmos no assunto relacionamentos. Ele me contou toda a história dele com a ex(?) namorada. Pelo que a gente conversou eles se amam demais, tipo casal bonito e legal de ser amigo sabe?! Não sei se eles vão voltar, espero que sim porque era algo que ele realmente queria.
Resumindo o rolê, parte de mim ficou feliz em conhecer essa pessoa e a sua história de amor, mas seria hipocrisia dizer que não queria ter por perto alguém com tamanha maturidade, inteligência... e beleza, puts o u/ é um gato. Nenhuma das vezes que ensaiei puxar papo cogitei o fato dele ser comprometido e/ou ter uma orientação sexual diferente da minha. Mas é isso, não posso negar que isso abalou minha autoestima.
Se você chegou até aqui obrigada por tirar um tempo para ler sobre meu desabafo.
Agora se você é o @ da história, saiba que é uma pessoa incrível e merece ser MUITO feliz independente das decisões que tomar.
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2020.08.19 21:09 ImNotYourBitchBitch Minha Irmã É Extremamente Tóxica

Oii, meu nome é X, tenho 13 anos e uma irmã extremamente tóxica.
Desde pequeno, já não nos dávamos bem, mas tudo acabou por piorar quando crescemos. Ela revelou que era abusada sexualmente por um parente próximo desde muito novinha, e por isso desenvolveu Borderline. No caso dela (eu não sei se é algo que aconteça em todo caso) ela acabava por vir a desmaiar e voltar com uma personalidade diferente. Infantil e fria.
Ela foi levada a diversos terapeutas e foi muito medicada. Nessa época nossos pais acabaram por se divorciar, e nisso minha mãe, meu irmão e eu fomos morar com nossa avó em outra cidade, enquanto meu pai cuidava dela em nossa cidade natal. Minha mãe a visitava frequentemente (mesmo que fosse recebida com ofensas e até mesmo agressões). Enfim, o tempo passou (cerca de 1 ano e meio) e voltamos para a cidade, onde minha irmã vivia alternando entre morar com meu pai e minha mãe (mas sempre xingando os dois).
Os anos foram se passando e eu fui descobrindo coisas sobre mim, como a bissexualidade, e como todos sempre disseram, fiquei mais afeminado. E com tudo isso também acabei virando muito amigo da minha irmã, inclusive contei a ela sobre minha sexualidade depois de muita insistência por parte dela(o que foi meu pior erro). Nessa hora ela começou a mudar, passou a se tornar cruel comigo e as vezes até me expor na frente de familiares e amigos. Porém, eu pensei que não era culpa dela e sim da doença dela.
Meses depois, viajamos com um pessoal da família da minha mãe pra Bahia pra podermos passar o revellion na praia, mas o pior aconteceu. Por algum motivo, ela brigou cmg e tomou meu celular desbloqueado, e eu nem liguei, pensando que podia confiar nela, mas ela fez questão de expor o nome de contato que eu tinha dado para uma amiga: Fulana Namorada Hétera. Era uma bobagem que a gente tinha entre amigos, mas ela fez questão de falar no carro com todo mundo (as vezes pode ser exagero meu, mas eu me senti mal na hora). Alguns dias se passaram e ela falou comigo de um menino que eu gostava a tempos, e que nunca tinha nem sequer contado pra ela (inclusive, eu tinha escrito uma carta pra ele no Cel, e não duvido que ela tenha achado e lido no dia que ela viu o contato).
Então o ano seguiu, e a cada discussão nossa, ela fazia questão de expor coisas sobre mim, que eu buscava manter em segredo. Chegou a um ponto dela simplesmente abrir a boca quando estavam só nós dois e minha mãe e dizer simplesmente: "O X. é bi" e obviamente eu desmenti tudo que ela disse (e ainda teve a cara de pau de perguntar por que eu tinha desmentido sendo que desde o início pedi para que ela não contasse a ninguém). Mais tarde, eu ainda consegui descobrir até que ela já tinha contado pra minha mãe sobre o menino que eu gostava (o da carta).
Além disso tudo ela insiste em falar a todo momento comigo que eu sou gay e que estou errado quanto a minha sexualidade (E detalhe, todos os namorados dela AMAVAM me zoar com ela falando que eu estava no armário e que eu só tinha medo de me descobrir). P.S.: Isso é um puta trauma pra mim por que desde pequeno sempre fui bombardeado de piadas de ambas famílias sobre minha sexualidade e inclusive apostas nas minhas costas de com quantos anos me assumiria, e até hoje isso me magoa.
Eu penso que por conta da minha idade eu poderia estar sendo dramático em toda essa situação e que seria algo muito drástico corta-la da minha vida, e se não for gostaria que me ajudassem a descobrir como posso fazer isso.
Muito obrigado pela atenção,
💛.
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2020.08.15 18:08 BrunaTimb O dia que minha mãe provou ser alguém incrível (e o dia que minha tia se arrepende amargamente)

Essa história aconteceu há 25 anos.
Minha tia mais velha na época tinha uns 70 anos. Ela nunca casou e sempre viveu no interior e cuidou dos 11 irmãos e irmãs e dos pais quando eles ficaram velhos. Ela sempre foi uma “mãezona” e eu a via como uma avó amorosa. Com a morte dos meus avós (pais dela e de minha mãe) ela se viu sozinha em uma casa enorme e afastada de todos.
Então ela teve uma ideia, adotar uma criança para ter companhia e cuidar, já que ela sempre gostou de crianças. Todos adoraram a ideia, porém como ela já tinha uma certa idade, ficou decidido que minha mãe cuidaria da criança durante o primeiro ano de vida e depois minha tia ficaria com ela. Tudo certo.
Alguns meses depois uma mulher abandonou uma bebê no hospital da cidade. Imediatamente entraram em contato com minha mãe e ela “adotou” a menina.
Minha tia ficou radiante quando soube da notícia. Lembro até hoje o dia que a bebê chegou lá em casa, usando apenas um trapo para cobri-la pq nem fralda tinha. Nessa época eu tinha 8 anos. Minha mãe comprou tudo. Cuidou da menina como se fosse sua filha. Então uns 3 ou 4 meses depois levou a bebê para que sua futura mãe a conhecesse.
Quando minha tia viu a menina sua expressão foi de felicidade a desgosto em um instante.
“Eu não quero essa negra aqui.” – foi o que minha tia disse ao ver a menina nos braços de minha mãe.
Minha mãe disse que foi como se o chão tivesse cedido sob seus pés. Minha tia nem tocou na criança, não a quis pelo fato da menina ser negra. E agora? O que minha mãe iria fazer com 3 filhos e agora mais essa bebê não planejada? Jamais passou pela cabeça dela abandonar ou “devolver” uma criança. Ela estava desesperada. Ela não teve coragem de dizer aquilo a ninguém na época e voltou para casa como se a visita a minha tia tivesse sido um sucesso. Foi então que ela teve uma ideia.
Em uma noite, como quem não quer nada, enquanto meu pai segurava a bebê nos braços, ela perguntou:
“Amor e se nós ficassemos com ela? Ela é tão linda e boazinha... O que você acha?” – por fora ela estava sorrindo para meu pai, mas por dentro posso imaginar toda a angustia que ela deveria estar passando.
Meu pai olhou sério para ela, olhou para a bebê em seus braços e abriu um sorriso de orelha a orelha!
“Ainda bem! Eu amei ela! Vamos ficar sim! A gente se aperta aqui em casa, mas comida não vai faltar”
Minha mãe disse que na hora sorriu e depois foi para o banheiro chorar de felicidade e alívio.
Ela só revelou toda essa história a família muitos anos depois e não houve brigas nem nada do tipo, mas passei a ver minha tia com outros olhos.
Hoje minha tia está MUITO velha e sendo cuidada por uma sobrinha dela, passou a vida só.
Minha irmãzinha mais nova tem 25 anos, é uma excelente professora e é o xodó do meu pai, vive com eles e provavelmente é quem cuidará dos dois quando a velhice chegar. Nós a amamos e eu não imagino como seria minha vida sem essa pessoa irritante para crescer junto comigo.
PS.: Foram ANOS até minha mãe finalmente conseguir a adoção oficial de minha irmã, mudar seu sobrenome e tudo mais. Mas no final, deu tudo certo!
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2020.08.15 06:15 Thanrih Meu Hobby é Anormal?

Bom, acho que estou fazendo tempestade em copo d'água e hoje vi muitos casos que creio eu sejam piores do que o que vou falar, mas mesmo assim resolvi escrever pra desabafar. Pra começar, eu amo meus pais, mas as vezes eu não consigo "enxergar" meus amorosos pais neles, ou pai pra ser mais específico. Uma vez, quando voltei do colégio (colégio integral) eu estava quebrado mentalmente, foram 12 aulas com matérias complicadas e ainda estava triste pois, devido meu grupo de amigos ser relativamente grande, eu acabei me sentindo excluído, descartável (é contraditório porém eu me sentia assim). Sabe quando você sente que não é seu dia? Bom, eu tava assim, e sempre fui meio sensível, não consigo debater as vezes com meus pais por conta disso. Eu fui descansar me distraindo com meu computador, meu pai chegou e simplesmente falou " já tá no computador? Não vai estudar?". Bom, eu desmoronei pois o dia foi extremamente cansativo mentalmente pra mim, e comecei a chorar, ele sequer olhou no meu rosto enquanto eu chorava e foi para o lado de fora da casa mexer no celular. Depois do ocorrido, eu já comecei a ficar mais afastado do meu pai, ele falava muitas besteiras, já ouvi ele dizer recentemente que depressão não existe e que os filhos não falam mais com os pais o que na última, ao me pegar acordado 23:30 (é tarde?) Iniciou a maior das discussões com direito a ceninha, imagino que tenha sido por conta do amigo dele que estava estava aqui. Lembra de quando ele falou que os pais não falam com os filhos? Pois é, quando começamos a discutir o pq de eu estar acordado aquela hora, ele literalmente me mandou calar a boca, o que ironicamente me lembrou do que ele disse sobre pai e filho não se falarem... que ficam somente na tela do computador. Agora, ao que deu título ao post, desde o 2° ano do primário uma das coisas que mais me fizeram feliz, foram os jogos eletrônicos, eu fui até enganado, meu primeiro console fora um polystation. Durante todos esses anos eles tem sido minha diversão e até penso em trabalhar com algo relacionado. Reconheço que eu passo muito tempo na frente das telas, porém ainda mais na pandemia, dadas minhas opções eu não tenho muito o que fazer. Meu pai vê os jogos que eu amo tanto, como coisas ruins, que me atrapalham (mesmo que eu faça tudo que eu tenho que fazer) e que são do capeta (isso já foi um argumento dele). As vezes sinto que ele não aceita meu hobby simplesmente por não o entender, e sempre que vou o explicar, ele fica no "você tá certo, eu tô sempre errado" ou sai andando sem me dar ouvidos. As vezes sinto que ele simplesmente quer me controlar com coisas bobas, aceitando somente o que ele quer e acha que eu devo gostar, eu fico irado com isso, parece que ele me vê como se eu tivesse 6 anos de idade (tenho 16). Parabéns a você que leu até aqui me tolerando. Eu posso estar errado mas eu tinha que falar algo.
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2020.08.10 06:26 maryf__dias Sou babaca por disser sobre os sentimentos da minha melhor amiga para minha outra melhor amiga!?

Olá Luba ,editores e gatas. Desculpa pelo título horrível ,vou tentar resumir o máximo possível pois essa história se estendeu quase que o ano todo de 2019 ,então vou logo dar o contexto: eu ,a farls e a lars éramos melhores amigas ,tipo ,aquele trio inseparável , a farls gostava de um garoto (o carls) mas ela tinha medo de contar seus sentimentos há ele pois ela não sabia se ele sentia o mesmo por ela ,e ela apesar de querer muito namorar com ele ,ficava satisfeita só de ter ele por perto mesmo não sendo da forma em que queria ,e a lars sabia disso , em uma bela noite elas duas foram para uma festa de aniversário de um amigo em comum da faculdade, o carls estava lá, mas aí a noite foi passando ,todos eles beberam ,dançaram se divertiram muito até que a lars foi buscar uma bebida na cozinha e o carls foi atrás dela ,e ele começou a dar várias cantadas nela e ela dando uns foras nele ,até que ela disse uma coisa que deu a entender que a farls gostava muito dele ,mas ele não deu bola pra isso ,e papo vai papo vem eles dois acabaram se beijando ,e com medo da reação da farls a lars se afastou dele e disse que não podia fazer aquilo ,e fez os outros amigos dela (que acabaram vendo o beijo), jurarem de pé junto que eles não iriam contar pra ela ,e ele juraram ,na hora de ir embora da festa a farls chegou nela e perguntou se ela queria te contar alguma coisa e ela disse que não, e então farls faz a mesma pergunta de novo já sabendo a resposta, e então a lars conta a verdade e diz que ela tava bêbada e ele também e não sabia oq estava fazendo direito ,farls acabou perdoando a lars por isso dizendo que ela não tinha nada com ele e que estava tudo bem, meses depois, a farls finalmente se declara para o carls e felizmente ele sentia o mesmo ,e então eles começaram a ficar, e estava tudo indo muito bem ,até que eu e a lars marcamos de ir no cinema eu ,ela é um primo dela ,um pouco antes de sairmos de casa ( só para te dar mais contexto, já estamos em junho/Julho) ela me chama em.seu quarto e conta que estava começando a sentir alguma coisa pelo carls e que se sentia muito mal por isso mas que maioria negar seus sentimentos ,e ela simplesmente joga essa bomba pra mim e sai ,um tempo depois dela ter me contado isso ,ela e o carls começaram a conversar, mas nada demais só um respondendo os status do outro e coisa do tipo ,até que infelizmente farls e carls param de ficar ,e nos corredores da faculdade farls vai que carls e lars estavam mais próximos (nessa parte ela duas já tinham tido outro problema e ja não estavam se falando tanto quanto antes), e ela ficou muito mal e sempre que eu ia na casa dela ela estava com uma aparência nada boa ,ela não comia direito ,me disse que estava tendo uma crise de ansiedade um uma insônia de matar, ela não conseguia acreditar que a lars estava fazendo aquilo com ela ,ela nem tinha certeza do que estava rolando entre eles mas isso deixou ela mal ,muito mal ,e então na esperança de tentar ajudar ela ,juro que eu fiz isso pensando em ajudar ,fiz isso na maior inocência do mundo ,não contei nada com muitos detalhes, disse que um mês antes a lars me contou que estava criando um sentimento por carls ,e então a farls chorou muito pois não sabia que ela seria capaz disso ,parar de falar com ela para poder ficar com o carls e então ela me disse que na segunda de manhã iria ter uma conversa com ela ,para ela poder tirar aquelas perguntas da cabeça ,e no dia seguinte a farls chegou na lars e disse que queria conversar ela foram para um lugar mais calmo e então a farls perguntou sobre o carls e simplesmente a lars saiu correndo pro banheiro e farls correu atrás e a alcançou a tempo antes de lars fechar a porta da cabine ,e lars pergunta o pq dela querer saber do carls (farls rompeu com carls uma semana antes disso acontecer ) ,e então a farls disse que sabia que ela tinha uns sentimentos fortes pelo carls desde anstes do término deles ,lars pergunta quem foi que contou há ela sobre isso ,e lars só tinha contado há mim e mais uma amiga não tão próxima da farls é de mim ,e então a lars citou meu nome e farls engoliu seco e disse que não, mas lars sabia que sim ,e então elas se "resolveram" ,aí chegou o fim de semana e fui na casa de lars e ela contou oq tinha acontecido e eu disse que contei sobre o sentimentos dela para tentar ajudar e para elas se resolverem de uma vez pois eu sempre ficava no meio da discussão, eu não tomava partido, ambas me contaram oq tinha acontecido e eu sempre ouvia os dois lados da história, e eu simplesmente odiava aquilo pois se eu contasse tudo uma pra outra aconteceria uma perda maior ainda, eu sempre tentava ajudar dando conselhos dizendo oq foi que ela deveria ter feito e coisas do tipo, tudo oq eu fiz foi pensando em fazer elas voltarem a serem amigas de novo e eu poder ficar com a cabeça vazia e tranquila novamente, quando eu assumi oq eu fiz para ela ela disse " eu te entendo eu faria o mesmo ,e de certa forma vc ajudou sim ,obrigado " aquilo foi um alívio pra mim eu pude relaxar depois de muito tempo ,elas voltaram a se falar mas tudo que bom dura pouco e elas voltaram a parar de se falar por motivos que não posso dizer pois é muito pessoal ,e voltamos ao início onde eu não tomava partido, ficava coma cabeça cheia ,toda aquela preocupação voltou e fazia todo o possível para ficar com as duas sem que uma sentisse ciúmes da outra ,e no início desse ano eu e lars tivemos uma pequena discussão e ela jogou o fato de eu me "intrometer" nos assuntos dela e da farls na minha cara e todos os meus problemas pessoais que eu havia contado a ela ,e mandou coisas alfinetando a farls de propósito para que eu mandasse tudo pra ela e que com isso começasse outra discussão ,e como eu não queria briga entre elas de novo eu não mandei nenhuma daquelas mensagens ,e naquela madrugada eu chorei como nunca havia chorado antes ,meu coração se partiu ao meio ,pois o começo do ano não foi fácil pra mim ,um parente muito próximo há mim tentou cometer suicídio, brigas familiares ,bem nesse tempo eu estava tendo ataques de pânico, crise de ansiedade, tive insônia tão intensa que fiquei quase dois duas sem dormir e vendo tudo aquilo que ela disse nas mensagens foi como a última gota d'água que faltava pra eu transbordar em sentimentos ruins ,desabafei tudo com a farls que me deu todo o apoio do mundo e disse que ela fez bem em não mandar aquelas mensagens há ela é que fez mais bem ainda em contar há ela sobre os sentimentos da lars pois ela sim sabia a minha verdadeira intensão, que era que tudo voltasse ao normal para voltarmos a ser aquele trio inseparável, então por favor me digam se oq eu fiz foi babaca ou não, desde já agradeço por ter até aqui. Vwl fwl ❣
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2020.08.06 06:08 denesfernando Sou Babaca Por Querer Que O Namorado Da Minha Amiga Não Passe Mais A Quarentena Aqui E Volte Pra Casa Dele?

Olá Luba, editores, gatas e Turma. Essa história que vou compartilhar aqui é recente, ainda estou tratando em terapia, mas ela começa um pouquinho lá atrás.
Um ""pouco"" de background para situar a todos de onde tudo isso começou.
Em 2013 comecei namorar um cara que vou chamar de Karen, por ele ser muito, mas muito CUSÃO (inclusive, ele se parece muito com você Luba e por vocês serem tão idênticos, eu passei um bom tempo sem assistir o canal, pois não conseguia te ver sem lembrar dele). Mas, enfim, em 2015 ele e o grupo da faculdade dele decidiram morar todos juntos em uma casa perto da faculdade, pois estava exaustivo para todos trabalharem em pontos distintos da cidade (São Paulo, para se alguém quiser se situar).
Então, em janeiro de 2016, eles se mudaram e eu ia para lá aos fins de semana, até que acabei me mudando para a casa em Junho do mesmo ano, no dia do meu aniversário.
Pois bem, foi uma fase horrível da minha vida por causa do meu ex, terminamos em maio de 2017 e tive que sair da casa. Esse meu ex era um abusador, um aproveitador, a pior pessoa que eu poderia ter conhecido na minha vida. Os abusos psicológicos que ele cometeu comigo, afetaram totalmente minha confiança e em como eu viria a me relacionar com outros caras, fora as crises de ansiedade que eu arrasto até hoje.
Mas então, eu fiquei amigo dos amigos dele da faculdade e em especial da Karls que virou minha melhor amiga.
Em 2017 eles terminaram a faculdade e em 2018 o contrato da casa venceu e eles finalmente poderiam se mudar, áquela altura ninguém suportava mais olhar pra cara do Karen.
Então, foi nesse momento, que a Karls e o Akarls me chamaram para vir morar com eles numa nova casa. Sem o Karen. E hoje nós três vivemos como uma família feliz com os nossos pets.
2019
Eu conheci um cara, eu vou chamar ele de Lars.
Lars e eu começamos a trocar mensagens, se conhecer, nos aproximarmos. Até então, antes dele, todos os outros caras que eu acabei ficando, não davam certo, (tem muito gay problemático nessa cidade). Mas Lars foi diferente, conforme nos conhecíamos, ele ia transpondo todas as muralhas que eu usava como defesa, pois meu maior medo seria voltar para um relacionamento abusivo, tóxico e doentio.
Com o Lars eu fui bem devagar, realmente queria conhecer ele, pra ver se o que eu estava sentindo era o certo e se ele não iria me fazer mal.
Nesse tempo conhecendo ele, eu desabafava com Karls todas as minhas inseguranças, pois ela tinha vivido todo o meu drama com o meu ex, ela sabia dos meus medos, receios, inseguranças em me relacionar com alguém e ela me dava todo o apoio, pra poder voltar a acreditar e saber que nem todo mundo é igual o Karen, que na verdade eu dei azar com o Karen, mas que não seria assim de novo.
Depois de tantos embates sobre minhas agruras eu acabei me desarmando e me permiti começar algo com o Lars.
Um mês e meio depois, finalmente decidi trazer ele em casa, para conhecer meus amigos e 😏.
Então, foi nesse fim de semana de novembro de 2019 que coisas aconteceram.
Depois de ficarmos, acabei aceitando os meus sentimentos por ele, pensei que depois de tanto tempo solteiro, passando por aventuras fracassadas com pessoas que não se encaixavam, onde a química só proporcionava uma reação inicial. Ali estava talvez o momento de poder compartilhar momentos com alguém.
Mas aquele início de sonho desmoronou muito rápido. No domingo quando ele estava pra sair para trabalhar, Lars me contou que iria para o Beto Carrero com um amigo. Fui pego de surpresa, pois ele não havia mencionado nada nas nossas conversas durante a semana.
Na época, Lars trabalhava como bartender numa cafeteria e reclamava de trabalhar muito, não ter finais de semana livres e só folgar nas segundas-feiras.
Como não tínhamos oficializado nada, nossa primeira vez foi na noite anterior e o fato de estar disposto a querer começar a construir uma relação tinha sido algo que eu havia arrazoado no meu coração, achei absurdo demais eu questionar porque ele não tinha me falado nada antes.
Tudo bem, ele iria no Beto Carrero com um amigo, logo após sair da cafeteria. Pegaria o ônibus na estação do Tietê no domingo a noite, passaria o dia no parque, já que a folga seria na segunda, e na segunda a noite ele voltaria e iria trabalhar na terça-feira de manhã. Eu, pelo menos, imaginei que seria assim.
Na segunda-feira, eu fui trabalhar normal, vi as fotos dele no Beto Carrero, os stories no Instagram aparentemente nada de estranho, mas a primeira coisa que me chamou a atenção foi o fato dele não ter postado um único story com o amigo, mas até aí, se eu encucasse com isso, seria uma atitude tóxica e eu não queria isso. Numa relação deve existir confiança.
Nós não nos falamos o dia inteiro, pois eu não iria ficar o importunando num passeio como aquele, que ele aproveitasse o máximo possível. Foi quando às 18:00 eu resolvi mandar uma mensagem para ele, já que eu estava saindo do trabalho.
A mensagem era mandando um "oi" e desejando que ele tivesse se divertido bastante e fizesse uma viagem tranquila de volta.
Foi quando ele me respondeu que não voltaria aquela noite, que ele iria para Balneário Camboriú com o amigo passear de barco. Eu fiquei completamente sem reação, foi um choque. Ele só reclamava de como o trabalho explorava ele, não era flexível e do nada, de uma viagem totalmente espontânea que aconteceu aleatoriamente pra aproveitar um dia de folga num bate e volta, surgiu uma folga no dia seguinte.
Eu não tive como não ser arrastado de volta para os tempos do Karen, onde eu fui trouxa por anos, onde ele matava aula pra transar na escada da faculdade, dizia que ficava até mais tarde no serviço pra não pegar trânsito, mas na verdade ia para dates furtivos de apps de pegação (inclusive tenho uma história ótima com relação a isso da época do Karen), enfim, meu cérebro e meu coração ligaram o sinal vermelho, as sirenes começaram a zunir no meu ouvido, a última coisa que eu queria era ser enganado como fui na minha última relação.
Voltando, Lars não falou mais nada depois disso, fui pra casa naquele dia. Na terça-feira de manhã, outro sinal de alerta, não tinha nenhuma mensagem no celular. Isso poderia ser irrelevante, se a gente não tivesse passado o último mês e meio, trocando várias mensagens e memes da hora que acordava até a hora de dormir. Me senti mal, a conversa tinha morrido da noite para o dia, fiquei angustiado, pois eu estava começando a gostar dele e aquilo mudou da noite para o dia.
Terça-feira se foi, ele em Balneário Camboriú, fotos e stories no Instagram se seguiram e nada desse amigo misterioso.
Finalmente, a noite ele estava voltando e mandou uma mensagem dizendo que estava exausto, mas estava voltando. Nesse momento, minha mente já tinha formulado mil e uma histórias, mas resolvi ser prudente, apesar da angustia que estava sentindo.
Foi difícil dormir aquela noite, na manhã seguinte, ele mandou uma mensagem dizendo que havia chegado, estava exausto, mas estava indo trabalhar.
Nossa conversa, já não era a mesma, algo tinha mudado, as palavras ou a ausência delas são um termômetro para o coração, escrever para outra pessoa é um ato de conexão e o nosso elo havia se rompido.
Foi quando resolvi confrontá-lo.
Segue abaixo a conversa no whatsapp:
[28/11 11:56] Denes: Desculpa, Lars.
[28/11 11:56] Denes: Eu não sei de fato o que aconteceu
[28/11 11:56] Lars: Pelo o que ?
[28/11 11:56] Denes: mas desde terça que eu sinto que nossa conversa morreu
[28/11 11:56] Lars: :(
[28/11 11:56] Lars: Eu que peço desculpas
[28/11 11:57] Denes: se vc puder me dar uma luz
[28/11 11:57] Lars: Questão de conversa tbm não sei ... :(
[28/11 11:58] Lars: Não quero ser cuzao contigo
[28/11 11:58] Denes: me diz o que tá acontecendo
[28/11 11:59] Lars: Gosto olhando no olho
[28/11 11:59] Lars: Gosto de vc
[28/11 11:59] Denes: talvez não haja olho no olho se eu não entender o que está acontecendo
[28/11 12:00] Denes: eu tb descobri que estou gostando de vc
[28/11 12:00] Denes: descobri de uma maneira bem ruim
[28/11 12:00] Denes: só quero que vc me diga
[28/11 12:00] Denes: sem medo
[28/11 12:02] Lars: Eu recebi uma ligação de alguém antes de viajar que me deixou balanceado
[28/11 12:02] Denes: prossiga
[28/11 12:02] Lars: Não gosto da ideia por aqui
[28/11 12:03] Lars: Mas tá bom ...
[28/11 12:03] Denes: por favor, agora que começou, não pare
[28/11 12:03] Lars: Pouco antes de conhecer vc eu tinha acabado um relacionamento ...
[28/11 12:03] Denes: hum
[28/11 12:04] Lars: E tipo ainda algo que me deixa balançado e tal ...
[28/11 12:05] Denes: entendi
[28/11 12:05] Denes: ah...
[28/11 12:05] Lars: E tipo não quero mentir pra vc
[28/11 12:05] Lars: Nem ser um cuzao contigo me entende
[28/11 12:05] Lars: Quero ser sincero sempre
[28/11 12:05] Lars: Não só com vc mas comigo mesmo
[28/11 12:06] Denes: então, o livro de Harry Potter que está com vc, foi um presente de um amigo meu que faleceu esse ano, será que posso pegar com vc na catraca amanhã da Santos Imigrantes
[28/11 12:06] Lars: Sim ... Claro ... Mas queria conversar mais com vc pessoalmente
[28/11 12:06] Lars: Se não se importar
[28/11 12:07] Lars: Tenho um presente pra vc
[28/11 12:07] Denes: eu vou me importar
[28/11 12:07] Denes: por favor, sem presentes
[28/11 12:07] Lars: Tudo bem :(
[28/11 12:09] Denes: amanhã as 8:30 te encontro na Catraca
[28/11 12:09] Lars: :( eu lhe entendo sabe ... Mas confesso que gosto de vc e queria que vc permanecesse na minha vida independente de qualquer coisa
[28/11 12:09] Denes: não será possível
[28/11 12:09] Lars: Tudo bem eu entendo vc ... :(
[28/11 12:09] Lars: Me desculpa
[28/11 12:10] Denes: te encontro amanhã na catraca sem falta
[28/11 12:21] Lars: Hj vc sai que horas do trabalho?
[28/11 12:24] Denes: Desculpa, Lars. Mas eu só pretendo te encontrar para pegar o meu livro. Não, temos nada para conversar. Você não me deve satisfações, justificativas ou esclarecimentos. Apenas o meu respeito. Mas, mesmo assim. Esse ponto final precisa ser colocado.
[28/11 12:25] Lars: Tudo bem eu entendo e respeito vc ... Falei de hj pq posso te entregar hj o livro
[28/11 12:25] Lars: Ele está comigo aqui no trabalho
[28/11 12:26] Denes: Eu saio às 18:00
[28/11 12:26] Lars: Posso te entregar hj o mesmo horário ... Na estação melhor pra vc
[28/11 12:27] Denes: Que horas na Santos Imigrantes vc vai passar por lá?
[28/11 12:27] Lars: Umas 19h a 19:30
[28/11 12:28] Lars: Mas espero a sua hora
[28/11 12:28] Denes: Okay, as 19:00 estarei lá
[28/11 12:28] Denes: Se chegar antes estarei sentado em algum dos bancos da plataforma
[28/11 12:29] Lars: Tá bom
[28/11 12:29] Lars: Sei o que vc vai falar ... Mas desculpas :(
Quando ele falou dessa ligação do ex e ficou balançado, eu senti uma enxurrada de sentimentos negativos, o tsunami de chorume que eram as mentiras do Karen voltando a tona. Todas as desculpas esfarrapadas, parecia que eu estava vivendo tudo outra vez.
Eu estava cego, na gana de não querer cometer os mesmos erros do passado, acabei sendo seco, duro e intolerante, condenando um pelos erros de outro.
Eu já tinha sentenciado dentro de mim que aquela viagem foi algo que ele tinha programado com o ex e que tinha ido com ele e que eles tinham se acertado e que ele queria me manter como step se nada desse certo. Enfim…
Nesse mesmo dia, fui buscar o meu livro (um fato curioso, esse livro que foi presente de um amigo que veio a falecer em 2019, foi um presente pra me lembrar o quanto eu sou uma pessoa corajosa, era a edição de 20 anos da Pedra Filosofal nas cores da Grifinória e dentro ele escreveu a famosa frase da Luna "As coisas que perdemos sempre acabam voltando para nós. Mas nem sempre na forma em que pensamos." https://imgur.com/a/ebJFd2U
Ironicamente, quando paro pra olhar isso em particular, penso na grande ironia de tudo.
Eu cheguei antes na estação, fiquei esperando, sentado num banco na plataforma, vendo vários trens passando, várias pessoas descendo na estação vindo depois de mais um dia de trabalho. A minha ansiedade estava a mil, eu queria chorar, estava angustiado com tudo aquilo, pior, sem entender como "tinha cometido" o mesmo erro outra vez.
Ele chegou uns 15 minutos depois, estava com o livro na mão, eu peguei o livro e então ele me estendeu os braços pedindo um abraço, fiz com ele o que eu devia ter feito com o Karen, olhei para ele com a minha pior cara de desgosto e nojo e falei "Adeus", virei as costas e deixei ele lá.
Hoje, não me orgulho do que eu fiz, sinto vergonha quando penso, mas para que vocês entendam aquele gesto, mesmo ele não sabendo, era algo traumatizante, no término com o Karen, quando coloquei minhas malas e meus livros no táxi, ele chegou até mim e na maior cara de pau, na sua maior interpretação pra burguês ver, ele me pediu um abraço e o trouxa aqui cedeu esse abraço, então ele sussurrou no meu ouvido "Sou eternamente grato por tudo o que a gente viveu e você vai sempre poder contar comigo para o que você precisar" e quando eu precisei o que eu ouvi? "Não tenho obrigação nenhuma de te ajudar."
Quando eu saí da estação, bloqueei o Lars em todas as redes sociais, Facebook, Instagram, Whatsapp e até o número dele pra ele não me mandar SMS ou ligar. Não queria nunca mais ouvir falar dele pelo resto da minha vida.
Alguns dias se passaram e a Karls me contou que Lars havia mandado mensagem para ela no Instagram dizendo que estava preocupado comigo, queria falar comigo e eu irredutível falei que nunca mais queria saber nada a respeito dele.
Então ali eu tinha colocado uma pedra em cima desse assunto, vida que segue.
Dezembro de 2019
Karls é uma garota muito linda, mas em todos esses anos de amizade ela só se envolvia com os piores caras do Tinder, uma fase da vida dela que fazemos piada, mas que se você olhar atentamente, era bem triste.
Ela tinha o sonho de conhecer um cara bacana, compartilhar momentos, viver toda aquela fantasia de namoro, dormir abraçada, assistir anime, cantar músicas da Disney e cozinhar todos os pratos possíveis de todos os programas de culinária que existem no mundo.
Depois de anos, esse cara apareceu. Vamos chamá-lo de Darls.
Darls é um cara super carismático, que faz amizade por onde ele passa, falador, contador de piada, solicito, uma pessoa que todo mundo iria adorar ter como amigo.
JANEIRO 2020
Parecia que Darls sempre esteve nas nossas vidas, Akarls e eu o recebemos de braços abertos, pois víamos o quanto ele fazia Karls feliz.
Logo ele começou me pedir dicas e mais dicas de coisas que fariam a Karls feliz e nesses 5 anos de amizade eu era a pessoa que mais sabia de tudo o que a Karls gostava.
FEVEREIRO 2020
Eles oficializaram o namoro, (meio rápido, mas…), então ela entrou numa tour para conhecer todas os amigos dele, pois ele queria apresentar a namorada para as pessoas importantes na vida dele.
Darls mora a 35km de distância, num bairro distante, 2 horas de viagem no mínimo, mas ele sempre estava vindo passar mais tempo aqui.
MARÇO 2020
Pandemia chegou, isolamento social foi instaurado, pessoas em casa. Eu sou editor de vídeo, então estou trabalhando em casa desde que esse inferno começou. E quem acabou vindo para cá, também? Exatamente, Darls.
A companhia dele era agradável, e por vermos Karls feliz, nada objetamos, aceitamos naturalmente a estadia dele aqui. Mesmo que nunca tenhamos conversado isso entre nós, foi natural olharmos para a felicidade dela.
ABRIL 2020
Um mês de quarentena, eu sou uma pessoa ansiosa. Solteiro que passou da barreira dos 30, já havia sentenciado que não conheceria ninguém e morreria só, pois já estava sem esperança de conhecer alguém em um mundo sem um vírus mortal, imagina em um mundo onde estar perto 2 metros de alguém pode ser sua sentença de morte.
Eu comecei entrar numa crise terrível, comecei trabalhar demais, a fazer 12 horas de trabalho por dia e no meu tempo vago eu comecei a assistir todos os filmes e curtas gays já foram produzidos no mundo. E nisso, fiz a burrada de assistir um filme que superestimei por anos.
Brokeback Mountain.
'O que eu fiz da minha vida?'
Eu fiquei tão mal, mas tão mal, que naquela noite eu fui dormir chorando e os dias que se seguiram eu tive tanto remorso pelo final daquele filme, que certo dia eu comecei chorar na frente da Karls e do Darls enquanto a gente almoçava.
No final de abril, meu tio implorou que eu fosse na casa dele, pois estava tendo um problema entre minha mãe e minha irmã e ele estava preocupado da minha mãe acabar se metendo em um avião e vindo pra São Paulo no meio de uma pandemia. Fui, como se eu já não estivesse colapsando, ainda tinha que resolver o problema de outras pessoas.
Naquela semana, eu assisti um vídeo, tenho 80% de certeza que foi no LubaTV os outros 20% acho que foi no canal do Henry Bugalho, que falava sobre perdão, algo do tipo "se não perdoamos, do que adianta pedirmos desculpas" e eu já estava muito reflexivo.
De noite, eu estava no apartamento do meu tio, quando recebi uma notificação de que alguém tinha me seguido no Twitter.
Abri a notificação e vi que era o Lars me seguindo quase 6 meses depois. Ele não tinha twitter e tinha criado uma conta por causa da quarentena.
Minha primeira reação foi bloquear ele, mas aí bateu aquele turbilhão de coisas acumuladas nessa quarentena. O final de Brokeback Mountain, a fala sobre perdão e um detalhe sobre o Lars que pesou muito, ele tem diabetes, acho que é um tipo raro, ele desenvolveu super novo, ele toma dois tipos de insulina, ele é grupo do risco.
Sentei no sofá e me perguntei, 'o que ele queria depois de todos esses meses? Ele não entendeu o meu "Adeus"?'
Pois, bem. Fui até o Instagram, desbloqueei ele e mandei a seguinte mensagem:
"O que você quer?"
Ele levou uma meia hora pra me responder, o 'digitando…' parecia eterno.
Resumindo, ele falou que se importava muito comigo, que eu marquei a vida dele, que nunca quis se distanciar de mim, que jamais foi a intenção me magoar com o que quer que tenha acontecido e que nunca dei a oportunidade dele se explicar.
E eu respondi, que não importava o que ele tivesse para me dizer, não ia mudar a opinião que eu tinha sobre ele.
Ledo engano, meus caros.
Fui dormir às 4 da manhã, tirei tudo de dentro de mim, tudo o que eu inventei na minha cabeça. Porque no meu relacionamento anterior eu ouvi tantas mentiras, que acabei jurando que qualquer um iria mentir para mim, era o único referencial que eu tinha.
Só para que vocês saibam, era realmente um amigo, as fotos que ele tirou junto com o amigo no Beto Carrero, foram todas no celular do amigo a folga da Terça-feira, o chefe dele estava devendo uma folga para ele e como ele não iria poder tirar essa folga a mais do que as que estavam previstas para Dezembro, o chefe deu a folga pra ele na terça para que ele aproveitasse mais um dia de viagem. E sim, o ex dele ligou, ele ficou balançado, pois eles tinham tido uma história recém terminada, mas ele me contou, primeiro porque eu insisti, mas também porque ele não queria mentir pra mim, já que eu tinha todo esse problema com mentiras, então ele queria ser honesto comigo desde o início e que nunca foi a intenção dele voltar com o ex, tanto que ele não voltou, ele queria estar comigo, e que mesmo tendo passado todo aquele tempo ele nunca tinha me esquecido e não tinha desistido de mim.
Eu falei para ele que não sabia como reagir a tudo aquilo, disse que não sabia se seria capaz de confiar nele. E que ele não tivesse esperança, mas que eu iria refletir sobre tudo aquilo.
Então eu voltei pra casa e compartilhei a história com Karls e Darls.
Karls ficou meio com o pé atrás, mas Darls me apontou os erros que eu cometi, me fez enxergar o quanto eu tinha exagerado pelo medo e desconfiança que eu tinha, que não tinha nada a ver com Lars e minha ficha caiu.
Agora, tudo o que me restava era o meu orgulho, eu precisava passar por cima disso.
Voltei a conversar com Lars, aos poucos, foi difícil no início, mas ele foi muito tolerante, eu expliquei que não estava sendo fácil voltar a conversar com ele, mas que compreendi que muito daquela situação era culpa minha.
Ele começou a me mandar mensagens de manhã e a noite, de bom dia e boa noite e esporadicamente algum meme. Foram duas semanas conversando quando houve a necessidade da gente se ver. Eu não sabia como iria reagir.
Sim, ele viria aqui em casa no meio de uma quarentena, mas antes que cresça os julgamentos, moramos próximo um do outro, ele viria a pé, sem pegar nenhuma condução e num horário de pouco fluxo.
MAIO 2020
Então comuniquei que ele viria aqui em casa para Karls, Akarls e Darls. Aparentemente, achei que todos tinham recebido a notícia de bom grado.
Ele veio, a primeira coisa que ele fez foi ir para o banheiro tomar banho, com Covid não se brinca. Depois, sentamos e conversamos, e mais uma vez, eu falei tudo de novo, dessa vez olhando no olho, colocando tudo a limpo, uma conversa franca, contei de todas as impressões que eu tive de tudo o que aconteceu, como a narrativa se construiu na minha cabeça e porque agi da maneira que agi.
Em contra partida, ele disse que estava tudo bem, disse que ficou muito chateado, mas os amigos dele conversaram com ele dizendo que tinha um motivo para eu agir como eu tinha agido. Ele me falou que nunca me esqueceu e queria ter uma oportunidade de conversar comigo e esclarecer as coisas, pois sabia que tudo tinha sido um grande mal entendido. Ele falou que mandou várias mensagens para a Karls, mas não obteve resposta. E quando ele me mandou o convite no Twitter, ele disse que seria a sua última tentativa de se aproximar de mim, se não desse certo, ele mesmo desistiria de tudo.
Ele passou três dias aqui em casa, eu não me abri tanto com ele com relação a isso, mas eu senti muito remorso por como as coisas aconteceram por minha causa.
Outra coisa, lembra na mensagem, quando ele falou que tinha um presente para me dar e eu falei que não queria? Ele trouxe o presente, ele guardou o presente todo esse tempo e disse que toda vez que via o presente, ele lembrava de tudo o que a gente viveu e a coisa que ele mais queria era me dar esse presente, que ironicamente ele comprou na viagem para o Beto Carrero.
Era um funko do Harry Potter, já que eu amo muito Harry Potter. (Não, não sou transfóbico, eu amo Harry Potter desde 2000). http://imgur.com/gallery/cah0Ry7
Ele voltou pra casa dele. Continuamos a nos falar, reatar laços, ter essa troca.
Compartilhei minhas impressões com Karls e Darls, eu estava relutante, desacreditado. As pessoas subestimam relacionamentos abusivos, mas a gente carrega coisas por anos, os estragos são terríveis, estava eu provavelmente estragando uma oportunidade de ser feliz por medo de ser feliz.
As coisas foram devagar, estávamos conversando de nossas rotinas na quarentena, ele o quanto sentia falta do trabalho e não aguentava mais assistir séries e eu o quanto estava trabalhando e engordando, já que editor de vídeo trabalha em casa, praticamos isolamento social antes disso "estar na moda" (✌️ salve editores do canal, eu juro que tô escrevendo essa história que já passa de 4 mil palavras, pensando se realmente o Luba lerá essa história na Turma-Feira, fico imaginando no trabalhão que vocês vão ter pra editar, se eu puder pedir, posta a Timeline pra eu ver como ficou no final, curto muito timelines [Sim, pra quem não entende, isso é meio creep]).
JUNHO 2020
Lars voltou, veio para estar comigo no meu aniversário, inclusive ele me presenteou com Find Me do André Aciman, ele disse que queria me dar a muito tempo, pois em novembro do ano passado eu estava lendo Call me by your name e eu estava namorando pra comprar o livro quando fosse lançado, mas não deu nem tempo dele poder comprar na época.
No meu aniversário, resolvi cozinhar para comemorar, fazer escondidinho de frango. Eu estava de folga e queria fazer algo especial para Karls, Darls, Akarls e Lars. Eu passei a tarde e começo da noite cozinhando e Lars me ajudando.
Então, aconteceu o estopim de todo o caos.
Karls e Darls desceram e viram que o escondidinho não estava pronta ainda, ela fechou a cara e disse "Nossa, ainda não está pronto?". Depois eles fizeram um sanduíche e comeram e subiram, bastou aquilo pra me entristecer, até entendo que ela poderia estar com fome, mas ela bater porta de armário e a porta da geladeira acabou todo o meu ânimo, me senti super mal.
Comi aquele escondidinho triste, o clima na mesa estava tenso e na boa o que era pra ser uma comemoração no que eu acreditava ser entre família, foi a porcaria de um jantar de aniversário que eu perdi tempo fazendo.
Lars voltou pra casa dele, continuamos nos falando e estreitando os laços, aproveitando a companhia um do outro, e finalmente no meio de toda essa situação de merda que estamos vivendo no planeta, senti uma esperança de que talvez tudo daria certo, pelo menos uma vez.
Mais uma vez, ele veio passar o fim de semana aqui em casa, e foi divertido, assistimos filme, contamos piadas e o melhor, eu estava podendo dormir abraçado com ele, por a cabeça no travesseiro e não me sentir só.
JULHO 2020
O mês do caos, eu odeio Julho, por tantos motivos, sério. Eu tenho inúmeras histórias de desgraças nesse mês que PQP (Gif da Xuxa).
Lars me mandou mensagem dizendo que ele teve uma briga terrível com o sobrinho dele, na briga eles só faltaram sair na porrada, ele falou que estava mal por estar na casa da irmã dele e por toda essa indisposição com o sobrinho que tem 18 anos e é um completo folgado. Ele disse que iria procurar um lugar pra ficar, mas até lá, ele perguntou se poderia ficar aqui até encontrar esse lugar.
E como eu já fui colocado pra fora de casa pelo meu tio e me vi sozinho, eu sei o quanto é importante ter alguém pra estender uma mão amiga nessa hora.
Eu respondi que sim, mas que ia comunicar o Karls e o Akarls. Expliquei a situação Lars e eles falaram que tudo bem.
A Karls começou a fazer um freela permanente em um grande estúdio aqui de SP, então ela já não estava ficando em casa e quando estava, ficava a maior parte do tempo com o Darls, que ficou aqui em casa, mesmo ela trabalhando regularmente, já que as coisas estão flexibilizadas por aqui.
A princípio, Lars ficaria aqui até dia 10, ele tinha acertado de ir morar com um pessoal que ele achou num grupo do Facebook, mas o lugar onde esse pessoal ia morar não deu certo, pelo o que ele me contou, foi lance com a Porto Seguro, ele ficou decepcionado, porque os meninos eram legais. Então, ele voltou para a busca de encontrar um lugar pra ficar, eu inocente disse que ele poderia ficar o tempo que precisasse.
Interiormente, eu queria me redimir por toda a injustiça que foi o nosso início, queria fazer certo dessa vez, pois ele estava sendo bom pra mim e eu nunca tinha tido isso, esse convívio.
Enquanto ele estava aqui, comecei a ter companhia para o almoço, passei a comer direito, já que ele é obrigado a comer certo por causa da diabetes, eu estava até me alimentando nos horários certos. As noites assistíamos séries abraçados, até a hora de dormir. Parecia um oasis no meio de todo esse inferno que estamos vivendo, por um único instante eu esqueci de tudo de ruim.
Nesse período, ele estava procurando vários quartos, mas só encontrava cativeiros sendo alugados por mercenários.
Conforme o mês ia passando, Karls estava bem estressada com tudo e quando estava todo mundo na cozinha, ela parecia evitar querer falar com ele. No início, eu pensei que fosse TPM ou alguma coisa em particular dela com Darls.
Mas eu tive certeza que era alguma coisa com o Lars, no dia que estávamos jantando e ela veio informar que o botijão de gás tinha acabado e ela tinha comprado um novo, mas ela insinuou que estávamos cozinhando demais. Eu fiquei, sem reação, pois não esperava por aquilo, como eu falei, ela e o Darls estavam fazendo todas as receitas que existiam na internet, como que o Lars 10 dia aqui era a causa do botijão ter acabado?
Então aquilo começou a ficar espinhoso e o meu erro foi não ter confrontado. Eu comecei a me sentir acuado com o Lars e não sabia o que fazer, ele já estava numa puta situação frágil por ter saído da casa da irmã por indisposição com o sobrinho e a coisa que eu mais queria era que ele se sentisse confortável na minha própria casa.
No meio de tudo isso, ele voltou a trabalhar e eu passei a acordar cedo junto com ele, pra tomar café e abrir o portão pra ele poder sair, num desses dias, eu levantei e fui no banheiro e enquanto eu usava, a Karls bateu na porta perguntando quem é que estava lá dentro de uma maneira meio ríspida, no caso era eu, mas o Lars viu a situação toda, ele não me falou, mas eu reparei que ele parou de tomar banho de manhã antes do trabalho. Dizia ele que o banho da noite era suficiente.
Depois, ele parou de tomar café da manhã, disse que tomaria café na cafeteria que ele trabalha.
A próxima coisa que aconteceu foi um dia que eu estava na cozinha e fui informado que Karls e Akarls decidiram que não iríamos mais fazer as compras de mercado juntos. E que só manteríamos os produtos de limpeza e higiene e que o resto era cada um por si.
Confesso, que na hora não compreendi o que estava acontecendo, eu estava muito desligado, na verdade não acreditava que os meus amigos estavam me excluindo por causa do Lars, eu estava sendo ingênuo, pois não imaginaria que aquilo estava acontecendo.
No meio desse caos todo, Lars, virou pra mim e disse que a irmã dele pediu que ele fosse na casa dela. Então ele iria direto do trabalho e dormiria lá no sábado para o domingo, já que estaria de folga e voltaria pra cá no domingo a noite.
Só que ele não voltou, ele disse que a irmã dele pediu para que ele dormisse lá mais uma noite. Pensei, okay, ele vem então amanhã direto do trabalho pra cá, mas aí ele não veio na segunda, foi quando o peso de tudo bateu.
A essa altura eu já estava angustiado com tudo aquilo e direcionei minha frustração para o lado errado, em vez de confrontar quem estava causando toda essa situação insatistória, eu cobrei dele, porque ele não estava aqui. Perguntei, porque ele não queria estar mais aqui. Ele falou que queria. Então, eu perguntei porque o domingo, virou segunda e agora a segunda virou terça? Ele hesitou, aí eu perguntei se era por causa da Karls e ele disse que só não queria incomodar ninguém.
Eu fiquei mal, por ele se sentir mais incomodado na minha casa do que na casa da irmã dele com o sobrinho folgado que estava fazendo da vida dele um inferno.
Fiquei desapontado, ele veio na quarta, conversei com ele, disse que iria conversar com a Karls sobre toda essa situação. Mas já era tarde.
Era a última semana de Julho, e antes mesmo que eu pudesse conversar com a Karls, Akarls chegou dizendo que não dava mais para dividirmos a conta de água como estávamos fazendo, por 3, teríamos que dividir por 5, já que a conta ficou mais cara.
Na sexta-feira daquela semana, Lars encontrou um quarto numa casa que ele meio que alugou as pressas e ele se mudaria na primeira segunda de agosto. Quando eu pude confrontar Karls, no sábado, sobre tudo aquilo, já era tarde. Falei que fiquei chateado deles quererem repartir a conta da casa por 5 com o Lars pelo mês que ele passou aqui, mas isso nunca foi nem cogitado nos 5 meses do Darls aqui. Falei que fiquei decepcionado por ela não ser capaz de enxergar a minha felicidade. Por não ser capaz de ver o quanto eu estava feliz, como eu enxerguei a felicidade dela com o Darls e o recebemos de bom grado dentro de casa por causa da felicidade dela. Disse que foi muito cômodo pra ela ter alguém pra poder dormir junto, assistir coisas juntos, ter os momentos a dois e quando eu pude ter o mesmo, ela não olhou para mim com os mesmos olhos.
Enfim, Lars se mudou, tomei esse tempo que poderia estar assistindo uma série com ele para escrever tudo isso. Angustiado e decepcionado. Darls não tem culpa de nada do que está acontecendo, mas agora acho completamente injusto ele estar aqui e o Lars não estar, não sei o que fazer, minha vontade é de falar, "acabou a quarentena para os dois, pode voltar para sua casa". Me sinto injustiçado e triste por alguém que eu amo tanto, não ter sido capaz de enxergar que eu estava feliz. É isso, estou esperando a próxima sessão da minha terapia e Karls e Darls estão lá no quarto dela e eu estou só.
E para finalizar, essa foi minha conversa agora a pouco com o Lars.
Lars https://imgur.com/gallery/PRrxEI6
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2020.08.06 04:54 alltheholycrap Sem saida

Mais ou menos por essa época do ano há 3 anos atras foi a primeira vez que percebi que eu estava depressivo e até hoje não consegui achar uma direção para melhorar.
A historia é grande e isso é mais um desabafo do que qualquer outra coisa, então agradeço para aqueles que tiverem tempo e vontade de ler.
Tenho 32 anos, homem, casado e pai de um menino maravilhoso de 2 anos. Eu e minha esposa nos mudamos para o Canada a quase 8 anos atras e lutamos muito nos primeiros anos e tivemos uma vida bem puxada e bem ferrados de grana, com dois empregos e fora de casa das 9am as 2am praticamente todos os dias.
Minha esposa, principalmente sofreu muito no começo, pensando varias vezes de abandonar os planos e voltar para o Brasil mas fomos persistentes e conseguimos superar essa fase. Hoje somos residentes permanentes, temos carreiras razoáveis e uma vida confortável, embora ainda tenhamos problemas com grana, mas pelo menos trabalhamos as 8 horas por dia e não passamos fome.
Meus problemas começaram a mais ou menos 4 anos, não sei exatamente como começou mas a vida começou a perder a graça. Fiz algumas coisas para tentar reconquistar o gostinho de viver, mudei de carreira, fui para programação que é uma area que sempre me agradou muito e sempre fui confiante no que eu fazia, na minha inteligencia e me sentia preparado para encarar qualquer desafio mesmo com pouca experiencia.
Consegui meu primeiro emprego, fiquei muito empolgado e me dediquei bastante nos primeiros 6 meses e aprendi muitas coisas mas alguma coisa sempre estava faltando.
Enquanto estava nesse primeiro emprego minha esposa engravidou, já estávamos tentando a alguns meses, e foi uma época muito boa que ela estava com um humor maravilhoso e mesmo com as mudanças de rotina com o bebe em casa foi uma fase agradável, mas algo sempre tava errado. Eu não percebia na época mas meus amigos se afastaram, não só porque eu parei de procurar todo mundo com um bebe pequeno para cuidar mas também porque eu estava azedo, sendo grosso, pegando no pé dos meus amigos por coisas bobas, brigando por besteiras e fazendo comentários maudozos .
Quando o bebe já estava um pouco maior, voltei a procurar mais meus amigos, os que eu ainda tinha contato mas eu sinto que eu não sou mais o mesmo. Perdi o meu espirito divertido, nunca tenho vontade de falar com ninguém e não consigo mais me dedicar as amizades.
Fora isso, depois que passou a empolgação inicial da nova area, eu perdi a vontade de estudar, fazia o mínimo possível no trabalho por que não tinha mais vontade de fazer nada. Tenho um projeto paralelo que sinto que daqui a pouco meu socio vai pedir pra eu sair, porque mesmo eu amando a ideia do projeto me falta vontade de me dedicar.
Nos outros aspectos da vida eu não tenho vontade de comer, não consigo me concentrar em nada por mais de alguns minutos, não consigo fazer exercícios físicos, não consigo me abrir com as pessoas, parece que minha vida esta passando e eu não estou vendo, nunca lembro de nada, me sinto sozinho e nem mesmo minha esposa e familia fazem ideia o que se passa na minha cabeça. Não consigo mais contar quantas vezes por dia me passa na cabeça que sou um merda e todas as noites eu vou dormir pensando em como seria melhor eu me matar e acabar com isso logo, acho que se não fosse pelo meu filho que precisa de mim, já teria feito isso.
Já procurei ajuda de 3 psicólogos, nenhum me ajudou, sentia que eu falava mais o que eles queriam ouvir do que o que eu deveria estar falando e sai da consulta me sentindo pior do que como entrava. Tentei conversar com meu médico de familia aqui (não posso ir direto para um psiquiatra), ele me disse pra fazer exercícios de mindfulness e ter paciência que as coisas melhoram, , e eu sem a minima vontade de discutir acabei aceitando.
Ainda assim tentei colocar rotinas, fazer exercícios e tratar minha mente, nada nunca passou de poucos dias de vontade e caia no esquecimento, isso foi a mais de um ano atrás e nunca mais tive coragem de voltar pra dizer que não ajudou em nada, sei que ele vai achar que é besteira, vai falar alguma coisa pra eu me sentir ainda pior por ser tao fácil e eu não conseguir, e vou me arrepender de ter ido lá me ‘humilhar’.
Meu casamento não ajuda em nada, as vezes tenho duvidas se a minha esposa esta na mesma situação que eu ou se ela simplesmente parou de se importar comigo. É muitas vezes um relacionamento abusivo por parte dela, e eu por faltar coragem de encarar e brigar, fico calado, aceito a situação e acho que isso deixa a situação cada vez pior, eu fico puto, chateado e penso que nunca mais vou aceitar nada, no outro dia ela é querida e amável e eu penso que não vale brigar e assim as coisas estão indo a anos. Ela tem um temperamento difícil, não deixa nenhuma reclamação passar em vão e não perde a chance de apontar pra mim quando eu faço qualquer coisa errada e me jogar na minha cara que estou errado.
Sempre achei ela uma boa mãe e me deixava feliz ver como ela lidava com o nosso filho.
Assim que o COVID chegou por aqui ficamos de quarentena em casa, ela trabalha em uma escola que foi uma das primeiras coisas que fechou por aqui e eu trabalhava de casa, fui demitido junto com quase todo meu time assim que a empresa viu que o comercio iria fechar.
No começo encaramos como umas ‘ferias’ com a familia toda em casa e foi divertido, mas logo passou e a rotina se tornou muito difícil. Ela mal cuidava do nosso filho, estava sempre cansada e/ou com algum problema (dor de cabeça, dor nas costas, dor de barriga, chateada com alguma coisa, etc), o que me deixou muito sobre carregado cuidando do nosso filho praticamente sozinho, cuidando da casa, procurando emprego e tentando tocar meu projeto paralelo, meses se passaram assim e eu estava a beira de fazer alguma coisa mais radical.
A escola voltou a funcionar por aqui e nas ultimas 3 semanas eu tenho conseguido me ‘dedicar’ a procurar um novo emprego e tocar meu projeto, mas sinto que nunca estive tanto no buraco como estou agora.
Não consigo tocar nada do projeto, não consigo estudar por mais de alguns minutos por dia para as vagas que estou aplicando, não consigo mais conversar com a minha esposa, comecei a jogar como doido nos primeiros dias e agora nem isso tem graça. Simplesmente não sei o que fazer, to me sentindo mais sozinho, inútil, incompetente e sem futuro do que nunca.

Obrigado quem teve paciência pra ler isso tudo
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2020.07.30 23:19 Sigolirous Sobre a galera que não ta transando e se sente triste por isso

Boa noite amigos, então, tenho visto que ultimamente essa discussão ta bem latente aqui e quero por meus dois reais nessa caixinha.
Em 2016 foi quando minha vida sexual teve seu primeiro avanço a passos lentos, eu tinha 14 anos e uma namoradinha, a gente nunca chegou a transar de vdd mas sempre rolava umas mãos bobas e etc. Infelizmente, nesse mesmo ano, comecei a ter sérios problemas de autoestima, e até 2018 não fiquei com mais ninguém e sempre achava que a culpa era minha, eu era gordo d+, eu era bobo d+, eu era gentil d+ e afins. Nessa altura, todos os meus amigos já tinham perdido a virgindade e eu piru continuava intocado por uma vagina. 2019 tinha tudo para ser só mais um ano normal em que eu continuaria me achando um bosta e não pegaria ninguém, entretanto, mudei de escola pra fazer meu terceiro ano e nessa nova escola fiz amigas que elevaram MUITO minha autoestima, nunca cheguei a ficar com elas mas PQP como elas mudaram minha vida. 2019 acabou e eu continuava virgem, muito por culpa da minha total falta de autoestima. 2020 chegou e eu me mudei de cidade pra fazer faculdade, estou atualmente morando em uma república e eu posso dizer que essa foi a melhor escolha da minha vida e aqui começa a parte mais importante desse relato.
Estar cercado por pessoas que elevam sua autoestima fazem seu índice de aproveitamento subir muito, muuuito mesmo. Quando eu resolvi morar na rep, todas as pessoas de lá tinham passado pelo mesmo que eu, pelo menos em algum momento da vida e todas se fizeram dispostas a me ajudar com esse problema. Infelizmente, quando a gente não fica com ninguém, os responsáveis não são as pessoas que nos dão os foras, os responsáveis somos nós e essa é a parte mais difícil de aceitar. Como eu poderia esperar que alguém transasse comigo se eu nem ao menos me cuidava direito? Como eu queria pegar 10 mulheres em uma semana se eu nem saia de casa pra conhecer 10 mulheres?
Esse texto só serve pra dizer que se vc não tem transado com frequência, talvez vc deva mudar um pouco seu jeito de ser e de se comportar (se vc achar que vale a pena, não sou seu pai), se vc n transou ainda, espera que um dia sua hora chega, existe SIM mulheres que dão o primeiro passo e, por fim, se vc não transa e acha que a culpa é das mulheres que te rejeitam, procure um psicólogo.

Um grande abraço do seu amigo Sigolirous
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2020.07.29 17:25 mylows Posso exigir o meu dinheiro de volta quando a garantia não tem um aparelho igual?

Boa tarde a todos!
Vim ao Reddit porque já tentei encontrar resposta a isto e não consigo perceber se se aplica ao meu caso....
Resumindo: Eu comprei um iPhone 8 Plus 64GB Silver na Forall Phones (loja física) por 559€ em agosto de 2019. Com o telemóvel comprei ainda um seguro de 50€. Em maio deste ano acionei o seguro e abri um queixa de sinistro. Como as lojas estavam fechadas, em vez de repararem o meu telemóvel deram-me um novo passado 2 dias. A meio de junho (1 mês depois) o telemóvel apresentou problemas no microfone. Acionei a garantia e entregaram o telemóvel passado umas semanas alegando que o problema estava resolvido. Não estava. Voltei a acionar a garantia e lá foi para o arranjo novamente. Hoje, inesperadamente, recebi um email da seguradora a dizer que me iam substituir novamente o aparelho por um novo e que podia ir buscá-lo à loja. Quando cheguei a loja a senhora disse-me que efetivamente iam substituir o aparelho, mas que ainda não tinham concluído o meu processo. Eu fiquei chateada e exigi explicações. A senhora então ligou para um superior e informou-me que devido a falta do modelo 8 Plus em stock eu teria que pagar mais 60€ para ter um "upgrade" para um iPhone X. Eu disse-lhe que não gostava de telemóveis pequenos e ela deu-me a opção de pagar mais 100€ por um iPhone XR ou mais 200€ por um iPhone XS MAX. A questão é que eu não quero pagar mais. Já me chegou ter pago a franquia do seguro. Não posso exigir que me devolvam o dinheiro que paguei? Já estou há um mês nisto e sinto-me cansada de esperar. Só queria o meu temóvel de volta.
Se alguém poder ajudar ficaria agradecida.
TL;DR: O meu telemóvel apresentou problemas (tinha garantia), a loja não consegue reparar e quer que eu pague mais 60€ para ter um "upgrade" para outro telemóvel que eu pessoalmente não gosto. Posso exigir o meu dinheiro de volta?
EDIT: Para esclarecer a situação do seguro. Eu liguei ao seguro e explicaram-me que como tenho a apólice ativa a loja é obrigada a atualizar as informações com a seguradora. Por isso é que recebi o email do seguro. No entanto o problema do meu telemóvel está relacionado com a garantia. Portanto a loja é que está responsável por resolver a situação.
UPDATE 1: Hoje (30/07/2020) às 10h em ponto liguei a loja a perguntar como ficou tratado o meu assunto. A senhora da loja disse-me que o apoio ao cliente estava a tratar do assunto e que devia esperar para receber um email. Não satisfeita, pedi o número para ligar e tratar já do assunto. Liguei ao apoio ao cliente, expliquei toda a situação (até mesmo a questão do valor do telemóvel ser 559€ e não os 409€ que alegaram). Disseram-me que queriam uma solução sem custos e eu disse que não vou aceitar receber um telemóvel que não me agrada. Estou agora a aguardar que me liguem novamente para me apresentarem soluções. Depois atualizo novamente.
UPDATE 2: Fiquei a espera e não me ligaram de volta. Tentei ligar para lá e não me atenderam. Hoje de manhã (31/07/2020) liguei para lá e atenderam. Disseram-me que eu tinha que provar que comprei o telemóvel por 559€. Digitalizei a fatura e os comprovativos do TPA e enviei-lhes. Disseram-me que agora vão tratar da situação por email... mas cá vos digo que se demorarem muito a responder vou ligar novamente. Farta de esperar!!!
UPDATE 3: Ainda na sexta-feira (31/07/2020) eu liguei para lá durante a tarde e informaram-me que tinham conhecimento do meu email e fiz questão de enviar um segundo email a reforçar. Só me responderam hoje (03/08/2020) de manhã alegando que não conseguem abrir os ficheiros que enviei em formato PDF. Respondi com os ficheiros em anexo em formato PDF e JPEG para não haver confusão novamento e pedi que fossem mais rápidos a responder. Esta tarde tentei ligar para o apoio ao cliente, mas os dois números que me forneceram estão indisponíveis ("O número para o qual tentou ligar não tem voice mail ativo, mande SMS ou tente mais tarde" e desliga). Voltei a enviar um email, desta vez a pedir que agilizassem o meu processo, tendo em conta que já estou sem telemóvel há mais de um mês. Até o momento nenhuma resposta... este pesadelo parece que nunca mais acaba...
UPDATE 4: Hoje (04/08/2020) logo às 10h tentei novamente ligar ao apoio ao cliente e continua indisponível. Liguei então a uma das lojas que estava aberta e pedi que me fornecessem um novo número. O senhor que me atendeu explicou que não têm outro número, mas que podia ligar para Lisboa, indicar o número do meu processo e pedir que entrassem em contato comigo. Dei-lhe o número do meu processo e aguardei. Passado alguns minutos responderam o meu email a confirmar que a minha fatura é realmente de 559€ e até mandaram em anexo a fatura que tinham em sistema. No email também perguntaram para qual telemóvel eu gostaria de fazer um upgrade a partir desse valor. Eu prontamente respondi que quero um reembolso. Responderam logo, disseram que lamentavam a minha decisão e pediram o meu IBAN. FINALMENTE! Quase uma semana depois disto ter começado. Já enviei os meus dados e agora basta aguardar que façam a transferência.
UPDATE 5: Hoje (07/08/2020) FINALMENTE consegui o meu dinheiro de volta! 559€ vou usá-los para comprar um iPhone 11 na Vodafone com o pontos que acumulei hehe
NUNCA MAIS ADQUIRO NADA NA FORALL PHONES E ACONSELHO A TODOS QUE EVITEM AO MÁXIMO.
Agradeço todos os comentários. Ajudaram-me imenso na hora de argumentar! That's all folks :)
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2020.07.27 06:05 b_bast4rz O motivo de ter desistido de relacionamentos

Olá Lubisco, editores, gatas, finados papelões,possível convidado e turma que está a ver.
Espero que estejam todos bem ^^
Bom, eu tinha um pouco de receio de contar essa história com medo de dar algum B.O, mas acredito que se não citar nomes não vai ter problema, plus não tenho nada a perder explanando isso pq a pessoa em questão não acompanha o canal(inclusive falava mal do Luba chamando ele de "chaveirinho de hétero")
A história é beeeeeeeem longa então me desculpem :/
Essa é a história do meu último relacionamento
Antes de conhecer a dita cuja eu namorei outra menina por 4 anos, e foi um relacionamento bem tóxico e abusivo, minha auto estima foi destruída aos poucos ao longo dos anos mas mesmo assim eu continuei com ela pelo medo de abandono, pq se eu era a merda que ela falava que eu era mas ainda tava comigo, sem ela eu não teria mais ninguém. Até que chegou num ponto que terminamos de vez e eu decidi ficar longe de qualquer pessoa, mas a carência falou mais alto e fui me aventurar no Tinder pra conseguir algum rolo. Consegui alguns e tals, até que conheci a Jenny(nome fictício). Ela era linda e tinha muito em comum comigo, tínhamos a mesma idade, nascemos no mesmo mês e os gostos eram idênticos, e curiosamente ela também tinha saído de um relacionamento abusivo(que eu descobri que era mentira, mas conto sobre isso depois) ficamos por alguns meses e eu decidi pedir ela em namoro, e foi aí que minha vida mudou. Todo aquele terror do meu último namoro sumiu e foi só felicidade, era um namoro perfeito, tínhamos planos pro futuro, sonhos e tals e eu achei que daria tudo certo, até que chegamos em 2019. No início do ano ela tinha pedido pra terminar comigo, porque estava duvidando da sua sexualidade(ela era bi, mas tava pensando que era na verdade lésbica) eu entendi a situação e mesmo ficando triste aceitei o término e disse que se fosse pra gente ficar junto a gente ficava. Foram 4 dias separados até que ela voltou atrás e pediu pra voltar, aceitei e as coisas ficaram como eram antes, pelo menos por uns 2 meses. Ela morava numa república com amigos, todos homens, eu conhecia todos e também considerava eles meus amigos, e sabia que eles respeitavam nossa relação, porém um deles, que até então não representava uma ameaça começou a ficar bem próximo dela, achei um pouco estranho no começo,mas confiava nos dois. Mas as coisas começaram a tomar um rumo beeeeem mais estranho, ela chamava ele pra sair pra bares mas não me chamava(não era muito meu tipo de rolê na época, então eu acabava evitando, um erro bem idiota meu), Overwatch que era um jogo que eu comprei pra jogar com ela, ela jogava 2 ou 3 partidas comigo mas ficava horas a fio com ele e pra fechar, filmes que a gente tinha marcado de ver junto ela via com ele. Isso começou a me incomodar muito e eu cheguei q conversar com ela diversas vezes, mas ela sempre vinha com a desculpa de que não tinha nada e que ela via ele como um irmão.
Acreditei, mas ainda sim fiquei receoso por um tempo. Eis que chegou Junho, ela tinha uma apresentação na faculdade e eu estava a caminho pra poder assistir(tinha trocado de curso pro curso dela, não me arrependo mas evitar ela nos corredores foi foda) no caminho ela me disse que depois da apresentação ela ia pra uma boate comemorar e disse que como sabia que eu não queria/não poderia ia ela tava me avisando pra eu não me sentir excluído, então eu decidi ir com ela, pq queria fazer parte de alguns dos hobbys dela e me acostumar com a vida de balada e barzinho, chegando na casa dela antes de sair pra faculdade ela me trancou no quarto dando várias desculpas pra eu não ir pra balada com ela até que eu perguntei se ela queria terminar comigo de novo e ela disse que sim. Perguntei se era pelo mesmo motivo de antes e ela confirmou, mas dessa vez era diferente pq ela tinha perdido a atração fisica em mim. Novamente tentei levar na boa falando que se era isso mesmo era pra ela sair e ver o que ela queria, que se fosse pra gente ficar junto a gente ficaria, mas perguntei se ela tava sentindo atração pelo amigo, e mais uma vez ela veio com a mesma desculpa. Saí do apartamento dela e fui pra minha antiga faculdade acudir uma amiga que tava com alguns problemas, acabou sendo uma ajuda mútua :v
Passou uns dias e eu descobri que na mesma noite que ela me largou ela ficou com o cara. Eu não posso apontar o dedo pra dizer que ela me traiu, pq não tenho como provar, mas algumas situações indicam que sim ela me traiu, mas não vou entrar e detalhes quanto a isso agora.
No dia seguinte do término eu ainda não sabia que ela tinha ficado com o cara, mas tava sofrendo demais, na época eu usava o Twitter e fui la afogar as mágoas de noite enquanto fumava, bebia e ouvia músicas. A Jenny acordou depois da noite de bebedeira e foi ver meu Twitter, onde ela printou um tweet e me mandou, tivemos uma discussão pelo Whatsapp que eu vou postar os prints depois.
Os dias se passaram e eu segui triste e remoendo as coisas, cheguei a perguntar amigos dela se ela tinha comentado alguma coisa sobre terminar antes mas nenhum disse nada, até cheguei a perguntar um dos meninos que dividia o apartamento com ela, que ate então era o melhor amigo dela se ele sabia, mas como ele ainda tava do lado dela na época ele não disse nada. Então tomei coragem e fui atrás da fonte do meu ciúme e perguntei se eles tinham ficado, quando ele confirmou eu desabei no chuveiro chorando, pra piorar ele foi falar com ela, que acabou mandando um áudio admitindo que tinha ficado com ele na noite do término, mas estava extremamente puta comigo pq eu tava me intrometendo na vida dela, sei que depois do término ambas as partes não são obrigadas a dar satisfação, mas como tinha sido um término muito estranho eu queria ir a fundo. Depois de chorar horrores eu tentei me acalmar e falei que tinha ficado bem chateado com os dois, porque eu me senti traído. Foi eu falar isso que ela riu da minha cara e me bloqueou de tudo, e vamos de choro de novo, dessa vez ligando desesperadamente pra ela pra me desculpar, quando ela atendeu eu disse que tava de cabeça quente e não pensava direito, na verdade eu só queria manter ela por perto pq eu ainda a amava e queria tentar voltar, até desconsiderei ela ter ficado com o cara na noite do término pq ela disse que tava bêbada e foi coisa de momento, o que hoje em dia eu obviamente não acredito. Tentei manter isso por algumas semanas, mandei algumas mensagens e numa delas ela disse fez alguns testes psicológicos e descobriu que ela era insatisfeita com tudo, inclusive nosso relacionamento e disse que precisava colocar a cabeça no lugar e que não ia namorar de novo pq tinha que ficar sozinha. Dei esse espaço pra ela, mas a ansiedade falou mais alto e eu liguei de novo, dessa vez pedindo pra voltar quando ela tivesse e sentindo melhor, e me coloquei a disposição a ajudar ela com o que precisar, desde indicações de psicólogos e psiquiatras até medicamentos, e mantivemos uma certa amizade por um tempo, se é que da pra chamar assim, já que era ela responder stories no meu insta.
Quando as aulas voltaram e ela passou por mim pelo corredor, fui ignorado e fui chorar no banheiro. Os meses se passaram e eu ainda tinha em mente que era possível voltar, até que uma amiga decidiu tirar o band-aid da minha ferida e me mostrar alguns tweets dela, onde ela dizia que queria o @ dela deitada na cama e que tava muito apaixonadinha, adivinhem quem curtiu esses tweets? O @ dela, o amigo do apartamento . Dias depois eles assumiram um namoro.

Quando eu descobri que ela tinha assumido o namoro com ele, todas as minhas esperanças foram por água abaixo, tudo o que eu queria era meus mangás e pôsteres de volta, tudo que ela tinha deixado na minha casa eu ja tinha juntado numa sacola e só tava procurando alguém pra devolver, pq eu não conseguia olhar pra cara dela sem sentir um misto de tristeza, raiva e decepção. Finalmente achei alguém pra fazer a troca, entreguei a sacola pra uma amiga em comum e ela devolveu pra mim, ficaram faltando os pôsteres então ela entregou outra sacola pra menina, junto dos pôsteres, uma carta em resposta da que eu tinha escrito em Junho quando ainda tinha esperança de voltar(a troca rolou no início de Outubro), nessa carta ela dizia que não acreditava em nada do que eu tinha escrito pelas coisas que eu tava falando dela pelo Facebook, o que na verdade foi uma indireta pra minha outra ex, já que eu tinha ficado sabendo que as duas tinham conversado e a abusiva disse que eu era o monstro a relação e que ela sempre tentou me ajudar. Vou passar por isso rapidamente, a ajuda dela eram ameaças de término se eu não fizesse o que ela queria, seja entrar na faculdade, arrumar um trabalho ou tirar carteira, e como minha mente já tava toda fudida pelos outros abusos, meu medo de abandono gritava enquanto eu tentava fazer o que ela me mandava, que quando sem sucesso ela ficava puta. O post no FB era um print do Twitter dizendo "todo mundo é tóxico menos você né? Anjo perfeito enviado dos céus", desbloqueei minha ex abusiva exclusivamente pra ela ver isso, mas acabou atingindo outra pessoa, mas se a carapuça serviu eu não posso fazer nada.
Sabendo que ela via meus posts de alguma forma, deixava alguns posts em público, queria que ela visse que eu tava desapontado com o que ela fez, e também queria me lembrar pra sempre do que acontece quando a gente se entrega pra alguém. Esses posts levaram a uma situação onde uma amiga dela pegou todos e printou e postou no Twitter pra me ridicularizar, e chamou a Jenny pra bater palma pra isso, quem me disse isso foi o melhor amigo dela, agora não mais já que eles brigaram. Com essa situação eu decidi pegar vários áudios que minha amiga tinha salvo a minha ex metendo o pau dessa amiga por conta do show do BTS e fiz um vídeo, mas não postei em lugar nenhum, deixei salvo aqui esperando algum outro post escroto.
Hoje eu acho que nem postaria, pq só quero ficar em paz, a menos que tenha alguma outra situação do tipo, pq não vou ficar calado.
Sobre o relacionamento abusivo dela, como ela foi atrás da minha ex, tomei a liberdade de fazer o mesmo um tempo depois e disse as coisas que ela falava dele, o que ele me disse foi que ela dizia a mesma coisa de outro ex. É como se fosse um ciclo vicioso, ela namora uma pessoa, se arrepende e essa pessoa vira um monstro que ela conta pros outros namorados pra eles sentirem pena.
Enfim, quero finalizar aqui dizendo à todos que eu não odeio ela, mesmo o ódio sendo negativo ele é um sentimento forte demais pra sentir por alguém que te fez tanto mal, só fico desapontado com o que ela fez comigo, eu fui sincero com ela falando o que eu passei por 4 anos em outro namoro e ela me disse que também passou em um, éramos duas pessoas quebradas e na minha mente os pedaços faltando de ambos se completariam, mas não é assim que funciona e não foi isso o que ela fez. Ela viu o quanto eu era quebrado mas decidiu quebrar mais, não só isso, fazendo isso ela tirou completamente minha capacidade, minha coragem e minha vontade de amar, eu real não consigo me entregar de novo pra ninguém, pra me lembrar disso pra sempre uso uma aliança preta representando o luto. Se você leu até aqui, muito obrigado de verdade, eu sinto que tirei um peso gigante das costas com isso, grato pela atenção de todos.
Os prints estão no Imgur e o tem um áudio e um vídeo que não deu pra postar, depois eu dou um jeito de mostrar pra vocês ^^
https://imgur.com/7tESoww - Discussão que tivemos no dia seguinte
https://imgur.com/nWl5UDt - Quando eu descobri que ela ficou com o cara
https://imgur.com/A85izEl - As cartas
https://imgur.com/tCDNS2b - Conversa com o ex dela
https://imgur.com/feDWFhP - História que ela inventou no TT. Pra mim ela tinha dito que era a mãe que traía o padastro depois do divórcio, mas ela quis queimar o pai dessa vez não sei pq.
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2020.07.23 10:19 diplohora Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte III – A PREPARAÇÃO INTRODUÇÃO pt 4

Há três tipos de candidatos no CACD: os que sabem muito, os que sabem um pouco e os preguiçosos. Os aprovados vêm, sempre, de um dos dois grupos iniciais (ainda que muita gente desses dois grupos fique de fora, por motivos óbvios de limite de vagas). Os preguiçosos não passam pelo simples motivo de que mesmo uma metodologia de estudos mais objetiva e pragmática, como a que eu indicarei a seguir, n~o tem o objetivo de “levar com a barriga”. Mesmo se você fizer cursinho de todas as matérias e ler todos os textos e livros recomendados, há grande possibilidade de não passar por outra razão também muito simples: o que mais importa é o estudo individual. Sozinho, o cursinho não aprova ninguém. Não ache que só fazer o cursinho adiantará muita coisa. Veja como os cursinhos são lotados e quantos candidatos passam por ali, todos os anos. De todos esses, apenas uma parcela pequena é aprovada, e, sem dúvida, você não encontrará preguiçosos nessa parcela. “Ah, mas eu conheço Fulano que passou, sem estudar muito”. Tudo bem, mas não estudar muito não é sinônimo de ser preguiçoso. Preguiçoso é quem acha que fazer o mínimo já está de bom tamanho, e não está.
Para ser aprovado, saber é importante, mas mostrar que sabe é fundamental. Eu disse que passam dois tipos de candidatos, os que sabem muito e os que sabem um pouco, porque só saber algo também não significa nada. Uma pessoa que soubesse todas as matérias do concurso de cor poderia não ser aprovada, e um sujeito que estudou um pouco de cada coisa pode passar. Para a primeira fase, não há muito segredo. O estilo do Cespe é cruel, e sei que muita gente boa fica de fora, mas são as regras do jogo. Infelizmente, não há melhor estratégia que estudar bastante e resolver provas anteriores. Nas provas discursivas do CACD, o que faz a diferença é sua capacidade de demonstrar conhecimento (mesmo que você não o tenha). Em algumas questões da terceira fase, por exemplo, você para e pensa: “o que é isso? Por onde vou começar? Nunca ouvi falar disso”. É nessas horas que a diferença entre o que você sabe e o que você consegue transmitir importa muito. A forma de apresentação das respostas, a sequência lógica de ideias, sua argumentação, tudo isso pode ser mais importante que o conteúdo que você está transmitindo. Muitos podem achar que isso significa que você tem de “escrever difícil”, o que n~o tem nada a ver. Um texto bom e claro n~o tem de ser difícil de ler e cheio de expressões “eruditas”, pelo contrário. O que, realmente, faz a diferença e garante a aprovação, de acordo com meu ponto de vista, é sua capacidade de demonstrar conhecimento, mesmo que você não o tenha, de maneira clara e sintética. Para isso, há estratégias distintas em cada uma das fases do concurso, o que será detalhado a seguir.
Depois de ser aprovado na primeira fase, você tem muito pouco tempo de estudo até a segunda, o que faz essencial começar a preparação para a prova de Redação o quanto antes possível (assim que você conferir o gabarito provisório e perceber que está próximo à média estimada para aprovação, normalmente acima de 60%, comece sua preparação). Não invente de ler todos os livros clássicos da literatura brasileira nesse período curto de preparação. Seja pragmático: a essa altura do campeonato, acho que apenas apostilas ou livros de ensino médio de Literatura e o Introdução ao Brasil: um Banquete nos Trópicos (Lourenço Dantas Mota) podem valer a pena. Não li nenhum livro da bibliografia antiga (Darcy Ribeiro, Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda e companhia), só estudei pelos livros indicados acima. Mais detalhes serão dados na Parte IV. Na segunda fase, uma das coisas mais importantes é não errar gramática. Atenção aos três erros mais comuns dos alunos no cursinho preparatório para a segunda fase: regência (incluindo uso do acento grave), colocação pronominal e pontuação (especialmente a vírgula). Para isso, faça todos os exercícios propostos no cursinho preparatório (por mais chatas que sejam as propostas), veja o máximo de espelhos antigos que conseguir (não consegui quase nenhum, apenas alguns muito antigos, que não serviram para muita coisa; de preferência, veja espelhos com vários erros, para você aprender o que não deve repetir).
Aproveitando o assunto “espelhos de prova”, minha opini~o é que s~o muito úteis para as provas de idiomas: Redação/Português, Inglês, Espanhol e Francês. Para as demais provas, acho bastante inúteis. Em primeiro lugar, nas provas discursivas de Política Internacional, de História do Brasil, de Geografia, de Direito e de Economia, não há nenhuma marcação feita pela banca corretora. Assim você não sabe o que está certo e o que não está, o que foi valorizado pela banca e o que foi apenado, nada disso. Para essas matérias, muito mais úteis que os espelhos de prova são as respostas selecionadas nos Guias de Estudos publicados anualmente pelo IRBr (todos os Guias de Estudos, desde o de 1996, est~o disponíveis na pgina do “REL UnB” (http://relunb.wordpress.com). As respostas selecionadas são aquelas que corresponderam ao que a banca julgou ser a melhor resposta fornecida à questão por um dos candidatos aprovados. Assim, você saberá o estilo de escrita, a organização e os argumentos preferidos da banca corretora. Minha recomendação quanto aos Guias de Estudos é: leia, estude e faça um fichamento de todos os guias mais recentes (antes de 2003 não é tão importante, mas pode valer a pena passar o olho nas questões, pelo menos). Esse fichamento será muito útil nos estudos de revisão para a terceira fase. Para a prova de Redação, é evidente que não é necessário fichar as respostas, mas ter uma noção dos conteúdos cobrados pode ser importante. Na segunda fase de 2011, havia uma questão sobre preconceito racial. Como eu me lembrava de haver visto, na prova de segunda fase de 2010, uma quest~o sobre o “equilíbrio de antagonismos” em Gilberto Freyre, adicionei essa referência em meu texto, o que parece ter agradado a banca, já que foi minha melhor nota de texto (fiquei com 18,07/20 nesse exercício – 10/10 em Gramática e 8,07/10 em Texto). O espelho de minha prova de Redação está disponível no “REL UnB”, indicado anteriormente.
Depois que você fizer a segunda fase, terá muito tempo até o resultado provisório, e é fundamental não esperar o resultado final da segunda. Comece a estudar para a terceira fase no dia seguinte à prova de Redação, como se já houvesse passado. É claro que muitos ficam ansiosos com a expectativa do resultado da segunda fase, mas não há mais nada que você possa fazer para essa etapa. As provas já estão nas mãos da banca, o que você precisa e deve fazer é procurar voltar toda a atenção para os estudos das matérias da terceira fase (e da quarta também, obviamente). Deixar para estudar só depois do resultado da segunda fase é enorme perda de tempo. Mesmo que você não seja aprovado, já adiantará os estudos para o concurso seguinte. Conhecimento nunca é perdido.
Passada a segunda fase, acelere o ritmo ainda mais. É muito cansativo e desgastante, mas, depois que a terceira fase começa, o tempo voa. Dividi meus estudos para a terceira fase em dois períodos: até uma semana antes do primeiro fim de semana de provas, continuei sistematizando meus fichamentos, buscando dados mais atuais de Geografia e de Política Internacional, fazendo os últimos fichamentos dos Guias de Estudos antigos etc.; na segunda-feira da semana da primeira prova, comecei a revisão das matérias daquela semana. A seguir, vou dar mais detalhes de minha preparação ao longo das semanas de terceira fase, mas, antes de tudo, deixo claro que a ordem das provas pode mudar de um ano para outro (o que acontece frequentemente).
Nosso primeiro fim de semana de provas era História do Brasil no sábado e Inglês no domingo. De segunda a sexta-feira, estudei apenas História do Brasil dia, tarde e noite. No sábado, após a prova de História do Brasil (todas as provas da terceira fase foram das 9h às 13h), almocei e estudei um pouco de Inglês (apenas revisei alguns exercícios que havia feito no curso preparatório para a terceira fase e gravei algumas palavras e expressões úteis para a redação). Inglês é um conhecimento de mais longo prazo, não senti necessidade de estudar durante a semana. Foquei só em História do Brasil mesmo.
O segundo fim de semana de provas foi de Geografia e de Política Internacional. Como Geografia é bem menos conteúdo, comecei a semana alternando as matérias, com Geografia na parte da manhã e Política Internacional à tarde e à noite. Na terça-feira, percebi que isso não ia dar certo, pois era muita coisa de Política Internacional, então deixei quarta e quinta-feira só para PI, e a sexta-feira foi só de Geografia. No sábado, naturalmente, estudei PI à tarde e à noite.
O terceiro fim de semana de provas foi de Direito e de Economia, somados às duas provas da quarta fase. Como tenho facilidade com Economia, estudei só Direito de segunda a sexta-feira. No sábado, após a prova de Direito, estudei apenas a parte de Economia Brasileira. Espanhol e Francês eu revisei apenas algumas poucas notas do caderno no domingo mesmo, entre a prova de Economia e as provas de línguas.
Nas semanas de revisão, acho que foi fundamental, em primeiro lugar, esquecer a possibilidade de ler qualquer livro novo ou coisa parecida. Eu já estava com todos os fichamentos de livros e de artigos que queria fazer prontos e passei a semana inteira lendo-os exaustivamente, grifando, decorando, revisando os fichamentos dos Guias de Estudos etc. Li artigos novos na semana da prova, sim, porque eu sabia que eram indispensáveis (e todos os que li o foram; li apenas para História do Brasil e Direito, e eles estão indicados na Parte IV), mas ler livros inteiros ou artigos que você acha que podem ser úteis pode ser enorme prejuízo.
Imprimi todos os fichamentos de livros e de artigos que eu tinha e fiz uma apostila enorme que eu carregava para todo lado. Nos dias das provas, lá estava eu com a apostila de fichamentos, lendo até o último segundo antes do início da prova.
Na realização das provas de terceira fase, acho que, em meu caso, duas coisas foram importantes para um resultado positivo: fazer letra pequena e escrever até a última linha, em todas as questões. Ainda que você não dê conta de tudo o que a questão exigia, é mais provável ter alguma coisa ali que salve. Todo mundo está cansado de saber que prova discursiva não mede, necessariamente, quem sabe mais, mas quem, além de saber alguma coisa, faz prova melhor (ou seja, quem sabe demonstrar conhecimento, ainda que não o tenha). Para isso, não há segredo. Vou insistir mais uma vez quanto à letra. Faça letra pequena na terceira fase11! Não precisa ser aquela coisa mínima que ninguém consegue ler, é óbvio, mas não faça letra grande (minha média é de 10-13 palavras por linha, acho que é um tanto razoável; menos de 10 pode ser preocupante). Você pode falar bastante coisa que não tem muito a ver com a pergunta, mas, pelo menos, o corretor verá que há muita informação ali. Lembre-se de que a forma é algo muito importante na terceira fase, tão ou mais importante que o conteúdo. Por isso, não adianta muito só responder a pergunta diretamente. Exemplificar, fazer correlações, mostrar conhecimento é, sem dúvida, muito importante.
Se você ficar nervoso na hora da prova, não sei no que posso ajudar nesse sentido, pois sou bem calmo, não sei o que é ficar nervoso antes de prova, faço-as na mesma tranquilidade que as faria se fossem em minha casa. De todo modo, acho que, se o nervosismo bater, o melhor pode ser pedir para beber água ou para ir ao banheiro, respirar fundo e essas coisas todas que eu não sei se funcionam de verdade, mas tome cuidado com o tempo. Muitos candidatos têm de fazer conclusões apressadas, pois o tempo pode ser escasso. Ao contrário do que muitos falaram, entretanto, tive tempo de sobra em todas as provas da terceira fase, mas reconheço que alguns gastam mais tempo, então cuidado com o relógio.
📷Uma coisa para a qual o cursinho preparatório para a terceira fase foi muito útil foi, especialmente, nas matérias de Política Internacional e de Direito. Os professores Paulo Afonso e Tanguy (PI), do Rio de Janeiro, e Ricardo Victalino (Direito), de São Paulo, deram dicas e palestras fantásticas, aproveitei muito do que me falaram, para responder as questões da terceira fase, ainda que indiretamente. Em Política Internacional, conceitos básicos sobre a política externa brasileira atual e as relações do Brasil com a Argentina e com a China, por exemplo, foram fundamentais em três das quatro questões da terceira fase. Em Direito, algumas considerações a respeito das teorias do Estado Constitucional Cooperativo, de Peter Häberle, e do Constitucionalismo Global, de J. J. Gomes Canotilho, foram muito úteis em duas questões da terceira fase (no “REL UnB”, h alguns artigos sobre essas teorias). Além disso, o Ricardo também sugeriu um artigo excelente, que me foi muito útil para outra questão da terceira fase, que envolvia o Órgão de Apelação da OMC (artigo: Efetividade do Orgao de Soluçao de Controversias da OMC: uma analise sobre seus doze primeiros anos de existencia e das propostas para seu aperfeiçoamento "de Marcelo Dias Varella – foi esse o artigo que, como mencionei anteriormente, li na semana da prova; eu tinha certeza de que seria importante, logo não foi perda de tempo). Nas demais matérias, muita coisa foi útil também (o professor de Economia Daniel Sousa, do Rio de Janeiro, chegou a “acertar” duas questões da prova; o professor de História do Brasil, João Daniel, também havia dado aula sobre todo o conteúdo da primeira questão da prova da terceira fase, além de algumas considerações sobre parte da segunda questão; o professor de Geografia, Thiago, também “acertou” uma questão que resolvi só com base na aula dele e ganhei pontuação integral nela)12.
11 Na terceira fase, só não é necessário na prova de Inglês.
12 Os professores do Rio de Janeiro e de São Paulo a que me referi nesse parágrafo deram aulas e palestras (presenciais ou telepresenciais) no cursinho em Brasília.
Apesar de todos esses aspectos positivos, acho que é fundamental dizer, e os próprios professores dizem isso nas aulas, que cursinho para a terceira fase não é santo milagreiro. Isso significa dizer que, ainda que acertem alguns conteúdos que serão cobrados nas provas, alguma coisa acabará passando, o que implica o fato de que a maior parcela de responsabilidade com relação aos estudos para a terceira fase está com os próprios candidatos. Além disso, mesmo quando acertam o conteúdo das questões, isso pode não significar muita coisa, já que é necessário, também, que os candidatos saibam expressar o que aprenderam de maneira clara e objetiva, nos moldes apreciados pela banca. Algum tempo antes do concurso, eu tinha a ilusão de que o cursinho de terceira fase seria o remédio para todos os males, mas sinto desapontar aqueles que também achavam isso. É importante? Sem sombra de dúvida, sem o cursinho para a terceira fase, meu rendimento teria sido bem abaixo do que foi, talvez nem fosse aprovado. De todo modo, só cursinho não aprova ninguém. A maior parte da responsabilidade pelos estudos está, em qualquer fase do concurso, com você. É exatamente por isso que julgo primordial saber estudar (o que implica saber como e o quê estudar).
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2020.07.16 04:17 willtospeakless Blues sozinho

Hoje já faz 4 meses e eu continuo aqui ouvindo esse blues sozinho.
Na verdade faz mais tempo. A questão dos 4 meses é pra dizer que de lá pra cá as coisas só pioraram. Os 30 estão quase chegando e eu nunca encontrei ninguém especial pra dividir momentos comigo, tem pouco mais de 2 anos que me descobri bissexual. Achei que isso iria facilitar, afinal se eu tenho mais opções as chances também aumentam. Mas isso me causou tantos mais problemas que meu terapeuta esta ai que não me deixa mentir. Eu ainda não sei se me aceito bissexual. Na minha última sessão, antes do carnaval, meu terapeuta me fez uma pergunta que esta ecoando até o momento: "Você tem vergonha de ser bissexual e ficar com rapazes?". Passei minha vida inteira sendo hétero com aquele ~interesse~ e curiosidade em homens, foi-se a hora de eu me apaixonar por um cara que me fez descobrir bi.
De quando eu sai do armário peguei uns caras também, mas eu ainda depois de tudo isso continuo ouvindo esse blues sozinho.
Ano passado eu fiz uma viagem incrível, conheci duas pessoas que eu queria muito que ficassem na minha vida. Ela foi a pessoa mais divertida que eu conheci nos últimos anos, dava pra sentir a inocência dela emanando de uma forma amável sem contar que todos os momentos que dividi com ela foram incríveis, mas eu fui embora, voltei pro Brasil e ela ficou la. Só de lembrá-la eu abro um sorriso e o coração fica quentinho. No meu último dia lá ela me deixou um bilhete de despedida, porque não ia conseguir me ver. Eu guardo esse bilhete na minha carteira até hoje. As vezes eu leio pra tentar resgatar um pouco daquele sentimento.
Mas eu vim pra casa e agora estou ouvindo esse blues sozinho.
A outra pessoa que eu conheci foi um cara. Eu até hoje não consigo explicar o que houve. Eu nunca construí uma conexão tão rápida com alguém, ele simplesmente chegou no meu quarto no hostel um dia depois de eu ter chego e começamos a sair juntos a partir daí, coisa de 15 dias seguidos. O engraçado é que ele era um cara mega atraente, pegada top model, porém senti ZERO atração por ele. Eu disse que era bi, ele falou: ta e daí?. Nessa viagem eu passei por uma das situações mais difíceis da minha vida, enquanto eu estava lá viajando e curtindo meu pai estava sendo operado. Eu já sabia que isso acontecer. Eu viajei para outro país a 9000km de distância ciente disso. Mas houve uma complicação e o procedimento no qual ele se submeteu não foi bem sucedido, apesar de ele ter sobrevivido. Eu recebi essa notícia eram 2AM do meu fuso. Esse cara acordou e ficou do meu lado sem falar uma palavra. Foi o gesto mais legal que fizeram por mim nos últimos, sei la, 10 anos. No mesmo dia, quando voltávamos de um passeio, ele pediu pro motorista da van deixar eu conectar meu bluetooth e tocar as minhas músicas para me animar. Cara... ele foi um amigo. Eu tenho uma conexão forte com música. Isso melhorou minha vida de uma forma que não consigo expressar. Mas o tempo passou, ele voltou pro país dele e eu estou por aqui.
As vezes falamos por Facetime, é bem divertido. Mas hoje eu estou aqui ouvindo esse blues sozinho.
Parece que a vida gosta de pregar peças comigo. Eu me apaixonei por um cara que eu não posso ter. Ele é uma pessoa que me admira demais, mas somente no âmbito profissional. Enquanto isso eu fico aqui sonhando em um dia pegar esse cara, jogá-lo na parede e beijá-lo como se fosse a última coisa que eu fosse fazer. Enquanto eu passo o tempo pensando nele, aqueles contatinhos foram se organizando e está todo mundo encaminhado. Com um parceiro, morando junto, casando...
Meus 30 estão chegando e eu continuo aqui ouvindo esse blues sozinho tomando meu chá (poderia ser um Whisky pra adicionar mais uma camada de drama nesse post) , tentando não pensar muito no dia de amanhã pq vai ser igual ao de hoje mesmo.
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2020.07.15 16:15 IlShiroll Me sinto confuso sobre meu relacionamento

Olá pessoal sou novo aqui. Mas enfim a tempos venho tendo um relacionamento muito estranho se assim podemos dizer, bem no começo estava ótimo e tals mas hoje em dia parece que não estamos mais tão próximos. Como estamos de quarentena não nos vemos a um tempo consideravel porém mantemos contato através de chamadas de video e etc. Mas agora sinto que está bem estranho o fato de que minha namorada entra em call com os outros "amigos" dela e não faz mais questão de falar comigo. Por exemplo posso citar ontem onde estávamos em call e eu tive que sair para ir no banco, ela disse que quando eu voltar poderiamos voltar para a chamada porém quando voltei ela estava com esses amigos (que também são meus amigos mas não me chamam para nada enquanto chamam minha namorada que conheceram por mim) e ela disse que estava ocupada e não poderia vir comigo mas como a sala da chamada tava cheia eu não podeira entrar. Até ai okay não curti muito mas não falei nada. Quando chegou a noite que tinhamos combinado de ver um filme juntos ela me diz que estava jogando com uma amiga dela e que já vinha, por fim ela apareceu 3 horas da manhã... eu realmente não sei oque sentir fico feliz por ela conseguir falar com outras pessoas (antes ela travava ao tentar falar com alguem) porém me sinto um pouco deixado de lado. Enfase que já pensei em falar sobre isso com ela mas toda vez que digo algo do tipo ela começa a ficar emocionada entre outras coisas. Realmente não sei oque fazer.
Sei que ficou grande mas sinto que pecisava falar isso desculpem
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2020.07.07 17:09 lokiable Eu estou errado? Não consigo mais viver com isso!

Aviso: Algumas especificidades foram mudadas pra manter a privacidade dos envolvidos.
CONTEXTO
Faz alguns meses que uma colega de trabalho chamada Clara me convidou pra trabalharmos num projeto juntos de podcast que duraria por tempo limitado durante a exibição de uma série de tv. Nós faríamos a cobertura dessa série de TV.
Durante a fase de planejamento rolou tudo muito bem, Clara é uma pessoa com muito mais tempo na área que eu, mais experiência e mais organizada. Ela tomou iniciativa de procurar patrocinadores, o que acabou não se concretizando. Mas por isso me senti muito grato pela oportunidade, ainda mais porque acompanhava o trabalho dela antes. Isso nos deu a chance de nos aproximar e formar um grupo de amigos que sempre se via, quase toda semana, na casa dela.
O PROBLEMA
Quando o projeto começou a rolar, os resultados não estavam sendo tão bons em número, mas ia rolando. Como eu faço várias vezes nos meus próprios projetos, se o resultado não vai indo bem eu ajusto, mudo horários, repenso o formato. E foi isso que sugeri na época e fizemos várias vezes. Ela concordou.
Em determinado dia, perto do fim, Clara pediu pra adiar o dia marcado de gravarmos. Tudo bem.
No dia seguinte, Clara disse não estar muito afim de trabalhar e queria descansar. Eu compreendi, e acabou que oo grupo de amigos (comigo) se reuniu na casa dela pra conversar e jogar. O problema é que isso deixou a gravação pro dia que precisava sair (muito em cima da hora).
No terceiro dia acordei me sentindo muito mal, mandei mensagem pedindo pra atrasar algumas horas e eu tentaria descansar mais um pouco. Passaram as horas e não melhorei. Ela me manda mensagem "se não for gravar hoje me avisa que eu gravo sozinha aqui logo", e eu respondi "se estiver ok pra você, tudo bem!". E foi o que ela fez.
Mas logo em seguida me mandou uma série de mensagens, insinuando que eu não era responsável, que havia mentido e não fui gravar porque queria produzir outro conteúdo que me renderia mais (o que não era verdade). Chegou até a dizer "A gente é amigo e tal, mas profissionalmente não rola mais". Eu imediatamente pedi desculpas porque além de me sentir mal fisicamente, me sentia culpado por ter deixado ela na mão. Demorou alguns minutos pra eu entender que não estava errado, pelo menos não na minha percepção.
Nos dias seguintes tentei conversar com ela, mas ela mal respondia dizendo estar ocupada, e não parecia se preocuoar com o ocorrido.
Sondei alguns amigos do grupo, individualmente, relatando que estava preocupado com ela estar chateada comigo. E isso resultou neles comentarem com ela, e ela me procurar pra conversarmos brevemente. Tudo que ela disse foi: "Ah, foi um mal entendido. Mas tá tudo bem." E eu: "Ah, que bom. Então tudo bem."
Mas porra, espera. Pra mim não tá tudo bem!
Eu pedi desculpas na conversa por me sentir culpado, e isso é erro meu. Mas quando eu disse que estava mal, o que ela fez no dia foi pensar o pior de mim e me acusar diretamente de ser irresponsável e passar ela pra trás. Isso não é algo que esperaria de uma amiga. Quando penso, minha maior irresponsabilidade em todo projeto foi chegar bem em cima da hora em alguns dias, o que não considero um pecado uma vez que era eu quem ia na casa dela e moramos em São Paulo. Eu acho que ela deveria desculpas!
ESTOU ERRADO?
Ainda a encontro esporadicamente por compartilharmos alguns amigos, mas não é a mesma coisa pra mim.
Meu posicionamento é de querer me afastar dela, e só ser social profissionalmente. Porém, esse assunto inacabado me incomoda até hoje.
Devo procurar ela e conversar sobre o assunto, mesmo meses depois do ocorrido?
Contei a história pra Ana (uma amiga) que julgo muito sensata, e não conhece Clara, e Ana me sugeriu que deixasse pra lá. Porque algumas pessoas simplesmente não tem a "mente leve" e estão sempre pensando o pior sobre os outros.
Mas deixar pra trás não é fácil. Fico angustiado com isso até hoje. Talvez por não ter muitos amigos e essa treta separar o único grupo de amigos que tive desde que me mudei pra cidade. Queria uma resolução, mas não sei se falar com ela resolve ou é bom.
Ps1: Ela e eu temos namorados e todos saíamos juntos. Sempre houve respeito entre a gente. Então isso nunca pareceu, pra mim, um dos problemas.
Ps2: Os resultados que eu não estava achando muito bons e queria melhorar, reparei depois, que eram resultados que ela tinha normalmente. Então uma das coisas q cogitei foi que ela se sentia diminuída de alguma forma pelas minhas observações. Durante o projeto, pareceu que eu era o chato dos números, mas pensando pra trás lembro de várias vezes em conversa casual ela se comoarar com "ex-amigos" que tinham resultado pior que ela.
Ps3: Cláudio (amigo do grupo de amigos), amigo mais dela que meu, começou a agir de forma muito hostil perante a mim nas redes sociais depois do ocorrido. Pode haver mil motivos, que eu não sei. A questão é que já vi eles falando mal de várias pessoas nas reuniões de amigos, pessoas com quem eles até são cordiais pessoalmente, mas pelas costas... Então não consigo parar de pensar que agora eu posso ter me tornado uma dessas persona non grata.
Ps4: Poucas semanas depois do ocorrido, depois ela dizer que estava tudo bem, Cláudio saiu do grupo do Whatsapp da galera e logo Ana também saiu. Perguntada o que houve, ela se esquivou da resposta. Mas dias depois o grupo de amigos se reuniu na casa dela novamente, sem me chamar.
Não consigo pensar na coisa mais terrível que eu fiz pra merecer isso. Será que eu fiz alguma merda sem perceber e ninguél me disse? Eu fui cortado do grupo por uma narrativa que ela criou? Eu fui inserido no grupo por puro interesse profissional e agora sou inútil?
O que devo fazer?
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2020.07.06 00:45 dukaymon Ou os dois são loucos ou nenhum é.

Dia 1: Mário pega no carro e foge, saindo do concelho.
Dia 2 a dia 10: após abandonar o carro num parque de estacionamento a 230 km de casa, Mário esconde-se num pinhal e aí fica até acabaram as poucas latas de comida que trazia na mochila.
Dia 11 a dia 33: alimentado-se de frutas e vegetais que vai roubando de campos agrícolas e sem nunca ficar no mesmo sítio mais do que um dia, Mário encontra-se já a 300 km de casa, perto da fronteira.
Dia 33 a dia 77: sem se atrever a aproximar-se da civilização, por medo que o reconheçam (e não só), no meio do mato Mário encontra refúgio num casebre abandonado, envolto em silvas e arbustos, que funcionam como camuflagem, impedindo que mesmo o transeunte mais atento pudesse vislumbrar o edifício aí escondido. Na praia deserta que fica a 500 metros do local, Mário obtém o alimento que precisa e bebe a água da chuva que se acumula num pequeno tanque decrépito atrás do casebre.
Dia 78: Mário tenta pôr fim a tudo.

"Desculpem-me o mal que vos causei", lia-se na carta, "mas quero que saibam que, tal como rio rebenta o dique e inunda os campos em seu redor, se vocês sofrem por minha culpa, é porque não consegui conter em mim tanto sofrimento."
Dobrou a folha ao meio e deixou-a sobre um banco. Uma lágrima tinha esborratado o texto, deixando uma das palavras totalmente ilegível e, de forma parcial, a palavra que lhe antecedia e a palavra seguinte, mas ele nem reparou. Também não interessava, provavelmente ninguém iria descobrir aquela carta.
Levantou-se, saiu do casebre e caminhou nervosamente até à arriba de onde decidira que haveria de ser conduzido pela gravidade até ao abismo álgido e salgado que o tinha vindo a seduzir sempre um pouco mais de cada vez que o contemplara.
Era um dia ventoso e borralhento, mais ventoso ainda à beira mar, no cimo da falésia. Lá em baixo o mar castigava as rochas impassíveis que outrora haviam estado cobertas por um amplo lençol de areia.
Mário olha para baixo e murmura sofridamente:
-Como é possível que isto já tenha sido uma praia, e eu tenha sido tão feliz nela!
E não contém as lágrimas quando à mente lhe vêm as imagens dos longos e soalheiros dias de verão passados naquele lugar com os amigos, na adolescência.
Vinte anos separavam essas memórias do presente, vinte anos que, a bem dizer, pareciam cem ou mesmo vinte anos vividos por uma pessoa diferente, de tão antipodal era o seu estado de alma na altura em que decide suicidar-se, face à alegria, a energia e o fulgor do seu espírito na juventude.
Mário tentava sempre, quando ainda fazia um esforço para não desistir de viver, impedir-se de recordar esses bons momentos do passado, por saber que lhe agravavam a dor do presente. "O mau não parece tão mau a quem nunca conheceu o bom. Tomara que nunca tivesse experimentado a felicidade!", pensava ele.
Mas agora que está prestes a acabar tudo, que mal advinha de deleitar-se uma última vez com o sol e o calor desses Verões longínquos? A dor terminaria em breve.
- Seja esta a minha última refeição de condenado, um festim para as sensações! - disse ele.
A sua mente é então invadida por todas essas boas recordações que tanto procurara reprimir: as gargalhadas de fazer doer a barriga, os planos e objectivos idílicos para o futuro, a descoberta do prazer da sexualidade, as fogueiras acendidas pouco antes do Sol mergulhar no mar, com o intuito de obrigarem a praia a dar palco à sua puberdade até durante a noite.
Mário trauteia uma música da adolescência, de um desses Verões insuportavelmente felizes, e conforta-se com acreditar que dentro dos vãos e grutas daquela defunta praia ainda é possível ouvir o eco da sua melodia.
No alto do precipício o vento fustiga-o, e ele, de olhos fechados, imagina-o como sendo os seus amigos a saltarem para cima dele em jeito de brincadeira.
Esteve assim largos minutos, a colher quanta felicidade podia colher de um campo de alegrias já ceifado há muito. Até que a noção do presente retorna, para converter essa alegria em suplício: a realidade desesperante que põe fim à miragem de um oásis.
A chuva começava a cair tímida e lentamente, mas era perceptível que se estava a tornar ligeiramente mais forte a cada minuto que passava. Mas o vento, pelo contrário, seguia o sentido oposto ao crescendo da chuva.
-Ah, sim, o último banho do meu último dia de praia - diz Mário sarcasticamente, no seu habitual exercício de auto-comiseração, levantando a cabeça para encarar a chuva.
- Basta! - resmungou ele, cheio de repulsa de si mesmo, por não conseguir deixar de tratar com sarcasmo nem mesmo aquele que era o momento mais sério da sua vida.
Dito isto, baixa a cabeça, fita o abismo, vendo o mar que parecia aumentar de fúria, ofendido com a indiferença dos rochedos, e, sem ponderar um segundo, por medo que a coragem lhe viesse a faltar, dá aquele que pretende que seja o último mergulho da sua vida.
Mantém os olhos fechados e sente nos ouvidos o assobio do ar, que sobrepõe-se ao som da ira do oceano. E assim vai descendo, até que, de súbito, vê as memórias da sua vida, que naquele derradeiro momento parecem-lhe mais vívidas do que alguma vez pareceram, darem lugar a memórias estranhas e alheias a tudo o que vivera, e mas mais bizarro ainda: vê-as, não da sua perspectiva, mas da perspectiva de outra pessoa, que ele não fazia ideia de quem era.
Assustado, abre os olhos de repente e vê o mar a uns quantos metros de distância. Depois disso não se lembra de mais nada.

Quando acordou, Mário deparou-se com uma enfermeira que, empunhando uma seringa, tentava encontrar uma veia no seu braço. Ao vê-lo acordar, a enfermeira apressa-se a chamar um médico.
- O que é que aconteceu? - pergunta Mário, desorientado, ao médico que lhe auscultava o peito.
-Não se lembra do que aconteceu? - pergunta o médico. - O senhor atirou-se de uma falésia. Por sorte, ou mesmo por milagre, caiu numa zona em que a água tinha profundidade suficiente para que não tivesse morte imediata nas rochas. O hospital irá contactar a sua mulher e o o seu filho para informá-los que o senhor já se encontra consciente.
-Desculpe!? Mulher e filho? Eu sou solteiro e vivo com os meus pais! Enganou-se no paciente.
O médico, surpreendido, observa a sua ficha clínica e pergunta-lhe:
- Você não se chama Mário Costa Figueiredo?
-Sim - respondeu Mário.
-Então não há nenhum engano!
-Não, desculpe, há de certeza um equívoco... - retorna Mário, irritado e, ao tentar levantar os braços em protesto, repara que um deles estava algemado à cama.
- Ah, sim já me lembro, apanharam-me finalmente! Mas eu não tenho família nenhuma! Nem sou responsável pelo crime que me atribuem!
O médico calou-se, na dúvida entre estar perante um legítimo caso de amnésia ou um criminoso a mentir para tentar passar a ideia de que estava inocente.
Disse: "eu volto já" e afastou-se.
Os dois polícias que estavam de vigia à porta da sala onde Mário estava internado entraram assim que o médico avisou-os que ele tinha acordado e, a alguma distância, fitaram-no com cara de poucos amigos e trocaram entre si palavras que Mário não conseguia ouvir.
Provavelmente insultos, pensou Mário.
E pela razão certa, mas não contra a pessoa certa. Mário era suspeito de matar uma mulher grávida. O crime fora gravado e a cara dele tinha aparecido na televisão, mas não era ele.
Porém, o facto de se ter posto em fuga não fizera nenhum favor à sua reputação de auto-proclamado inocente, embora se ele próprio se tinha visto em vídeo a cometer aquele crime hediondo, seria impossível parecer mais culpado mesmo que tivesse ficado placidamente sentado no sofá à espera que a polícia arrombasse a porta de sua casa para o prender.
Setenta e oito dias em fuga andou Mário, até ser encontrado inconsciente na praia, após a tentativa falhada de suicido.
Mas porque fugiu Mário? E porque se tentou matar? As respostas, que parecem óbvias - não ser injustamente condenado por homicídio e estar cansado de viver como um pária fugitivo - não satisfazem totalmente as perguntas. Se esses foram factores a ter em conta, havia contudo algo de mais profundo, mais inquietante e mais assustador - ele fê-lo porque, no seu íntimo, sentia-se de alguma maneira culpado pelo crime que não cometeu.
Um Mário completamente seguro da sua inocência talvez não fugisse se o acusassem de um crime cometido por outrem. E decerto que jamais aceitaria carregar a culpa alheia por um crime, mesmo que todas as testemunhas jurassem pelos parentes defuntos que o tinham visto a disparar a arma. Nem mesmo que ele se tivesse visto a matar a vítima, como de facto viu. Nem mesmo que a sua vida dependesse disso. Mário estava inocente e sabia-o com toda a certeza, mas sabia também, com equivalente grau de certeza, que era (um pouco) culpado.

Mas os problemas de Mário não começaram com o homicídio.
Um estranho acontecimento ocorrido vinte anos antes, fora o que dera início à inexorável descida de Mário ao abismo.
Mário sempre jurou que pouco tempo antes do acidente que o tinha deixado desfigurado, tivera uma premonição. Um sentimento repugnante, um misto de desespero e medo avassalador, acompanhado por um arrepio na espinha, que sentira ao ver um relâmpago cair no sítio onde meses mais tarde seria atropelado por um carro.
Estropiado e desfigurado, não foi mais capaz de arranjar emprego e muito menos manter uma vida amorosa com uma mulher. Tinha passado os últimos vinte anos da sua vida a viver em casa dos pais, dependente destes, sem quase nunca sair à rua. Um adulto que nunca experimentara ser adulto, alguém que ia envelhecendo mas cuja vida parara para sempre na adolescência.
Sem coragem para matar-se, a única coisa que desejava, dia a pós dia, era a morte.


As provas não deixavam margem para dúvida: as impressões digitais recolhidas no local do crime eram dele, bem como ADN. Se ele não era culpado deste crime, as prisões estavam cheias de inocentes.
E no entanto não era culpado, asseverava ele com toda a convicção e honestidade possíveis de se encontrar num inocente injustamente acusado.
Mário foi condenado à pena máxima. A "sua" mulher esteve presente no julgamento, chorosa, desolada, horrorizada. E na cara de Mário era patente a incredulidade de um viajante do tempo que encontra no futuro um mundo tecnologicamente impossível de conceber na sua era. Estarei louco?, pensou ele. E foi nisso que preferiu acreditar, confrontado com a sua "nova" realidade. Mas não cometi aquele crime, posso estar louco mas não sou assassino!
A mulher visitou-o relutantemente apenas uma vez na prisão. Quando, durante essa visita, ele lhe disse que nunca a tinha visto na vida e que não tinha filho algum, nem com ela nem com ninguém, ela sentiu alívio por ter sido ele a pôr fim a tudo. Se fosse eu a rejeitá-lo, ele ainda me mandava matar!, pensou ela à saída da prisão.Mário depressa se aclimatou à vida de recluso, que ele não considerava pior que a vida miserável que tinha levado durante os últimos vinte anos, enclausurado em casa dos pais. Ao fim do primeiro ano, Mário decide escrever um livro, uma espécie de biografia "barra" apologia da sua inocência.
Falou da premonição, do acidente meses mais tarde, da visão que teve quando se tentou matar; tentou demonstrar o seu álibi para a momento do crime e falou das suas famílias: a verdadeira, os pais, dos quais nunca mais teve notícia e nunca mais não foi capaz de encontrar, como se nunca tivessem existido (a casa onde viviam também não existia), e da nova família e nova vida que o universo lhe atribui depois de se ter atirado da falésia.

O manuscrito chamou a atenção do psiquiatra que acompanhava Mário. O psiquiatra tinha diagnosticado Mário com amnésia retrógrada e classificara as memórias anteriores ao acidente de confabulações.
O psiquiatra tinha um amigo, Alexandre, um sujeito lunático mas interessante, que tinha interesse no ocultismo, em particular na parapsicologia. O psiquiatra, Carlos de seu nome, que gostava de ficar a ouvir o seu amigo e antigo colega de faculdade a debitar disparates fantasiosos mas originais quando se encontravam aos domingos à tarde, na casa deste último, sempre com um leve sorriso de troça na cara, sem, contudo, ser desrespeitoso e sem que Alexandre levasse a mal, decidiu mostrar-lhe uma cópia do manuscrito, com a autorização de Mário.
Numa terça-feira de manhã, no caminho para o trabalho, Carlos parou na casa do seu amigo e entregou-lhe o manuscrito, na expectativa de ouvir Alexandre discorrer sobre o assunto no domingo seguinte.
- Olha o que um recluso lá da prisão escreveu. Diverte-te.
E saiu um pouco apressado, pois já ia atrasado.
Domingo chegou, e, para quebrar o hábito, era Alexandre que batia à porta de Carlos logo após o almoço e não o inverso, como sempre sucedera. Estava nervoso e efusivo, como um adolescente prestes a perder a virgindade.
- Tenho de falar com esse tipo. A que horas podem os prisioneiros receber visitas? - perguntou Alexandre.
Carlos tentou demovê-lo, pois não lhe agradava a ideia que um doente mental como Mário, e ainda por cima um paciente seu, fosse influenciado por um excêntrico como Alexandre, por mais bem-intencionado que fosse. Discutiram e foram-se zangando gradualmente mais com o decorrer da discussão. No fim, para não arruinar aquela amizade que ambos prezavam, Carlos concedeu que Alexandre visitasse Mário, até porque não havia maneira legal de o impedir.

O dia em que Mário e Alexandre se conheceram chegou, e, assim que Mário o viu, pensou tratar-se de algum daqueles "novos" parentes ou amigos da sua realidade pós tentativa de suicídio.
- Ah, sim, você é o tal amigo do psiquiatra - disse Mário, aliviado por não ser nada daquilo que esperara.
Alexandre disse que lera o livro e Mário interrompeu-o:
-Deve pensar que eu sou maluco ou mentiroso, não é? - acrescentou ele.
Houve uma pausa e Alexandre, num tom sério, respondeu:
- Não, não acho...
Os olhos de Mário acenderam-se e, após alguns uns segundos, perguntou:
Quer dizer que você... acredita?
Uma pausa, mais longa que a anterior, separou a pergunta de Mário da resposta de Alexandre. Alexandre aproximou a cara do vidro e, como que reconfortando um amigo em sofrimento, diz com voz baixa mas firme:
- Acredito.
Mário pergunta imediatamente, incrédulo e extático:
-Acredita que eu sou inocente ou no resto? Ou em tudo?
Alexandre diz:
-Acredito que teve de facto aquilo a que chama de "premonição". Acredito que viu o que viu quando se atirou para o mar e, embora não descarte a hipótese de amnésia, creio que é possível que esteja a ser sincero quando diz que a sua família não é de facto a sua família. Quanto ao crime, devo ser a única pessoa no mundo que não está convicto da sua culpabilidade.
Mário não sabia o que achar. A realidade para ele não fazia sentido. Se ele próprio vira-se a cometer o crime e sentia-se um pouco culpado por isso, embora soubesse que não o cometera, e se havia provas irrefutáveis que apontavam para si, como é que era possível que alguém duvidasse disso, ainda para mais um total desconhecido como Alexandre? Uma realidade em que Mário era casado e tinha um filho, era uma realidade em que também podia existir alguém como Alexandre. Mas provavelmente estava louco, como preferia acreditar.
Quase a chorar, Mário pergunta:
-O que o leva acreditar em mim?
Alexandre diz:
-Conhece o conceito de doppelganger?
- Sósias? Sim - respondeu Mário.
-Certo - retorquiu Alexandre-, mas não me refiro somente a pessoas apenas com similaridades físicas com outras pessoas sem parentesco. Falo de uma relação entre dois ou mais indivíduos que vai além do que é meramente o aspecto físico, a uma relação de transcendência psicológica, uma ligação talvez metafísica entre mentes.
-Desculpe, mas não acredito nessas coisas - retrucou Mário. - E não vejo o que tem isso a ver com o meu caso. Está a querer dizer que foi um sósia meu que cometeu o crime?
-Não acredita, mas no entanto jura que a sua família foi trocada, que não cometeu o crime apesar das evidências e que viu a vida de outra pessoa à frente quando tentou matar-se. Se não acredita, então só podemos concluir que é louco, certo? E para além disso, é você que afirma ter tido uma "premonição". Ora, não acredita em si próprio? Loucura por certo...

Mário, sentiu-se tocado. Nunca revelara a ninguém que achava que talvez estivesse louco. Mas que outra explicação haveria?
-Não me diga que o meu sósia também tem o meu ADN e as minhas impressões digitais? - disse Mário, um pouco desdenhoso. - E quando eu falei de premonição, se você leu mesmo livro, decerto se lembrará que não invoquei explicações paranormais. Eu senti que algo de mau ia acontecer, e aconteceu. Foi apenas isso, um sentimento. Se eu "adivinhei" o futuro ou se foi um sinal "dos Céus" abstenho-me de especular.
Pense nisto - disse Alexandre-, tal como duas pessoas diferentes, sem qualquer contacto entre si, podem acertar nos números da lotaria, também é possível, mas extremamente improvável, que duas pessoas tenham o mesmo ADN. A probabilidade é tão baixa que no mundo você não encontrará ninguém geneticamente igual a si, mas se a população mundial fosse suficientemente numerosa, seria possível encontrar; e quanto mais numerosa fosse, mais probabilidade haveria. Seriam seus "gémeos" idênticos, apesar de não serem filhos dos mesmos pais... - Mário ia dizer algo, mas Alexandre aumentou e apressou a voz de modo a impedido de exprimir-se. - Quanto à premonição, se você pressentiu algo de mau que iria acontecer meses depois, então é óbvio que temos de recorrer a explicações não usuais para isso, pois prever o futuro não é considerado possível pela ortodoxia científica. Dou-lhe o seguinte exemplo como forma de fazê-lo perceber melhor onde quero chegar:
"Há várias décadas, na Austrália, um homem, incapaz de adormecer, decide ir à varanda para apanhar ar. No momento em que vê a lua cheia sente uma repulsa macabra inexplicável, como nunca tinha sentido, um mal-estar físico como se tivesse ingerido algum veneno. Era perto da meia-noite. No dia seguinte, a polícia bate à sua porta e informa-o que a sua filha fora assassinada. O médico legista determinou que ela tinha sido morta por volta da meia-noite.
"Não havia maneira do pai saber que a filha estava a ser assassinada a dezenas de km de distância, no entanto esse acontecimento foi sentido por ele de algum modo, a não ser que acreditemos que se tratou de uma coincidência.
"Isto costuma acontecer também com gémeos idênticos, em que um deles é sensível ao que se passa com o outro."
-Continuo sem perceber o que tem isso a ver comigo - disse Mário.
-Da mesma forma que a mente consegue sentir a dor ou alegria de alguém que nos é biologicamente próximo, ou mesmo idêntico, você, como confessou no seu livro, talvez sente-se um pouco culpado pelo crime porque aquele poderia ser o seu irmão gémeo ou algum "clone" sem relação a si, como referi há pouco. Esta - um irmão gémeo - seria a explicação mais simples, e portanto mais plausível, para o sucedido. Mas como acreditar nisto se você próprio confessou o crime na sua carta de despedida? E se eu acreditasse nisto não estaria aqui.
Mário ficou atónito:
-Desculpe?
Alexandre, que não estava surpreendido com a surpresa de Mário, não que achasse que ele estava amnésico ou a fingir, diz:
-Sim, após acordar no hospital você revelou o seu esconderijo à polícia e lá encontraram a sua carta, na qual desculpava-se pelo sofrimento causado à sua mulher e filho e confessava o homicídio da sua amante grávida. .
-Não, lamento, isso não aconteceu. Eu escrevi uma carta, sim. Mas como tem você conhecimento disso? - pergunta Mário. Que um estranho tivesse conhecimento de uma carta que nem a polícia que investigou o crime e perseguiu Mário durante quase três meses conhecia, seria motivo de estupefacção e medo para qualquer pessoa, mas em Mário, que já passara e continuava a passar por coisas mais bizarras, isso não causou tanto espanto como deveria. Mário acrescenta:
-Mas não escrevi isso que diz. E para além disso, a polícia, que eu saiba, nunca encontrou a carta porque eu, com vergonha, nunca mencionei o esconderijo. Não queria que a minha carta de despedida fosse descoberta tendo eu sobrevivido, seria vergonhoso demais. Mas em nenhum parágrafo da carta admiti o crime, pois não o cometi. Apenas pedia desculpa aos meus pais pelo sofrimento que lhes causei, motivado pelo sofrimento que eu sentia.
-Lembre-se, eu acredito que esteja a ser sincero quando diz o que diz. E que essa sinceridade não advém das confabulações em que um amnésico acredita, mas correspondem aos factos.
"Eis o que eu acho: você não matou aquela mulher. Mas você também matou-a. E as suas duas famílias são ambas suas mas não ao mesmo tempo. E as memórias que viu na mente são suas e e não são suas, pois foram e não foram vividas por si.
"Aquela sua premonição, tida no momento de uma descarga de energia - o relâmpago - foi a recolecção, por parte da sua mente, da informação de um evento que tinha acontecido no futuro, mas um futuro doutro universo, futuro esse que, em relação à linha temporal do nosso universo, seria um acontecimento do passado. Doutro modo, você não poderia ter tido a premonição, pois a causa (o acidente) teve de anteceder o efeito (a premonição do acidente) para que aquele pudesse ser previsto. Como, de acordo com as leis da física, as causas nunca antecedem os efeitos, o acidente teve de ocorrer primeiro noutro universo para que o conhecimento dele neste universo pudesse anteceder o seu acontecimento neste universo. É esta, a meu ver, a explicação para o fenómeno vulgarmente denominado «premonição»: a falsa «previsão» do futuro que não é mais que a lembrança, neste universo, de um evento já ocorrido noutro universo e que irá também ocorrer neste. E falo da verdadeira premonição, não da ilusão de premonição que advém das naturais falhas e vieses cognitivos da mente humana."
-Agora você já está a abusar- disse Mário. - Ou você é mais louco do que eu ou está a fazer pouco de mim.
Alexandre esboçou um sorriso, mas logo ficou sério:
- Não, repare, o que eu lhe estou a tentar dizer é que acredito que cada um de nós tem pelo menos um outro "eu", e talvez uma infinidade de "eus", que existem simultaneamente connosco, mas não aqui. O que acontece, na minha opinião, é que, por razões que ainda não vislumbro, às vezes esse(s) diferente(s) universo(s), ou partes dele(s), como você, ou eu, ou uma cadeira, ou uma árvore, ou um simples átomo, cruza(m)-se com o nosso, da mesma maneira que duas linhas de pesca se emaranham ao cruzarem-se, ou como dois fios de electricidade, que correm paralelos de um poste ao outro, tocam-se quando há vento. E ao fazerem-no podem trocar matéria, energia e informação. As memórias que você viu, e que se calhar irá ver com mais frequência, ou nunca mais, são as memórias do seu outro "eu" de um universo paralelo, com o qual você trocou informação. A "nova" vida que todos dizem ser sua após a queda no mar, talvez não seja mais que a "sua" vida de um universo paralelo. Talvez você não seja deste universo, ou talvez sejamos nós, e quando digo nós refiro-me à totalidade do que existe neste universo, que estejamos a mais; se calhar este universo, ao emaranhar-se com outro, foi esvaziado do seu conteúdo original, excepto você, e preenchido com o conteúdo desse outro universo. E agora você, neste seu universo, paga pelo crime que o seu outro eu cometeu naquele nosso universo. E o seu outro eu deve andar por lá livre como um passarinho. Que bela forma de escapar à justiça, não acha?
"E às vezes, creio que acontece o seguinte: quando dois universos se «cruzam» apenas um deles recebe matéria ou energia do outro. É esta, a meu ver, a origem de alguns doppelgangers. Que podem ser de pessoas, animais, plantas ou coisas inanimadas.
"É natural que se sinta culpado do crime, foi você que o cometeu. Se um pai é capaz de sentir uma filha a ser assassinada e um gémeo a dor de outro gémeo, como não havia você de sentir o que você próprio fez?"
Mário abanou a cabeça como quem está farto de ouvir baboseiras e levantou-se da cadeira.
-A visita acabou - disse ele ao guarda. E foi reconduzido à sua cela.
Devo estar louco, de facto. E se calhar até cometi o crime e não me lembro. Se calhar estão todos certos. Mas aquele tipo também não devia andar à solta, pensou Mário. E talvez estivesse certo também.
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2020.07.04 04:09 trouxonaftpalhaca Decidam oque já está decidido, eu fui trouxa e ele foi malvado

Olá luba, turma, possível convidado, gatas, papelões mortos e queixo do Luba. Vim aqui contar mais uma vez q fui trouxa, na real eu n sei direito se ele foi babaca ou eu que fui trouxa e iludida num ponto COLOSSAL. Vocês decidem. Estava lá eu, trouxa como sempre com um fogo no rabo pra gostar de alguém, pq cá entre todos nós, eu sempre amei o amor, sempre achei isso super interessante, essa coisa de gostar de alguém (isso foi há 2 anos antes do meu ex quebrar meu coração, fodase o amor) e aí eu meio q sempre ficava procurando gente pra gostar, e posso dizer que talvez todas as vezes que eu gostei de alguém na vida eu implantei o sentimento em mim (menos no meu ex QUE PARTIU A PORRA DO MEU CORACAO) Voltando... aí eu vi esse menino, e minha cabeça falou pro meu coracao: pq não gostar dele? Aí meu coração idiota falou: tá! E aí comecei a alimentar essa paixaozinha, sempre procurar ele na escola, e a gente fazia uma atividade extra na escola juntos (n vou especificar pq ne, vai q ele te assite), e precisavam e duplas, eu nem conhecia o garoto, ele tinha faltado a aula da seleção das duplas e aí eu falei: professor vou fazer dupla c o carls. Mandei mensagem pra ele explicando tudo e aí começamos a conversar (vale dizer que na minha cabeça a conversa tava fluindo, mas eu que tava puxando e ele me evitando.) Mas teve um momento q a gente realmente conversou, pra Caralho, e só por celular, pq nessa saga de um mês ele n chegou pra falar cmg nunca, eu que ia atrás e a gente deve ter trocado ao vivo umas 10 palavras no maximo) enfim, a gente conversou, conversou, eu lembro q dei uns conselhos amorosos pra ele (pra ele seguir COMIGO, mas ele seguiu c a garota q 3le gostava sksksksksksk aí como eu sou trouxa), e eu lembro q a gente também falava sobre o menino q eu gostava (ele n sabia q era ele) e a única coisa q eu n me arrependo é de ter falado q meu crush era galinha (possivelmente eu falei babaca) pq ele era. E aí acho que a gente flertava, e conversava pacas, valendo lembrar q a gente se falava mt, mesmo q eu tivesse que fazer uma forcinha pra ele ficar. E aí um dia, aquele maldito dia, no meio da semana de prova, eu tinha criado um curiouscat, só pra mandar perguntas pra ele o tempo todo, e aí um dia eu tava usando, mandei no status do wpp: me tirem do tédio. E aí começaram as perguntas, que ficaram estranhas, pq um garoto falou q gostava de mim (e detalhe, era 8h da noite e eu nem tinha estudado pras 2 provas q eu teria no dia seguinte), e depois apareceu outro, e outro, e quando eu vi tinham CINCO (não eu não sou cobiçada, eu ainda acho q tavam me sacaneando) mas o ponto é q um deles tava dando a entender q era o carls (e como quem manda as perguntas é anónimo eu n sabia se era ele) eu fiquei nessa por horas, tentando fazer eles falarem quem eles eram é ninguém falou. Desisti e fui estudar (eu fui bem na prova mas passei sufoco de madrugada kk). Devido aos meus conhecimentos e análise da minha prima a gente tem 99% de certeza q um deles era ele. Depois disso ainda estávamos conversando, até q eu comecei a sofrer por ele, e ficava : aí eu preciso parar de alimentar esse sentimento por ele... mas ele é tão ele... enfim, fiquei nessa até o grande dia. Um dia eu descobri por uma colega que ele já sabia que eu gostava dele, ela falou assim: vc gosta do carls ne? ( eu fiquei tipo: QUE??) Aí ela: bom a Larls (crush dele na época e acho q atual namorada dele) disse pra mim que ele contou pra ela que vc gosta dele. EU ESTAVA SENDO ENROLADA O TEMPO INTEIRO, e naquele dia eu falei, CHEGA (Esse também foi o dia que eu conheci meu ex, que quebrou meu coração Crl, tô insistindo nisso pq a gente terminou esse sábado, se quiserem me dar conselhos amorosos tô aceitando) Enfim, resumindo o mlk estava me sacaneando, ele nunca sentiu nada por mim (mas eu também fui mt trouxa de alimentar isso tudo). Hoje eu dou graças a deus por n ter acontecido nada. É isso galera kk
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DEPENDO DE DEUS Toda a minha vida eu já entreguei a meu Jesus Sou templo e morada do Espírito Santo de luz já renunciei tudo o que eu tinha e era já não faço planos e nem posso agir Porque ... Chegou a hora de dizer a verdade É minha necessidade nas ruas da cidade Chegou a hora de dizer a verdade Eu não entendo como posso te amar tanto ... Eu não entendo bem nem a felicidade Quando ... Por aqui eu não posso mais ficar ... É verdade dessa vez eu vou deixar A mulher que foi minha companheira ... nao posso dizer o nome dela - Duration: 2:57. Chegou lá na minha porta Na hora não acreditei E nem acredito agora ... Eu posso te sentir E aonde quer que esteja ... De quando dele estava grávida Eu faço esse funk #HugoeGuilherme #NoPelo Ouça e baixe nas plataformas de áudio: https://SomLivre.lnk.to/No_Pelo_Em_Campo_Grande_ao_Vivo Para shows: (62) 3241-7163 / (62) 9990... ♫ Download on Itunes : https://itunes.apple.com/pt/album/n%C3%A3o-posso-single/1363643139 http://store.cdbaby.com/cd/yasmine27 É-KARGA MUSIC ... Music video by Edson & Hudson performing Nao Tem Dia, Nao Tem Hora. Chegou a minha hora Verso ... E aquilo que não posso ver Sei que nasci para vencer Por isso é que eu tenho fé ... Eu estou no hustle dia e noite mas não me vês cansado Rodriguinho - Não Tem Hora e Nem Lugar Meu Msn e Orkut: [email protected] Acesse o Portal KondZilla https://goo.gl/TS1PFX Inscreva-se no Favela Venceu by KondZilla: https://goo.gl/a7Tt6X OUÇA NOSSOS Hits: https://goo.gl/UBHQgS SHOW...